Sorri meio que sem graça e ele também, mas quando fui falar algo o pai de Marco chegou e gritava com ele. A única coisa que deu tempo de dizer foi um tchau de longe, eu só consegui entender que algo havia acontecido. Dormi como um anjo este dia, mas eu não havia recebido nenhuma mensagem dele depois disso, nem domingo ou segunda de manhã.
Entrei na minha van afim de vê-lo, mas ele não estava lá, nenhum recado. Durante a aula também não o vi, liguei para ele, mas sempre dava que estava fora da área de cobertura. Minhas mensagens não eram respondidas, pensei a princípio que ele estava apenas me devolvendo o que tinha feito, ou que ele havia se arrependido novamente. Fiquei preocupada, angustiada e desesperançosa, ele não gostava de mim, uma vez que ele se comportou estranhamente depois de nos beijarmos.
Passou-se uma semana e Marco não apareceu, mas um ataque contra um akuma ocorreu perto de casa. Por sorte quando um semelhante está em perigo ele consegue pedir ajuda a outros usando seu protetor. Como eu havia prometido a mim que não deixaria nenhum akuma morrer perto de mim, ou em quanto eu puder fazer algo.
Peguei minha katana e coloquei dentro de uma capa velha de taco de basebol, eu não poderia sair com uma katana à vista de todos e também mostrar a minha cara. Então peguei um casaco que cobria quase todo o rosto, mas por se adequar bem ao meu rosto não atrapalhava minha visão.
Coloquei o gorro e fui à procura da vítima, ela estava a cinco quarteirões de casa. Era um homem de mais idade, estava jogado no chão se defendendo da espada com sua bengala. De pé ao lado dele, empunhando uma adaga, um akuma que se parecia muito com Eliot. O akuma que estava no chão no havia retirado seu protetor para se proteger, como eles não haviam me visto eu pude retirar a katana.
Enfrentei o akuma que estava em pé, o senhor que se defendia com a bengala me agradeceu e fugiu se deixar vestígios, me deixando com aquele akuma que poderia ser da minha escola. Eu o ataquei, mas ele desviou, seus movimentos pareciam muito com os do Eliot, apesar de ter lutado apenas uma vez com ele, era difícil esquecer do seu estilo sanguinário.
Depois de observá-lo, percebi que todas as vezes que atacava e chegava perto de seu relógio de pulso ele ficava apreensivo, assustado e nervoso. Cheguei à conclusão de que este era seu protetor, comecei a mirar somente em seu relógio, quando o acertei vi as asas de Eliot se formarem, e neste instante tive certeza que era ele.
Seu relógio estava na ponta da minha espada e ele tentou o tomar de volta, foi em vão, eu já o havia vencido antes de saber que ele era um caçador sanguinário, ou seja, antes de odiá-lo. Joguei o protetor perto de onde estava a capa de basebol e a bainha da katana. Consegui feri-lo na asa direita, quando o mesmo tentou recuperar o relógio, mas não tinha sangue em sua asa, só na minha espada e no protetor.
Desesperado com sua asa ferida Eliot fugiu voando torto pelo céu escuro daquele dia, eu peguei um retalho que tinha no chão e limpei a ponta da katana e fui verificar os objetos que eu havia deixado mais a trás. O relógio sangrava um pouco, o meu protetor estava avermelhado como no último dia que tive com Eliot. O relógio pingou sangue por três dias, e durante eles não havia sinal de seu dono.
Depois dos três dias surgiu um cheiro insuportável de sangue por todos os lados, meu colar estava vermelho por completo e nenhum sinal de Eliot, também não tinha como ele andar com suas asas amostra. No dia seguinte apareceu no jornal local que um aluno morreu por ataque cardíaco depois de fugir de casa, era ele. Eu não sabia se a culpa foi minha, ou foi dele próprio; Se eu contribui para a sua morte, ou acelerei o processo. Contudo a culpa me consumiu, para mim, era obvio que eu contribui diretamente ou indiretamente para a sua morte. Fiquei em estado de choque por dois dias, ficando em casa, sem ir para a escola, e com o consentimento do meu irmão.
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Caçadora de Asas
FantasyEm nosso mundo há seres que não são exatamente como nós, existem seres alados que possuem sua própria política de convivência, o melhor sempre vencerá. Nós podemos vê-los como anjos, mas são melhor comparados à akumas(demônios) que matam a si própri...
