Seção Oculta

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O loiro podia intuir onde sairia, mas não era importante. Com certeza sairia no Departamento dos Mistérios. Ninguém seria louco de colocar o armário que ligava Londres a Tokyo, as partes mágicas, em um outro lugar que não fosse devidamente controlado pelos agentes de Bode Croacker (o que não significava muito pra quem tinha perdido um Unicórnio Prateado)

Draco nunca tinha atravessado uma distância tão grande utilizando o armário antes. Sentiu-se tão tonto e fraco que foi impossível continuar em pé após passar pela porta de madeira. O Slytherin caiu de joelhos no chão, sentindo mais que vendo alguém se aproximar.

— Não. – resmungou afastando a ajuda. Ficou em pé apesar do corpo magro tremer, apoiando-se numa das paredes. Jurou que nunca mais faria outra viagem daquelas – Onde está Potter?

Tentou enxergar, mas via tudo num borrão. Harry devia sofrer um bocado, sempre que precisava fazer uma daquelas. Apesar das sensações ruins, sua preocupação era manter firme a carta nas mãos. Não podia deixar ninguém tocá-la, ou o laço mágico seria desfeito.

Ainda atordoado, ouviu passos rápidos se aproximando. Alguém tocou-lhe o ombro com cuidado, de modo suave:

— Malfoy, o que houve...? – a voz preocupada de Hermione chamou a atenção do loiro.

Draco estreitou os olhos e, mesmo não podendo enxergá-la completamente, segurou a frente das vestes da bruxa com a mão livre, sem se preocupar em ser gentil ou educado:

— Onde está Potter, Weasley? – meio que rosnou.

— Em Grimmauld Place. Ele acabou de sair daq...

A assessora não terminou a frase. Draco desaparatou levando-a consigo.

U x A – H x D

Harry agitou a varinha e as louças na pia terminaram de lavarem-se sozinhas, indo ajeitar-se no secador. Respirou fundo pensando seriamente em tomar um banho. Sentia-se exausto pelas buscas infrutíferas. A tensão entre bruxos e criaturas mágicas era exaustiva. Às vezes tinha medo que um simples olhar pusesse tudo a perder, tão grande era a impaciência dos Sereianos.

Estava tão absorto em suas preocupações que se assustou ao ouvir o som de uma queda vindo da sala. Apressou-se até lá, flagrando Hermione Weasley e Draco Malfoy meio embolados no carpete.

— Foi demais pra ele. – Hermione explicou, ajudando Draco a levantar-se do chão. Era evidente que o bruxo se esforçara demais, primeiro viajando a grande distancia entre Tokyo e Londres, através do armário, algo que Malfoy não estava acostumado a fazer. E, depois, aparatando com Hermione, trazendo uma pessoa através de todos os feitiços que protegiam Grimmauld Place.

A visão fez Potter estremecer: o homem que amava enfraquecera diante de seus olhos! Isso dava uma pálida visão da dor que Uruha devia estar sentindo, sendo afastado de alguém tão importante, sem poder fazer nada para ajudá-lo.

— Draco... – Harry aproximou-se com cuidado. Junto com Mione ergueu o marido e levou o Slytherin para o sofá. – O que houve?

— Não sei. – Hermione arfou. – Malfoy atravessou o armário perguntando de você. Veio direto pra cá quando disse onde estava. Acabei vindo junto.

Então Draco agitou a carta desbotada em suas mãos. Esticou o braço impedindo Harry de tocar o papel.

— Pára, Cicatriz. Não pode pegar nesse convite.

— Convite...? – o moreno não entendeu.

— Não reconheço esse selo. – Hermione falou pensativa. – Tem algo a ver com o caso ShimaShiro?

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