E eu que achei que nunca voltaria a acreditar em nada parecido, acredito em nós de novo. Me perco no meu pensamento, talvez minha razão esteja afetada, em grave estado de amnésia em esquecer de todo passado ruim. Meu coração se enraíza em palavras que saem da tua boca e podem ser supérfluas, viajantes, flutuantes mas para mim são sementes que crescem e se expandem no terreno fértil do amor que guardo pra ti. O medo de mudar de novo, de virar o jogo, de me arrepiar. O medo de perder a paz, de amar demais, de me machucar. O medo de me desfazer, me despedaçar, e voltar ao pó. O medo de me eliminar, de me trucidar e de dar um nó. O medo de me confundir, de me divertir e de errar demais. O medo de morar em ti, de me esquecer e perder o chão. O medo de me expandir, não me garantir e ficar no não. O medo de me ver em paz, com o sorriso e gás e me perdoar. O medo de me repetir, não estar aqui, não desenvolver. O medo de ser imatura, de ser insegura e necessitar. O medo de ser tão frágil e tão vulnerável e não me aguentar. O medo de me doar, de me espalhar e não me conter. O medo de te sufocar, e de cansar e de te perder. O medo de perder a luz, reviver a Cruz, me sacrificar. O medo de falar de mim, tão ruim assim, de me aceitar. O medo é de me perder, te desconhecer e me afastar. O medo de não me controlar, e de que o melhorar não esteja em mim. O medo de vir a seguir e de construir um fim pra mim.
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Silêncio que se lê
PoesiaO silêncio guarda nossos sentimentos mais profundos, o silêncio fala verdades, emite certezas e incertezas. O silêncio é único que entende a confusão, que no meio do breu, se expande sorrateiramente ocupando o espaço da tristeza. Existem momentos qu...
