Depois de brigar com os pais, fugir de casa e ajudar a amiga transportar drogas para o namorado idiota, agora eu estava sendo arrastada pelo estacionamento por um cara que matou alguém dentro do banheiro feminino de uma boate nojenta, o qual era promotor de justiça.
Muito prazer, essa sou eu. Caitlin Blake.
– Você pode me soltar? – pedi assim que ele empurrou-me contra o carro fazendo meu rosto queimar com a pancada. – Sou menor de idade, e uma garota. Você não pode tocar em mim. – suas mãos eram grandes, mas não eram ásperas, pelo contrário, eram macias.
– Você não pode andar portando drogas em uma boate e mesmo assim estava fazendo. – disse irônico quando o rangido das algemas abrindo fez meu coração palpitar. – Você não sai daqui até que eu ache seus amigos.
Ele me girou fazendo-me encara-lo, o cabelo bagunçado e o suor escorrendo pelo lado do rosto o deixava ainda mais serio, seu maxilar travado e os lábios em uma linha reta me davam calafrios. Ele acabou de matar alguém, como pode estar calmo?
– Desculpe-me, os perdi quando alguém tentou me matar no meio de umas mil pessoas.
– Sei que vai acha-los se não quiser ficar presa. - o ar saiu pelos seus lábios quando ele sorriu e abriu a porta do carro cinza me jogando lá dentro como um pano velho.
Olhei para o mesmo lugar onde há poucas horas atrás Hanna e eu tínhamos estacionado, mas o carro dela não estava e aquilo era um bom sinal, não era? Talvez ela tivesse conseguido fugir com Wes, isso seria menos explicações para o promotor do meu lado.
A porta ao lado bateu. Minhas mãos algemadas repousaram sobre as minhas coxas. Ele bufou respondendo algo no celular, o barulho dos seus dedos tocando a tela era alto e tudo que eu podia pensar era "Meu nome é Justin Bieber” enquanto me arrastava furioso para fora da boate. Ele era mesmo quem dizia ser? Um arrepio subiu até a minha nuca enviando sinais para meu corpo todo que ficou tenso.
A uns 700 metros um homem vestido de calça jeans entrou em um carro azul rapidamente. O homem parecia nervoso quando olhou em volta, os olhos do grande promotor Justin Bieber estavam presos no celular e os meus no carro azul. Senti um frio na boca do estômago, aquele homem não era um dos mocinhos, e eu tive a certeza disso quando Hanna bateu as mãos no vidro e ele a atingiu no rosto a fazendo cair no banco.
– Hanna! – gritei assim que tentei abrir a porta e ele me impediu, puxando-me pela blusa. – Ele Está com a Hanna, me solta!
– Você não vai a lugar nenhum com essa desculpinha. – o seu indicador foi até o pino e travou a porta, girou a chave ligando o carro e pegou o celular novamente.
O carro azul fez o contorno, eu conhecia o motorista, era o cara da tatuagem que eu não tinha ido com a cara, e agora eu sabia porquê. Hanna ergueu-se no banco batendo no vidro traseiro, ela tinha me visto no instante que o farol iluminou o carro e agora Bieber também tinha visto.
– Que espécie de policial ou promotor é você? Por acaso é cego? – gritei batendo a mão no seu celular. – Ele Está com ela, Hanna. Amiga! Faça alguma coisa que os policiais fazem!
– Senta ai garota! – ele olhou rápido para o carro que virava a esquina. – E para a sua informação, eu sou promotor.
– Eu não quero saber. – rebati, meu rosto ficando que te pela que eu sentia. – Eu quero que você tire a minha amiga das daquele homem!
– Não me dê ordens. – disse estridentes. Ele prendeu o olhar na direção que o carro azul havia virado, pisou firme no acelerador fazendo o cheiro de borracha queimada subir e meu corpo se lançar contra o banco.
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Injeção Letal.
FanfictionNos Estados Unidos, 34 de 50 estados são a favor da pena de morte. Caitlin Blake é condenada por ser acusada de matar três pessoas: Hanna Cruz, sua melhor amiga, George Martin e Wes Montês, o filho do renomado primeiro ministro e também acusada de t...
