Embaixo do tapete.

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Unidade Polunsky - Prisão de segurança Máxima.

 POV CAITLIN BLAKE. 

Minhas costas estavam contra a parede, meus braços sobre os joelhos enquanto meus dedos deslizavam pelos fios do meu cabelo. Nunca pensei que eu sentiria falta daquele lugar, mas depois de ficar do outro lado eu dava graças a Deus por estar de volta.

– Não acredito que você ficou na unidade superMAX. – Jéssica cruzou os braços embaixo da cabeça encarando o teto. - Nem a Vivih ficou lá, o diretor deve mesmo te odiar.

 O diretor. O promotor. Por um tempo ele me odiava com toda a sua força e eu fazia o mesmo, mas com o ódio algo cresceu junto, uma vontade e desejo que eu tive certeza que existia depois que ele me tocou naquela cela. A maneira que suas que suas mãos deslizaram pelo meu corpo, a boca grudou na minha, era como se cada célula do meu corpo o desejasse desde a primeira vez que o vi sem ter me dado conta da proporção que tinha tomado.

E por mais que tudo estivesse contra, ele também queria, por mais que negasse. 

– Porque está sorrindo? – balancei a cabeça tapando a boca. – Não precisa nem dizer.

– O que, como assim? – cerrei os olhos antes de limpar a garganta.

Ela se apoiou em um cotovelo virando o corpo de lado, de forma que seu cabelo cacheado caísse de lado.

– Eu não sei que espécie de... Intimidade vocês dois tem, mas posso dizer que é meio doentia. – deu de ombros.

– E-eu não tenho nenhuma relação com ele Jéssica. – nenhuma, eu só transei com ele duas vezes em uma cela fria e escura. Eu só deixei que ele me tocasse da maneira que ele quisesse.

– Não vou te julgar, Cat. Relaxa. – ela sentou sobre os pés abrindo um sorriso largo. – Ele é um gostoso e eu queria que o doutor Johnson seguisse o mesmo caminho.

– Realmente, eu não quero falar sobre isso. Nunca. – Jéssica deu de ombros dando uma piscadela, ela sabia, mas eu não iria assumir. – Mas já que você tocou em Vivih, você sabe pra quem ela trabalha?

– Trabalha? Não.  Pra te falar a verdade eu nem sei o porquê dela estar presa, ninguém sabe.

– E porque você está aqui? –perguntei quase que automaticamente. – Desculpa, não deveria ter perguntado.

– Tudo bem. – sorriu enrolando uma mecha de cabelo na ponta do dedo. – Digamos que eu sou muito boa com computadores.

– Boa o bastante para rackear um computador da prisão?

– Boa o bastante para estar presa em uma prisão de segurança máxima. – ela parecia ter um certo orgulho na voz. – Mas por quê? O que está planejando?

– Quando fui ao tribunal uma pessoa muito importante disse para que eu tomasse cuidado com Vivih porque ela é perigosa. – me ajeitei para encara-la. Vivih escondia muita coisa, mas porque Samuel Montês a conhecia? – Eu preciso saber qual é o envolvimento dela com essa pessoa e pra quem ela trabalha. Talvez isso me ajude de algum jeito. Mas não vou pedir para que você corra outro risco pra me ajudar de novo.

Injeção Letal.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora