Cap 39

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-Vitório -

O medo da perda tomou conta do meu ser, era uma tarde de sol, e a agonia de não ver minha filha estava consumindo minha alma

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O medo da perda tomou conta do meu ser, era uma tarde de sol, e a agonia de não ver minha filha estava consumindo minha alma. Eu permanecia sentado acompanhado a negociação de perto, mas quando vi minha filha em frente aquelas armas perdi meu mundo ali, a adrenalina do meu corpo começou a circular me dando uma visão mais lenta de tudo que estava acontecendo, quando Erika entrou com minha Vitória para aquela casa, eu só corrir. Foi a corrida mais importante da minha vida, minha mente máquinava um plano naquele momento, mas quando eu cheguei lá dentro e vi uma espingarda apontada para Vitória eu imediatamente me coloquei na zona de risco. A revolta de Mário por não ter levado o dinheiro fez com que um tiro viesse sobre mim, meu corpo queimou, eu não me lembro de mais nada desde então. Meus olhos estão fechados, meu corpo está cansado, minha boca seca. "Eu sobrevivi?" Mas isso seria impossível, senti a bala entrar na minha cavidade torácica e atingir minha artéria coronária. "Quem sobrevive a isso?" Tenho medo de abrir meus olhos e minha alma estiver vagando no mais escuro abismo, talvez no inferno. 

_ Odeio ver ele assim mãe! 

Escuto em bom som a voz dela e quero pular de alegria por isso, forço minhas pálpebras a serem abertas, mas essas são pesadas demais. 

_ Eu sei meu amor, mas ele está se recuperando, tenha fé! O pior já passou meu amor. 

Com pouco reflexo mexo meus dedos. 

_ Preciso ir no ateliê, você vai ficar bem? 

_ Sim mãe, pode ir tranquila. 

_ Tudo bem querida. 

Sutilmente se aproxima pois sinto com força seu cheiro, seus dedos gentis passam pelo meu rosto. 

_ Tenho saudade de você meu amor... 

Franzo os lábios sorrindo. 

_  Vou deixar você descansar deve está cansado de me ouvir falar que sinto sua falta toda hora, mas não é culpa minha tá bom? É porque sinto mesmo. 

Fico desesperado quando seu contato vai se esvaindo, quero gritar pelo seu toque. 

_ hum... 

Em um gemido humilhante consigo sua atenção novamente, dessa vez ela crava seus dedos na palma da minha mão. 

_ Meu Deus, você está acordado? 

Tento abrir meus olhos mas fracaso, parecem colados com super bond. 

_ Faz alguma coisa, pisca, mexe a sobrancelha, qualquer coisa! 

Impaciente exige, mais uma vez dou um sorriso bem fraquinho, dessa vez mexo meus dedos. 

_ Não acredito, abra os olhos Vitt! 

Por sua empolgação faço um esforço maior visualizando entre meus cílios uma claridade que quase me cega, os fecho novamente. 

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