Em choque, a fantasmagórica figura encharcada pareciam ter correntes lhe dificultando os movimentos. As mãos atritando contra os braços não faziam diferença quanto a gélida sensação lhe possuindo o corpo. Em passos quase parados, o sonserino se arrastava para o dormitório na masmorra.
O olhar perdido na lembrança induzia os lábios a sorrirem vagamente. Ou talvez, a boca houvesse congelado naquele formato durante a batalha entre a neblina do fim da tarde buscando retornar para a escola.
Embora não houvesse sido mais que alguns segundos, podia sentir a macia textura da boca da garota e, imediatamente, o coração gelava em expectativa.
Queria saber qual o significado para aquele ato. Certamente, ela iria ri e pedi para esquecer... Ou...? Por isto, temia perguntar.
Afinal, ninguém percebe que está sonhando até acordar, então porque estragar aquela maravilhosa sensação? Lily escolheu o beijar. Era nisto que queria acreditar, por mais absurdo que ecoasse.
Deitado no esverdeado estofado, Regulus observava a lareira, não conseguindo prestar atenção as pequenas letras do livro sustentado entre as mãos. Apesar de procurá-lo por todo o colégio, Snape não estava em nenhum lugar. Como também, nem Sirius ou qualquer outro dos seus amigos insuportáveis.
Para piorar, até mesmo a garota ruiva estava desaparecida e a lua já atingia o meio do céu.
Escutando o suspiro assombrado, seguido de dentes se chocando repetidamente como se condenados a um terrível frio, o herdeiro da família Black saltou.
Demorou um pouco para que os olhos percebessem a figura tremulando na baixa luz, o amigo chegava a recuar para as sombras na ideia que fosse algum monitor. Desacreditado, imediatamente, Regulus conjurou uma toalha.
Caminhando apressado até o amigo, colocou sobre os trêmulos ombros num preocupado carinho. Acolhendo-o num meio abraço, buscava transmitir seu calor corporal, enquanto o trazia para sentar contigo mais próximo da lareira, curioso sobre o acontecido.
Fazendo um sinal para o elfo, era inegável como estava decepcionado consigo mesmo. Quer dizer, quantas vezes permitiria aquilo acontecer? Precisava findar as ações do irmão, o qual, deserdado, parecia ainda pior. Nenhuma regra era o bastante para pará-lo, transgredindo as normas por prazer, Sirius e seus amigos não se importavam em quem machucar em prol do divertimento.
E encontrar Severus assim lhe devastava o coração.
Extremamente preocupado, as hesitantes mãos utilizavam um delicado lenço bordado para lhe enxugar o rosto. Articulando os lábios em silenciosos sons, atordoado pelo receio em incomodar, arriscou:
- Está... Está tudo bem?
- Lily...
- Sei.
- Acho que ela gosta de mim.
- Não, Severus. – Suspirando triste, mordeu o lábio inferior sem saber o que fazer.
Recebendo a bandeja que o elfo trazia, colocou sobre o criado-mudo, entregando a quente caneca de chá ao amigo.
Não sabia como entrar naquele assunto, no entanto, era necessário.
Um ano cronológico era o que separava os dois bruxos, unidos pela casa, bandeira e princípios.
Começou numa pequena admiração pelos corredores quando escutava sobre o brilhante aluno, até conhecê-lo e ter certeza acerca do quanto ele era incrível. Precisavam conversar e as frequentes dúvidas davam lugar para um café, biscoitos, almoços e, antes que os dois percebessem, já era natural a presença do outro.
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Sete dias sem ela
RomanceLily e Remus tem uma viagem urgente. Deste modo, Sirius e James aproveitam a oportunidade para, com a ajuda de algumas doses de poção polisuco, efetivar a vingança contra um certo sonserino. Aviso: Yaoi. James X Severus
