Minha primeira luta foi com Eliot, um dos meninos estranhos que eu vi no meu primeiro dia de aula. Ele tinha um ar misterioso, mas parecia que ninguém percebia este ar, me parecia popular. Durante a nossa luta percebi que algo de diferente vinha dele, como uma akuma eu posso sentir melhor a áurea das pessoas e a dele não era muito definida.
Ele também me analisava, talvez por causa da luta, sua presença me desagradava e eu não o agradava também. Eu ganhei a lutar por diferença de um ponto, ao nos cumprimentarmos senti algo estranho na mão que o toquei. Ao sair da aula de esgrima me colar estava avermelhado, o que era estranho, ele normalmente era prata, uma miniatura de katana prata.
Tudo ocorreu bem no primeiro mês de aula, como não houve mais mortes, ninguém descobriu que estava fazendo esgrima que estava cada vez melhor. Mas na primeira sexta-feira de março Gust estava ainda mais interessado em me olhar até ele chegar perto e me dizer:
– Nossa que lindo colar, você sempre o usa, mas nunca achei um igual.
– É um presente de família e foi feita por eles também, me traz sorte - respondi com um sorriso de insegurança.
Ele se contentou com a resposta e me acompanhou até a sala, mudei de assunto, conversamos sobre qualquer coisa até a chegada do professor. Tivemos duas longas e massacrantes aulas sobre o por que do céu ser azul, física é legal, mas ficar duas aulas, quase uma hora e meia, falando do mesmo assunto foi o mesmo de mandar todos dormirem e assim aconteceu, dormi na última aula antes do recreio e me atrasei para a esgrima.
Chegando lá todos já estavam se preparando para a aula e eu não podia entrar no vestiário, por dois motivos óbvios. Sentei-me no banco para esperar todos se vestirem, mas eu não percebi que meu colar estava do lado de fora, quando Gust veio e o viu. Seu olhar foi de espanto, mas estava contente por alguma razão e se sentou ao meu lado e disse:
– Maneiro o seu colar novato, pena que ele foi à última peça para entender sua identidade.
Ele chegou perto de minha orelha e pronunciou quase por monossílabos:
– M-e-i.
– Você já desconfiava, - falei desanimada - mas como?
– Seus gestos infelizmente a delataram, sua suavidade nos golpes, mas com firmeza. Nenhum homem desta escola faria isso sem muitos anos de pratica. Sumir todo dia de esgrima, Juan já havia comentado sobre seus sumiços.
– O que fará agora que sabe quem eu sou?
– A resposta não é óbvia? Eu te ajudarei, sou seu amigo não sou?
Sorri para ele e o dei um abraço, mas dois esgrimistas saíram do vestiário e nos viram. Gust apenas olho para eles com um olhar friu e eles foram sem comentar nada. Quando todos saíram, eu fui ao vestiário e pedi a Gust que ficassem na porta para impedir que alguém entrasse, coloquei a máscara e ele me ajudou a ir para a sala para treinarmos, o professor me olhou rápido e continuou a aula.
Gust ficou comigo no final da aula para falar com o professor. O professor explicou a situação e Gust resolveu me dar aulas extras, mas estranhei de como ele chamou o professor, Senhor Hop, eu o perguntei o por quê:
– É o sobrenome dele, você não sabia?
– Não, sempre o chamei de professor.
Nós rimos e fomos para aula, chegamos na sala e fomos cobertos de perguntas de Ana e Juan:
– Onde estavam? Por quê estão rindo? Por quê estão sozinhos?
Gust inventou a desculpa de eu assistir suas aulas de esgrima e os dois fingiram que aceitaram, antes eles não entendiam a motivo de eu sair de perto deles nos recreios que fazia esgrima e agora eu volto com Gust e rindo, mas foi divertido. Agora podia ficar mais tranquila, tinha alguém para compartilhar meu segredo, pelo menos um deles. O Gust até que era legal, mas eu o via como amigo e acho que ele também me via com esses olhos. Nesse mês que passei nesta escola conheci muito meus amigos e mesmo que tenha sido um pequeno intervalo de tempo eu já havia despertado um sentimento a mais por ele. Havia sido atencioso comigo, conversávamos muito, nos divertimos e falávamos na escola entre aulas ou nos finais de semanas.
Nas terças nós almoçávamos juntos, sempre na mesma posição, eu e Gust de um lado e Ana e Juan do outro, minha impressão era que eles estavam ficando e os almoços eram só desculpa para poderem se ver sem levantar suspeitas, mas para mim e Gust não funcionou muito, víamos os dois se perderem um nos olhos do outro por um tempo e depois voltarem dizendo:
– Lindo dia, não?
Sempre sorrindo como se não tivéssemos percebido que eles ficaram um tempo desligados do mundo. Gust sempre completava a frase com um absurdo e eles só riam, provando a atenção que tinham em nós. Um dia os dois vieram juntos para perto de mim e Gust dizendo:
– Nós temos uma novidade para vocês, não querem adivinhar?
Olhei para Gust e ele para mim, falamos juntos:
– Vocês vão assumir o namoro!
–Sim quem contou que... , espere um momento. Nãããoooo, é vai ter o torneio de esgrima mês que vem.
– Mas por quê - disse Gustavo - para nós dois?
– Por que a Mei está em todos os seus treino, não?
– Entendi, mas vocês não vão assumir o namoro.
Eles já haviam se distraído novamente, o torneio seria em 28 de abril. Eu tinha o dever de participar, já que precisava provar ao Senhor Hop que eu era um dos melhores na turma de esgrima ou eu deveria mostrar minha identidade. Eu havia pensado muito em uma questão, mesmo que eu ganhe, vou continuar a mentir? Sendo a melhor ele não teriam o que questionar, não é? Eu conversei comigo por horas tentando tomar uma decisão, mas não adiantou, decidi resolver na hora e treinar o máximo possível.
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Olá, tudo bem? O que estão achando? Prometo que não mordo ninguém que comentar, por ora :)
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Caçadora de Asas
FantasyEm nosso mundo há seres que não são exatamente como nós, existem seres alados que possuem sua própria política de convivência, o melhor sempre vencerá. Nós podemos vê-los como anjos, mas são melhor comparados à akumas(demônios) que matam a si própri...
