2.Ninfetinhas

6.8K 255 7
                                        

Ethan

Desviei do objeto que não consegui identificar o que era, mas por pouco ele não acertou meu rosto em cheio. Só ouvi o vidro se espatifar na parede.

― Eu vi aquela vaca falando com você Ethan. ― Ângela esbravejou. ― E eu vi a sua cara, você estava adorando. ― revirou os olhos, estava vermelha de raiva.

Ângela era ciumenta ao extremo e mesmo não existindo hipótese, ela sempre achava que alguém estava dando em cima de mim.

― Ângela, ela só me pediu uma informação. ― expliquei novamente. Já tinha perdido as contas de quantas vezes tinha dito a mesma coisa.

Ela não só era ciumenta ao extremo, mas como também tinha um lado agressivo. Na maioria das vezes ela quase saia aos tapas com à dita cuja, mas hoje por milagre eu me surpreendi quando ela apenas soltou suas baforadas não satisfeita em silêncio. Eu quase acreditei que não discutiríamos.

Quase, eu disse quase!

― Aquela menina tinha idade pra ser sei lá, uma sobrinha, irmã, ou até mesmo sua filha. ― ri com ironia a me lembrar da menina que ao meu ponto de vista deveria ter uns quinze anos. ― Eu não sou nenhum pedófilo Ângela, eu seria louco não acha?!

― Não estou achando graça Ethan. ― jogou o porta retrato na minha direção, mas graças aos meus reflexos consegui me esquivar. ― Hoje em dia não existe mais isso idade não. Isso interfere em nada. Essas ninfetinhas de hoje estão dando em cima na cara de pau. ― fez bico.

― Para mim faz diferença. Você vai quebrar a casa toda por cauda de nada. ― fui me aproximando dela com cautela. ― Amor, você sabe que não pode se estressar por causa do bebê. ― lembrei-a. ― ainda mais por coisa boba.

― Pro caralho Ethan.―- me empurrou quando tentei abraça-la. ― Eu sei o que devo ou não devo fazer. Tudo agora é o bebê. ― resmungou.

― Claro que é você agora é mãe.

― Olha aqui. ― apontou o dedo na direção do meu rosto para me intimidar. Ela fazia muito isso. Lembro que uma vez apontou uma faca. Das grandes ― Se você pensa que só porque eu estou grávida você vai sair por ai atrás de rabos de saia. ― começou a andar na minha direção a passos firmes. ― você está muito enganadinho meu bem. Se eu sonhar ― gritou. ― Se eu sonhar que você está me traindo Ethan. ― bateu seu dedo no meu peito com certa força, sua unha me machucou um pouco, mas eu não me movi. ― Eu acabo com você. ― seus olhos semicerrados fitavam os meus a todo instante. Eu sabia que ela não estava brincando ao falar. ― Você sabe que eu sou doida.

E de certa forma ela era, se ela falasse ela com certeza daria um jeito de por em pratica o que disse.

― Seu recadinho ameaçador já foi dado? ― não me abalei, eu não ia deixar ela me abalar com palavras. ― Eu prometo que não vou te trair com nenhuma ninfetinha, por mais que ela seja gostosa. ― comecei a rir.

― O seu mau, é que você duvidar de mim. ― disse ainda irritada.

― Eu não duvido amor, eu sei que você é capaz de fazer isso e muito mais. ― falei ainda com deboche.

― Mais a culpa é sua sabia. ― me bateu.

― Minha perguntei ofendido.

― É. Você é gostos de mais. ― riu agora. ― Eu entendo essas meninas. ― deu de ombros.

― Então eu estou liberado para pegar as ninfetinhas? ― fingi entusiasmo levantando as mãos para o alto.

― AHAHA... Vamos ver se ela vai querer você sem isso aqui. ― deu duas passadas longas na minha direção com seu olhar diabólico e um sorriso debochado que dançava em seus lábios. Me contorci de dor em seguida ao sentir seu aperto nas minhas partes intimas.

― Ai ai ai Ângela, que me deixar estéril é. ― minha voz saiu esganiçada pela dor.

― Vai lá pegar suas ninfetinhas, mas seu amiguinho fica aqui comigo. O que acha? ― afrouxou um pouco a pressão do aperto.

― Não gosto disso, o que as meninas vão achar de mim seu eu não puder oferecer prazer a elas?

Eu adorava deixar Ângela irritada, eu sempre me divertia com as reações dela, por mais que isso fosse me trazer alguma dor física. Ela sempre dava um jeito de me machucar para mostrar que não gostava nada da brincadeira.

― Ethan... Ethan....

― Eu só estava brincando mulher! Se não tivermos filhos depois a culpa será totalmente sua. ― me joguei num sofá e passei a mão no local. Ainda doía.

― Não seja dramático. ― virou o rosto com desdém. ― Eu nem apertei tanto assim.

― Meu pênis não gostou nada disso.

― Depois eu faço um carinho nele. ― piscou pra mim e saiu andando.

― Mais ta doendo agora. ― levantei do sofá onde tinha sentado e fui atrás dela meio que mancando. ― Amor ta doendo agora, a culpa é sua e você que tem que fazer parar. ― a alcancei no corredor e a peguei pela cintura a abraçando por trás.

― Me solta Ethan, eu não vou fazer mais nada. Você não queria as novinhas. Vá atrás de uma delas.

― Não, eu quero você, só você poxa. ― falei com dengo. ― Vamos nos ajudar gatinha. ― mordi de leve eu pescoço. ― Eu tiro teu estresse e você me ajuda aqui. ― a virei de frente para mim. ― Você sabe que você também quer. ― usei toda malicia na voz.

― Não... quero nada. ― sua voz tremeu.

Ela queria, eu sabia disso, por mais durona que ela estivesse tentando ser o corpo e gestos sempre entregam alguma coisa.

Pensei seu corpo na parede atrás de mim e segurei seu rosto, beijei de leve seus lábios e mordi de leve puxando o lábio o inferior. Ela abriu os olhos de vagar e piscou varias vezes antes de sorrir, um sorriso meigo. Eu adorava os sorrisos meigos de Ângela.

― Eu te amo porra, não tem mais ninguém, só você na minha vida. ― voltei a beija-la com desejo e volúpia.

Desapego - IMCOMPLETOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora