• 13 •

35.6K 2.5K 617
                                        

Gael

A vida é um soco no estômago, um dia tu tá no topo e no outro tu tá fundo.

Pra ser dono daqui... tu faz de tudo, mas não pode confiar em todos.

Nem todo mundo quer o teu bem, tem que aprender isso logo cedo.

JL: Já deixei ela no estúdio, patrão. - diz e eu balancei a minha cabeça.

Gael: Tá certo então, JL. - digo e ele saiu.

Gosto do JL, leke é parceiro. Sei de tudo que ele passou nas mãos do pai dele.

O ajudei nessa merda de vida, até porque o pai dele não era diferente do meu.

Dois filhos da puta.

FP: Ei filho da puta. - jogou um papel em mim. - Tá vivo?

Joguei o papel de volta nele.

Gael: Tô não, é só meu corpo aqui. - rolei os olhos. - Qual foi caralho?

FP: Tá de mal humor por que? - perguntou, mas eu não respondi. - Da em nada.

Gael: Veio só me admirar ou o que? - perguntei e ele deu de ombros.

FP: Trazer esse caralho aqui. - jogou uma pasta na mesa.

Peguei a pasta, mas nem abri. Deixei por cima da mesa mesmo.

Gael: Nem sinal do Sandro? - perguntei e ele negou. - Pra onde esse filho da puta foi?

FP: Abre logo essa pasta, seu filho da puta. - se jogou no sofá.

Gael: Só pode ser putaria né. - falei ao ler os papéis.

FP: O Mineiro foi bem claro com isso. - deu de ombros e acendeu um finin.

Gael: Aquele filho da puta se juntou com o Coringa. - levantei da cadeira. - Desgraçado.

O Coringa é o dono do Dendê, o filho da puta já tentou tomar a Rocinha umas 3 vezes.

O velho é um filho da puta.

FP: Agora é melhor ficar de olho em tudo, reforçar as coisas aqui. - eu só balancei a minha cabeça.

Gael: Chama o Dedé, temos assuntos pra resolver.

•••

Dedé: O JP já tá na barreira, só falta tu falar. - diz e eu olho pra ele.

Gael: Amanhã chega carregamento, vamo pegar mais vapor. - falei vendo pelo mapa.

FP: Já avisei pro Cazé, ele já tá vendo isso. - falou arrumando o fuzil na costa.

Dedé: Melhor avisar as meninas, não é seguro sair do morro.

Gael: Isso vocês podem resolver. - levantei da cadeira. - Tô indo lá em casa.

Sai da boca, subi na moto e guiei pra casa. Avisei os meus vapores e entrei, indo direto pro quarto.

Abri o cofre, já tinha uns 10 mil guardado lá dentro. Só por precaução mesmo.

O meu celular tocou, era a Isis ligando. Atendi na hora.

Ligação on•

Gael: Qual foi solzinho? - perguntei e ouvi caralho de carros.

Isis: Tem alguém me seguindo, sério Gabriel. - diz nervosa. - sem nada aqui pra me defender.

Gael: Tu onde? - perguntei pegando minha .40

Isis: Na rua detrás do estúdio. - falou e eu ouvi o barulho do tiro.

• Ligação off •

A ligação caiu.

Droga.

Desci a escada na presa. Peguei a chave da moto encima do balcão.

Só conseguia pensar naquela diaba, fui cortando pelos becos, passando pela entrada do morro.

Levou cerca de 15 minutos pra chegar onde a Isis falou, nem me importei em sair que nem louco nas ruas.

Desci da moto e procurei por ela. Vi um carro parado estacionado bem na entrada de um beco ao fundo do estúdio.

- Veio salvar a boneca? - olhei pro homem encapuzado.

Senti meu sangue ferver de raiva.

Gael: Tenho que ser o herói as vezes. - falei e tirei a arma da minha cintura.

Atirei na testa dele sem nem pensar duas vezes.

Corri pro beco e ouvi o grito da Isis...

Amor Criminoso Histórias para pegar e não largar. Descubra agora