...Recusando o País das Maravilhas

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— Está melhor agora, Yuu?

Uruha perguntou preocupado. Estava sentado na mesa da cozinha, ao lado do namorado, alisando-lhe as costas enquanto Shiroyama parecia se recuperar aos poucos, apesar de ainda estar pálido, com os olhos fundos.

— Hn. Me sinto melhor. – afirmou.

— Ótimo. – a voz petulante de Malfoy ecoou na cozinha. O rapaz de olhos cinzentos analisava os itens modernos da cozinha dos músicos, encantado por cada bugiganga desconhecida que admirava. – Não temos tempo a perder.

— Que porra. – Uruha perdeu a compostura – Vocês invadem a casa de Yuu, explodem coisas, dizem que são "bruxos", que ele tomou uma droga qualquer e engravidou. Agora quer reclamar que não tem "tempo a perder"?

O desabafo não assustou Malfoy:

— É, idiota. Caso não tenha percebido é o seu namorado que bebeu a minha poção. O seu namorado Muggle retardado que não tem magia alguma e não sabe merda nenhuma de nada. Mas a responsabilidade é noss... Minha! E eu quero que ele não morra durante o processo, porque Askaban não parece ser muito agradável no inverno. Ou em qualquer época do ano.

O guitarrista piscou confuso, fazendo Potter acudi-lo:

— Muggle é o termo para os que não possuem magia. Askaban é a prisão bruxa mais terrível que existe. E tem grandes chances de irmos passar uma temporada por lá. Você sabe, interferir com o mundo de vocês e alterar a ordem natural da vida é um crime muito grave.

Mas Uruha não prestou atenção em nada do que o Garoto Que Venceu falou:

— Morrer... Você não quer que Yuu morra? – indagou chocado. Aquilo soava como uma ameaça.

— Hn. Sentimos muito por meter vocês nessa. Não foi nossa intenção em momento algum. – Harry continuou pacificador – Mas homens não podem engravidar, o nosso corpo não é apropriado. Por isso a Poção do Bom Parto age preparando para que a gestação seja segura e saudável.

— Teoricamente ela funciona bem por se entrelaçar com a magia natural do bruxo que a bebe. Ela é perfeita, maravilhosa e rara. – Draco soou inconformado. Logo o tom arrastado voltou a sua voz – Só não sabemos como vai ser com um Muggle.

Tanto ele quanto Harry tinham procurado todas as informações possíveis a respeito da Poção do Bom Parto. Adquiriram conhecimento suficiente para publicar, talvez, um novo livro. Infelizmente não podiam aplicar aquilo a uma pessoa sem magia.

— Por favor. – Potter chamou a atenção dos japoneses – Venham para a Inglaterra com a gente. Vocês vão se convencer de que falamos a verdade e que é o mais seguro para Shiroyama.

— Inglaterra! – Kouyou soou horrorizado. Parecia tão longe.

— Não podemos. Temos uma turnê. – Aoi revelou fraquinho.

— Turnê? – Draco cruzou os braços, parando de admirar as invenções Muggle (principalmente do tal celular, que Harry tinha concertado) e voltando a se concentrar na conversa.

— Temos que estar em Hokkaido essa noite. Kai nos mata... Os fãs... – o moreno passou a mão pelos fios. Não sabia o que era pior: cogitar acreditar no absurdo que os estrangeiros falavam ou pensar em ir para tão longe.

— Tem um expresso saindo direto de lá, não tem? – Potter perguntou para Malfoy.

— Sim. Podemos usar rede a de Flu do Varinha de Marmelo para ir a Hokkaido e usar a estação de lá. É mais rápido que o trem que sai daqui de Tokyo. Eles alugam Trestálios também... Potter, seria melhor, um pouco perigoso, mas bem rápido.

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