Gael
A vida é um soco no estômago, um dia tu tá no topo e no outro tu tá fundo.
Pra ser dono daqui... tu faz de tudo, mas não pode confiar em todos.
Nem todo mundo quer o teu bem, tem que aprender isso logo cedo.
JL: Já deixei ela no estúdio, patrão. - diz e eu balancei a minha cabeça.
Gael: Tá certo então, JL. - digo e ele saiu.
Gosto do JL, leke é parceiro. Sei de tudo que ele passou nas mãos do pai dele.
O ajudei nessa merda de vida, até porque o pai dele não era diferente do meu.
Dois filhos da puta.
FP: Ei filho da puta. - jogou um papel em mim. - Tá vivo?
Joguei o papel de volta nele.
Gael: Tô não, é só meu corpo aqui. - rolei os olhos. - Qual foi caralho?
FP: Tá de mal humor por que? - perguntou, mas eu não respondi. - Da em nada.
Gael: Veio só me admirar ou o que? - perguntei e ele deu de ombros.
FP: Trazer esse caralho aqui. - jogou uma pasta na mesa.
Peguei a pasta, mas nem abri. Deixei por cima da mesa mesmo.
Gael: Nem sinal do Sandro? - perguntei e ele negou. - Pra onde esse filho da puta foi?
FP: Abre logo essa pasta, seu filho da puta. - se jogou no sofá.
Gael: Só pode ser putaria né. - falei ao ler os papéis.
FP: O Mineiro foi bem claro com isso. - deu de ombros e acendeu um finin.
Gael: Aquele filho da puta se juntou com o Coringa. - levantei da cadeira. - Desgraçado.
O Coringa é o dono do Dendê, o filho da puta já tentou tomar a Rocinha umas 3 vezes.
O velho é um filho da puta.
FP: Agora é melhor ficar de olho em tudo, reforçar as coisas aqui. - eu só balancei a minha cabeça.
Gael: Chama o Dedé, temos assuntos pra resolver.
•••
Dedé: O JP já tá na barreira, só falta tu falar. - diz e eu olho pra ele.
Gael: Amanhã chega carregamento, vamo pegar mais vapor. - falei vendo pelo mapa.
FP: Já avisei pro Cazé, ele já tá vendo isso. - falou arrumando o fuzil na costa.
Dedé: Melhor avisar as meninas, não é seguro sair do morro.
Gael: Isso vocês podem resolver. - levantei da cadeira. - Tô indo lá em casa.
Sai da boca, subi na moto e guiei pra casa. Avisei os meus vapores e entrei, indo direto pro quarto.
Abri o cofre, já tinha uns 10 mil guardado lá dentro. Só por precaução mesmo.
O meu celular tocou, era a Isis ligando. Atendi na hora.
• Ligação on•
Gael: Qual foi solzinho? - perguntei e ouvi caralho de carros.
Isis: Tem alguém me seguindo, sério Gabriel. - diz nervosa. - Tô sem nada aqui pra me defender.
Gael: Tu tá onde? - perguntei já pegando minha .40
Isis: Na rua detrás do estúdio. - falou e eu ouvi o barulho do tiro.
• Ligação off •
A ligação caiu.
Droga.
Desci a escada na presa. Peguei a chave da moto encima do balcão.
Só conseguia pensar naquela diaba, fui cortando pelos becos, passando pela entrada do morro.
Levou cerca de 15 minutos pra chegar onde a Isis falou, nem me importei em sair que nem louco nas ruas.
Desci da moto e procurei por ela. Vi um carro parado estacionado bem na entrada de um beco ao fundo do estúdio.
- Veio salvar a boneca? - olhei pro homem encapuzado.
Senti meu sangue ferver de raiva.
Gael: Tenho que ser o herói as vezes. - falei e tirei a arma da minha cintura.
Atirei na testa dele sem nem pensar duas vezes.
Corri pro beco e ouvi o grito da Isis...
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Amor Criminoso
Teen Fiction+17|| Difícil confessar que até me acostumei com você do meu lado me ensinando o que eu já sei. Ou eu te contando histórias da constituição sem lei.
