Aoi puxou um lenço de papel da caixa e secou as lágrimas que insistiam em cair dos olhos escuros. Ele sentia-se confuso. Não compreendia a avalanche descontrolada que era seus sentimentos. Em um segundo sentia-se animado e feliz apenas para, de repente, cair em depressão ou dominar-se pela tristeza.
E não conseguia manter o equilíbrio. Era, sempre, muito extremo. Exatamente como a poucas horas atrás quando seu namorado se esquecera de cumprir sua promessa. Isso fez com que Yuu se sentisse abandonado, deixado de lado.
Que culpa tinha se a vontade de comer takoyaki de brócolis era invencível? O desejo era tão forte que parecia deixá-lo louco. A ponto de quase errar durante o live e perder a concentração incontáveis vezes.
Vencido pelo choro, o guitarrista moreno ajeitou-se melhor dentro do macio edredom, encontrando uma posição bem confortável recostado na cabeceira da grande cama de casal.
Foi nesse auge do momento auto-piedoso de Shiroyama que a porta se abriu e uma cabeça coberta de fios loiros espiou pelo vão:
— Yuu chan? – a voz preocupada de Uruha encheu o mais velho de remorso. Ele não devia ter brigado com seu namorado por um desejo idiota.
— Uru... Eu... Sinto muito... – a voz soou tremida pelas lágrimas.
Aquilo foi o suficiente para o recém-chegado invadir o quarto e sentar-se sobre a cama macia, abraçando o moreno por cima do edredom:
— Não me peça desculpas. Alguma coisa tá errada, Yuu. E a gente não ta sabendo lidar com isso.
O mais velho fechou os olhos:
— Eu sei. Não consigo me controlar.
— Yuu, me perdoe, mas... – calou-se temendo uma nova explosão. Tinha que medir bem o jeito de revelar o que fizera há pouco tempo atrás. Não tinha uma forma de dizer aquilo sem soar dramático. Então resolveu lançar a verdade de uma vez – Eu esfreguei a moeda.
Piscando, Aoi levantou a cabeça e fitou o outro guitarrista nos olhos:
— E o que aconteceu?
Uruha respirou fundo:
— Eles vieram. Apareceram no corredor como se tivessem usado um teletransporte tipo filmes de ficção cientifica.
— Eles estão aqui?
Ao contrário do que Takashima esperava seu namorado estava reagindo muito calmamente à notícia. Talvez o próprio Yuu estivesse preocupado e assustado com as coisas estranhas que aconteciam com ele.
— Hn. Querem que viajemos para Londres. Eles dizem que podemos voltar a tempo. – a afirmação soou estranha aos ouvidos de Kouyou. Era tão ridículo.
— Parece um sonho. – Yuu suspirou – Ou um pesadelo.
— Talvez segui-los seja a forma de acordar. – o loiro sorriu com alguma confiança. Nenhum sonho era eterno. Nenhum pesadelo durava para sempre. E, se eles estavam mesmo presos em um, teria que acabar mais cedo ou mais tarde.
— Você quer fazer isso?
O loiro desviou os olhos por um instante. Logo voltou a fitar o namorado com decisão e certeza cintilando nas íris:
— Hn. Estou preocupado com você, Yuu. O que está te acontecendo não é algo normal...
— Eu sei... – Por um breve instante o moreno pensou em sugerir procurar ajuda profissional, um psiquiatra, quem sabe... Mas mudou de idéia ao ver a descontração do namorado. Takashima parecia esperançoso de que os dois "bruxos" fossem a solução dos problemas que enfrentavam. Yuu não teve coragem de estragar aquilo por enquanto.
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Chizuru
FanfictionEle havia perdido as estribeiras e arremessado aquela porcaria no mundo Muggle. E agora... teriam, os quatro, que arcar com as conseqüências. Fandom: Harry Potter (casal - H x D) Fandom: the GazettE (casal - U x A) ©Essa história foi escrita por Ka...
