Não consigo controlar

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Uruha não sabia se tinha uma crise de risos ou se entrava em pânico. "Aoi" não podia ter tido uma performance mais descaracterizada do que aquela. O loiro entendera perfeitamente a fala de Kai na noite anterior. "Não pareciam ser vocês."

O guitarrista moreno se movia de forma quase automática, não havia nada daquela característica sensualidade (Uruha arriscava dizer que um bambu balançando ao vento tinha mais molejo...) e a forma que ele segurava a guitarra lembrava um cover de quinta categoria.

Por sorte isso não parecia desanimar as fãs, que gritavam empolgadas e cantavam as músicas, vibrando com qualquer movimento mais ousado.

Foi um alívio quando o live acabou. Os guitarristas não fugiram dessa vez, esperando os companheiros para voltar ao camarim e comentar o desempenho de todos como era rotina. Ninguém mencionou a forma estranha com que Aoi se comportara.

Voltaram juntos para o hotel onde estavam hospedados na noite que encerrava a primeira parte da turnê. Assim que ficaram sozinhos no quarto o moreno segurou no braço de Uruha e aparatou para o estacionamento coberto do hotel, deserto aquela hora.

— Fiz uma chave de portal. Vamos para o seu apartamento. – aproximou-se de um extintor de incêndios que estava esquecido num canto. – Depois desfaço o feitiço. Segure firme e solte quando eu mandar. Entendeu?

Uruha balançou a cabeça e, sincronizado com Malfoy, tocou o extintor.

U x A – H x D

O loiro odiou a tal Chave de Portal.

Assim que largaram o objeto usado como meio de transporte e caíram no estacionamento do prédio, Kouyou achou que acabaria vomitando de tão enjoado depois de girar feito um peão.

Encostou-se na parede assistindo enquanto Malfoy batia com a varinha no extintor e desfazia o feitiço que ligava os dois prédios.

— Você está bem?

A pergunta de Draco não soou nem um pouco preocupada, pelo contrário, ele debochava da fraqueza do japonês. Meio ofendido Kouyou endireitou o corpo, tentou ignorar a tontura e deu de ombros:

— Acho que os meios de vocês se transportarem não são tão confortáveis quanto os nossos.

— Hunf. – Malfoy resmungou – Terminei aqui.

Uruha concordou. Olhou de um lado para o outro e rumou para o elevador. Subiram sozinhos e silenciosos, direto para o andar do loiro.

O apartamento estava escuro e muito quieto. Isso desanimou Draco: era sinal de que Harry ainda não tinha voltado.

— Você... Hum... Se importa...?

Uruha sorriu. Não parecia mesmo fazer parte da personalidade de Malfoy pedir um favor:

— Quer esperar por Potter-san aqui?

— É. Isso. – afinal, o combinado era que o Gryffindor aparatasse ali depois de chegar de Londres. Draco não queria correr o risco de voltar para a parte bruxa e desencontrar-se do marido no processo.

— Tudo bem. Pode ficar a vontade. Tem um banheiro com toalhas limpas no final daquele corredor. – apontou – Se precisar de alguma coisa me avisa. Vou ver como Yuu está.

O bruxo balançou a cabeça. Observou o japonês sair da sala e foi sentar-se numa das poltronas. Ia esperar Potter chegar antes de fazer qualquer coisa. Ele nunca daria o braço a torcer e revelaria não saber mexer naquelas coisas não-bruxas muito bem...

U x A – H x D

Takashima abriu a porta da sua suíte devagarinho, temendo acordar seu namorado. Ficou um tanto surpreso ao vê-lo totalmente desperto, enrolado no edredom e encolhido contra a cabeceira da king size.

ChizuruHistórias para pegar e não largar. Descubra agora