capítulo 8- A revelação

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Depois de tomar a bebida olho para papai que está em silêncio me observando com cara de desgosto.
- Diga papai o que tem para me contar de tão importante que tinha que ser ainda hoje?
- Ok, filho acaba logo com essa farsa de casamento! Pois você não poderá casar com essa moça, concordo que ela é muito linda fiquei até impressionado, mas prometi sua mão a filha do marquês.
- O que? O senhor não está bem, não me casarei com ninguém que não seja a senhorita Borges, goste o senhor ou não, já estou me casando pois o senhor me pediu acho nada mais justo que seja com quem eu escolha.
- Sinto muito meu filho, quando arrumei esse arranjo não imaginei que estivesse com uma moça, mas tudo bem, conversarei amanhã com o marquês para resolver tudo, Mas acredito que não será fácil, esperamos que ele aceite de bom grado, se não poderemos contar com uma tremenda dor de cabeça com ele .
- pouco me importa papai se será fácil, o senhor me colocou nessa posição, o senhor ira me tirar, se necessário ofereça a ele uma boa quantia para que ele me deixe em paz! Assim aumentará o valor do dote da filha dele.
- Ok meu filho, amanhã de manhã irei até a propriedade do marquês, e você irá me acompanhar, pois ja não gozo de excelente saúde, mas agora sugiro que vamos dormir pois ja está tarde!
Concordei com a cabeça e sai do escritório, como ele pode fazer isso comigo. Me arrumar um casamento como se eu fosse um objeto.
Paro meus pensamentos assim que eu ouço um grito vindo do quanto de Laura, e entro correndo, encontro ela sentada na cama com a mão no peito chorando.
- Ei senhorita Laura está tudo bem? A ouvi gritar, precisa de ajuda?
Ela levantou os olhos molhados, tremendo os lábios e não conseguia falar, me ajoelhei a sua frente e tomei suas mãos, nunca soube o que fazer quando uma dama chorava, nunca fui bom em confortar outra pessoa.
Ela continuava a chorar compulsivamente, levantei e comecei a mexer em seus cabelos, e pedi para que ela se deitasse, assim que ela o fez, sentei ao seu lado na cabeceira da cama ela segurou minha mão, senti meus dedos adormecerem com tamanha força em que ela os apertava.
- Pode dormir senhorita, ficarei contigo até pegares no sono, ela assentiu, continuei mexendo em seu cabelo até que sentir a respiração dela ficar pesada, mesmo assim ainda suspirava. Ah doce menina, o que está fazendo comigo!? Nunca invadi o quarto de uma dama, jamais fiquei com uma bela moça no mesmo quarto sem que estejamos os dois sem vestimenta, você será minha perdição; Isso foi a última coisa até eu cair no profundo sono ao lado de Laura.

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