Me dói não ser próxima de ti, perceber que deveríamos andar juntos, tocar juntos, amar juntos. Eu te olho e te vejo como um espelho, tudo em mim está em ti, pelo menos é assim que eu vejo. Sei das tuas poesias e da tua escrita, meu gosto musical foi formado por ti, sei dos teus sentimentos e desejos, teu nariz e até nossa cor combinou. Tu escreves o que eu nunca li, tu te escondes onde eu nunca encontrei. Faço mal em procurar algo de ti nos outros, eu busco e ao mesmo tempo tenho medo de encontrar. Teus gostos nos outros me amedronta, só consigo te amar em ti mesmo porque nos outros não suporto. Eu queria poder te abraçar quando quisesse, ou quando doesse, queria poder compartilhar meu dia, meus medos (ainda insistes em dizer que somos tão diferentes) queria poder morar contigo, chorar na tua frente, te pedir ajuda nos estudos, tomar café todos os dias. Infelizmente já tenho quase 20, e isso não vai acontecer. Cresci tentando aprender a não te amar, aprendi que o amor masculino machuca, nunca cura, e dessa forma eu nunca fiz questão de estar perto de ti. Por tantas vezes escutei o quanto somos parecidos, de todos que nos conheciam, parece impossível mas talvez tu tenhas o mesmo coração que eu, só que nunca teve oportunidade de deixar ele chorar. O amor que sinto por ti é o sentimento mais difícil que eu tenho que lidar, obrigada por me ensinar a sobreviver, pai.
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Silêncio que se lê
PoetryO silêncio guarda nossos sentimentos mais profundos, o silêncio fala verdades, emite certezas e incertezas. O silêncio é único que entende a confusão, que no meio do breu, se expande sorrateiramente ocupando o espaço da tristeza. Existem momentos qu...
