A dor de cabeça é o meu medo, que se expande pelo meu corpo e vai se embaraçando nos meus pensamentos. Todas as dúvidas e incertezas que eu tenho dançam uma música alegre que as faz pular, elas olham umas pras outras e amam me fazer sentir insegura, debocham do meu choro, riem do tremor das minhas mãos. O medo de acordar é quase certeza pela manhã, e a vontade de conversar é sufocada pelo medo do julgamento. Que forma é essa de viver? Deixei que o medo fizesse o que quer comigo, deixei que o vento arrancasse e levasse o meu abrigo, deixei que a areia enterrasse os meus sonhos ao invés de correr na praia, deixei que a tempestade me não me deixasse sair de casa ao invés de apreciar a beleza da chuva, deixei de viver por medo do próximo passo. Preciso de coragem.
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Silêncio que se lê
ŞiirO silêncio guarda nossos sentimentos mais profundos, o silêncio fala verdades, emite certezas e incertezas. O silêncio é único que entende a confusão, que no meio do breu, se expande sorrateiramente ocupando o espaço da tristeza. Existem momentos qu...
