III. Uma Manhã e Uma Notícia

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Athena acordou na manhã seguinte com os raios de sol entrando pela porta da varanda, que não tinha sido devidamente fechada, menos ainda as cortinas que costumavam amenizar a luz matinal. Respirou fundo, abrindo os olhos e notando que estava deitada sobre o braço de Rayan, o próprio braço em volta da cintura dele, que estava deitado de corpo pra cima, a cabeça levemente inclinada na direção da dela, o queixo lhe tocando os cabelos espalhados pelo travesseiro. Fechou os olhos e sorriu satisfeita, abraçando-o mais perto de si, notando que estava completamente desnuda, apenas com o cobertor até a altura dos seios. Olhou rapidamente por cima do corpo do marido para notar as roupas jogadas no chão que faziam uma trilha das portas da sacada até a cama, estavam molhadas e o chão estava com rastros úmidos também. Sorriu, corando ao lembrar-se do momento inusitado que tiveram na noite anterior. Deitou a cabeça no peito dele de novo e sentiu o braço dele envolvê-la pelos ombros.

Por que está se mexendo tanto? – Rayan se virou na direção dela, a cabeça de costas para a luz do sol que adentrava o quarto, os olhos ainda fechados. – Ainda é cedo...

– A luz do sol que me acordou. – disse Athena, acomodando-se confortável ao corpo dele, quando ele passou o outro braço por cima da cintura dela.

Já estou bloqueando a luz, agora volte a dormir. – ele disse, a voz ainda mole de sono, ainda sem abrir os olhos.

– Sim, vou voltar. – Athena sorriu com a expressão sonolenta dele. Estendeu o pescoço um pouco para que conseguisse tocar os lábios dele com os seus num beijo rápido e leve, voltando para sua posição para adormecer de novo.

Não teve muita chance de fazer aquilo, quando Rayan abriu os olhos diante do movimento dela de beijá-lo, sorriu com o canto do lábio e rapidamente virou na cama, ficando por cima dela, um braço de cada lado do corpo feminino, os rostos próximos o suficiente, os corpos praticamente colados.

Ah... então você tem outra coisa em mente pra agora de manhã. – ele disse, um sorriso travesso no rosto. – Não tenho nada contra.

– Eu não tinha n-n-nada em mente, Rayan! – Athena respondeu de imediato, os braços cobrindo os seios, o rosto corado diante da aproximação dele.

Mas garanto que não tem nada contra. – disse o homem, baixando o rosto finalmente para beijar os lábios dela, não se demorando muito ali, começando a beijar as bochechas dela, a mão segurando-lhe a curva do pescoço, descendo pelos ombros e pelo colo dos seios, beijando-a então na pele alva do ombro, ouvindo um breve suspiro escapar dos lábios da esposa, que não teve palavras para lhe responder a afirmação.

Athena estendeu as mãos para passar por cima dos ombros dele, envolvendo-o pelo pescoço, uma das mãos tocando-lhe os cabelos curtos na altura da nuca, quando ele voltou o rosto para beijá-la de novo nos lábios, um beijo mais demorado e apaixonado. Rayan descansou o corpo sobre o da mulher, um dos braços ainda apoiado no colchão para não pesar sobre a figura menor dela. Afastou-se dos lábios conhecidos apenas para beijar a pele clara de novo, parando daquela vez sobre uma cicatriz bem peculiar que havia no ombro direito da esposa, poucos centímetros acima do coração. Sorriu de lado ao avistar a cicatriz, beijando-a demoradamente, lembrando-se do motivo de haver aquela ferida ali. Não teve tempo de continuar o que começara, quando um barulho característico e irritante invadiu o quarto. Afastou-se de Athena, que reagiu imediatamente empurrando-o para o lado, puxando o lençol ainda mais para cima do corpo, constrangida com quem poderia estar batendo na porta do quarto, como se a pessoa pudesse ver a situação dos dois.

– Que inferno de homem! – Rayan rodou os olhos, irritado, puxando um dos lençóis para colocar em volta da cintura.

Quem é, Rayan?! – Athena perguntou, quase aos sussurros, o rosto corado. Era raro, extremamente raro que alguém batesse à porta do quarto deles tão cedo na manhã. Na verdade, não conseguia lembrar alguém já ter feito aquilo antes. E nem sabia como Rayan já tinha deduzido a pessoa.

A Tough War [Concluída]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora