Macarena Achaga
Sua boca era tão macia, tão como das vezes que eu imaginei esse momento. Seus lábios deslizavam sobre os meus e eu arriscaria dizer que esse era o melhor beijo da minha vida. Sua língua se enlaçava na minha, como os nossos dedos que estavam entrelaçados. As tais borboletas no meu estômago voavam livremente, felizes.
Isso realmente estava acontecendo?
Eu realmente estava beijando a Bárbara ?
Separo nossos lábios e abro os olhos, a sua boca estava entreaberta, a respiração descompassada e suas pupilas estavam dilatadas. Realmente estava acontecendo.
Num ímpeto de coragem, eu quebro a distância de nossos lábios novamente. Suas mãos vão até a minha cintura a apertando de leve a cada vez que meus lábios tocavam a pontinha de sua língua, direciono minhas mãos para o seu rosto e me empenho em colocar todo o sentimento que gritava em mim nesse beijo.
O apitar do microondas nos assusta e com isso fazendo nós nos afastarmos. Minhas mãos ainda estavam em seu rosto e as suas na minha cintura.
- Tem gosto de sorvete de morango. - Eu falo e ela sorri.
- Desculpa mas eu queria mesmo fazer isso. - Bárbara fala olhando no fundo dos meus olhos, o castanho quase não era visto por causa da sua pupila que roubava a cena. - Seu lábio está com gosto de sorvete de creme. - Sorrio colocando uma mecha do seu cabelo para trás da orelha. - É o meu favorito. - Sorrio novamente lutando contra a vontade de beijá-la de novo. - Vai lá com ela, eu já levo a pipoca. - Fico ali parada esperando ela colocar a pipoca na bacia que estava jogada de qualquer jeito sobre a bancada, ao me ver parada ali ainda Bárbara solta um sorrisinho.
Com uma batalha ganha de 10 a 0 para o pacote de pipoca, Bárbara consegue despejar todas as pipocas a bacia. Pego na sua mão que estava repousando em cima do balcão e a puxo para mim, como ela fez outrória comigo. Coloco a sua mão na minha lombar antes de nossos lábios se chocarem.
Levo uma das minhas mãos até o seu rosto e a outra fica repousando em alguma parte do seu braço. Ao sentir a sua língua deslizar sobre meus lábios eu aparto o beijo a deixando confusa. Sorrio da forma mais sacana que eu consigo alcançando uma pipoca que estava no balde, mordo a pipoca e antes de me virar pisco para Bárbara. A vejo morder o lábio inferior, volto para a sala escutando os seus passos atrás de mim.
- Demoraram. - Minha filha diz esfregando os olhos.
- Desculpe-nos Lara, todo seu. - Bárbara diz entregando a bacia cheia de pipoca para a pequena.
- Obrigada Barbie. - A morena sorri se sentando no sofá novamente. Me sento no meio das duas e ficamos vendo o filme.
Foram no total 3 filmes, nos primeiros 15 minutos do último filme a Lara já estava dormindo, eu estava abraçando ela por trás para esquentar as suas costas da brisa que batia da janela. E por fim acabei dormindo também.
Bárbara López
Quando escuto a respiração da Macarena ficar mais leve me levanto do sofá e pego a câmera Polaroid que estava na estante ao lado da televisão. Bato um foto delas e pelos Deuses, estavam lindas.
Esperei o tempo que demorava para a foto se revelar e coloquei embaixo do telefone da Macarena, peguei minha caneta na bolsa e escrevi atrás da foto " As princesas Achaga "
Suspirei baixinho sabendo que só as veria daqui um mês novamente, iria viajar para o Brasil daqui quatro horas, como a minha mãe é brasileira e morava lá quando conheceu meu pai, a casa que ela morava ainda está lá.
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Azul Oceano - Barbarena
RomanceAos 14 anos Bárbara López e sua família sofreram um grave acidente de avião, com a queda da aeronave Bárbara e sua irmã mais nova, Mariana, perderam o pai e a mãe. Seu pai era dono da maior empresa do México, a L-Corp. Nessa trágica noite, uma menin...
