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Isis

Tirei o cinto de segurança, o Gui olhou pra mim e depois pro Gael. O mesmo estava quase abrindo a porta do carro pra ver quem era.

Curioso do caralho.

Gui: Quem é aquele lá? - perguntou me olhando.

Ninguém não, só o dono do morro.

Isis: Sabe que eu não sei. - fiz a Kátia.

Ao que parece o Gui acreditou, menos mal né.

Gui: Que tal um beijo de despedida? - diz com um sorriso safado nos lábios

Quem sou eu pra negar fogo né?

Isis: Acho uma ótima ideia. - falei pegando no braço dele.

Selamos o beijo, o Gui passou as mãos pela minha coxa, me causando arrepios.

Eita mão boba.

Puxei de leve o lábio inferior dele, senti a língua dele na minha e ficamos num beijo cheio de mão boba.

Alerta de fogo na xana.

Parei o beijo e ajeitei o meu cabelo.

Isis: Até qualquer dia Gui. - peguei a minha bolsa. - Valeu pela carona.

Abri a porta do carro e sai.

Gui: Eu mando mensagem pra marcar a nossa próxima saída. - falou e eu joguei beijo pra ele.

Tava toda de fogo, e o Gael de cara fechada.

Seria uma delícia... se não fosse o próprio capeta de tatuagem.

Esperei o Gui ir embora e passei pela barreira, claro que o Gael já veio fazer pergunta.

Gael: Quem era o playba? - perguntou grosso me medindo.

Isis: Sabe que eu não sei. - falo na brincadeira.

Gael: Não se faz de sonsa não, Isis. - perguntou ajeitando o fuzil na mão.

Uii, ele tem um fuzil.

Grande bosta.

Isis: Te devo satisfação agora? - perguntei e ele me olhou sério.

Gael: Tu mora no meu morro. - falou mantendo a falsa paciência.

Isis: Mas não é meu dono. - dei de ombros e sai andando.

Tô abusando do perigo? Claro que sim.

Tenho medo do Gael? Absolutamente não.

Mas eu sou doida mesmo.

Segui andando até ver o Dedé de papo com uns vapores. Já me aproximei dele é pedi carona.

Isis: Ei primo, me leva lá em casa. - pedi toda na inocência.

Que eu não tenho.

- Deixa que eu te levo princesa. - um feio falou querendo aparecer.

Isis: E tu é Dedé agora? - perguntei olhando pra ele.

- Olha o respeito porra. - deu um de louco.

Dedé: Tá afim de morrer porra? - perguntou sério pro guri. - Fala no respeito com a minha prima.

Me mediu e eu fiz a santa, pura e ingênua criança de Deus.

O Dedé passou o braço por cima do meu ombro e fomos até a moto dele.

Dedé: Fugiu do trabalho é? - perguntou e eu ri.

Isis: A Mari foi se resolver com a Rayssa e como não tinha nada pra hoje... - dei de ombros.

Dedé: Sobe maninha. - falou já encima da moto.

Subi e ele guiou pra minha casa. Desci da moto e dei um beijo no rosto dele.

Isis: Valeu primo, ia morrer se fosse andar tudo aquilo. - fiz um drama.

Mas é verdade, minha casa é longe da barreira. Tá mais pra cima do morro, ou seja, no cu da Rocinha.

Dedé: Tá de boa. - falou já ligando a moto. - Vou voltar pro serviço.

Só balancei a minha cabeça, esperei ele ir embora e entrei em casa.

Deixei a minha bolsa no sofá e fui pro meu quarto.

Tomei um banho e lavei bem os meus cabelos, tudo pra tirar o sal do mar.

•••

Peguei o meu sorvete, tava doida pra comer besteira. Minhas vermes agradecem.

Nina: Eu tava precisando disso. - sorriu olhando as crias brincando na rua.

Flávia: Faz um tempo que não saímos juntas, tipo só nos três. - falou sentando do meu lado.

Era quase 17 quando a Nina bateu na porta da minha casa pra querer vir pra praça.

Eu vim obrigada né, só queria hibernar na minha cama.

Flávia: Agora que a Ellen tá queimando no inferno. - falou e eu quase me engasguei com o sorvete.

Isis: Mano do Céu, pra que isso? - perguntou rindo de nervosa.

Nina: Tu é muito ruim, Flávia. - riu.

Flávia: Ok né. - deu de ombros. - Qual das amantes do Gael vai ficar na cola primeiro?

Fiquei tomando o meu sorvete na paz.

Nina: Acho que aquilo responde a tua pergunta. - falou.

Olhei pra onde ela estava apontando, o Gael estava jogando bola e a guria só faltava se jogar nele.

Isis: Aquela eu não lembro o nome. - falei e a Flávia já respondeu logo.

Não é por nada não, mas a Flávia é velha fofoqueira. Papo reto.

Flávia: É a tal de Carol, mina sem sal. - falou de cara feia.

Não falei nada, só fiquei aproveitando o meu sorvete.

Essas paradas de ficar de bituca nos outros já não é comigo.

Cuido da minha vida, que já não é pra ninguém querer cuidar por mim.

Amor Criminoso Histórias para pegar e não largar. Descubra agora