Capitulo 6
Observamos os infectados por um breve momento, eles também olhavam para nós, como se quisessem ter a certeza de que realmente éramos humanos
—Vem — Caio berrou antes de agarrar meu pulso e me fazer correr junto a ele, fazendo os infectados nos perseguir, corríamos em direção ao outro lado do quintal, o que não era muito inteligente, levando em conta que iriamos dar de frente a um monte de infectados.
Viramos o quintal e vimos que boa parte dos infectados estavam seguindo a massa, que dava a volta na casa, olhei rapidamente para trás e vi um infectado caminhando com passos rápidos, mas não estava correndo, Caio puxou meu pulso com mais força e me fez prestar atenção no que estava a frente, atravessamos o quintal, atraindo a atenção dos infectados que não haviam se juntado a massa, saímos do território da casa, ele continuou a puxar meu pulso até a rua
—Corre! — ele falou em tom firme, eu engoli em seco e acatei sua ordem, ele não largou meu pulso, continuava a segurar meu braço com a mesma força, mostrando certa preocupação, olhei para trás e vi os infectados saindo da casa, disputavam espaço entre si, empurrando um ao outro
—O que a gente faz!?
—Corre — ele repetiu em tom mais alto, largou meu pulso e olhou rapidamente para trás, vendo os infectados que já haviam desenvolvido uma corrida, tínhamos uma vantagem de aproximadamente cem metros, mas eles são incansáveis, não demoraria muito tempo para nos alcançar.
Ao chegar ao fim do quarteirão, ele continuou a me puxar, fomos em direção a uma escada longa que dava acesso à rua de cima, olhei para trás e vi os infectados chegarem ao pé da escada, subiam de maneira estranha, apoiando suas mãos nos degraus quando erravam seus passos
—Ei — ele berrou —olhe pra frente! —engoli em seco e segui sua indicação, prestando atenção na escada, cujo ainda estávamos a metade. Ao chegar ao topo me atrevi a olhar para trás rapidamente, vendo o embolo de infectados que se juntavam na metade da escada
—Eles não — dizia até ser interrompida por um puxão
—Olhe pra frente — vimos um grupo de infectado que devorava o cadáver de um cachorro — Isso não é a merda de um jogo! — recordei-me de meu pai, dizendo aquelas mesmas palavras na semana seguinte após o episódio de minha avó.
Ele me sacudia sem parar e apertava meus braços, lagrimas escorriam de sua face
—Você entendeu? — fungou — Isso não é um jogo
—Eu sei —falei em tom baixo, Caio voltou a segurar meu pulso e me guiar pela rua, por sorte não atraímos a atenção daqueles infectados.
Continuamos a correr, chegando ao fim daquela rua, paramos no meio de uma avenida, a farmácia estava logo a nossa frente, Caio me guiou até lá, podendo finalmente largar meu braço ao ter certeza de que estávamos seguros
—Você é meio lerda... não é?
—Olha quem fala — foi a única coisa que consegui responder, envergonhada pelas palavras dele, que desviou o olhar e caminhou pelos corredores vazios da farmácia, reparando que tudo que fosse consideravelmente útil havia sido levado
—O posto... pra onde fica? — sinalizei a rua com a cabeça, se ele seguisse reto, chegaria ao posto, não era difícil, ele assentiu e sentou-se no meio do corredor — Venha cá — o fitei — aquelas coisas devem chegar em pouco tempo. A não ser que você queira as receber na porta, é melhor sair dai — sorri e fui em direção a ele
—Pra onde você está indo? — perguntei depois de alguns segundos de silencio, reparando na face dele
—Qualquer lugar — a voz dele soou calma — estou tentando sobreviver um dia de cada vez... porque —sorriu — não dá certo fazer planos... não nesse mundo — eu sorri, concordando com a opinião dele
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Infectados : O surto.
HorrorAcompanhe a historia de uma garota em um mundo tomado por criaturas sanguinarias.
