A pista crucial

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Bárbara López


- Mataram minha irmã ? - Pergunto sentindo o ódio e a raiva subir por todo o meu sangue.

- Sim. - Macarena diz e se levanta, sigo ela com o olhar e vejo que ela vai até uma pequena mesa, pega um whisky e dois copos. Enche os copos até a metade e me entrega um, quase viro todo o copo em um gole só.

- Me ajuda ? - Pergunto colocando o copo na mesa de centro.

- Com toda a certeza. - Ela diz e pega a foto da minha mão. - Vou ligar para os meus contatos da polícia daqui e pedir para investigar.

- Tem algo que eu preciso dizer... - Macarena ergue uma das sobrancelhas e me olha curiosa. - Segundos antes do carro capotar, eu senti uma batida na parte onde eu estava do carro, por isso eu cortei o braço, o vidro foi estilhaçado porque a batida foi no meu lado, os policiais acharam que estava quebrado porque o carro capotou muitas vezes, mas eu sei o que eu senti. - Ela acena com a cabeça e volta a olhar para a foto.

- Onde está esse carro ? O carro que vocês estavam ontem. - Macarena pergunta se levantando e indo até a poltrona que ali tinha, ela pega a sua jaqueta de couro que estava estendida ali e a coloca.

- Está na garagem, o seguro vai buscar o carro daqui... - Olho para o relógio. - Quinze minutos.

- Então precisamos ir. - Ela pega o seu telefone e começa a ligar para alguém. Segundos depois a pessoa atende. - " Preciso que me encontre na esquina do Shopping principal. Agora. " - Ela nem espera a resposta, desliga o celular.

- O que você está imaginando ? - Pergunto me levantando e colocando a foto no bolso de trás da sua jeans. Tomando todo o cuidado para não encostar na sua bunda.

- Vamos pegar quem fez isso, e geralmente acidentes de carro deixam uma pista muito importante. - Macarena abre a porta e nós saímos.

- E qual seria ? - Pergunto jogando a chave para ela por cima do teto do carro.

- A tinta do carro que bateu. A composição química e o pigmento da tinta. Se o que diz for certo e alguém bateu no carro de vocês, a tinta do carro do assassino deixou alguns componentes. - Macarena liga o carro e sai cantando pneu de sua casa, o trajeto que demoraria mais ou menos quarenta minutos demorou apenas vinte, não sabia se era o transito ou se era pelo fato que ela corria demais.

- Então quer dizer que se a tinta do carro que bateu em mim estiver lá, pegamos o cara? - Por um segundo ela olha para mim e volta sua atenção para a estrada.

- Será um pouco mais complicado do que isso, mas basicamente é isso. - Sorrio, maninha eu vou vingar a sua morte, pode ter certeza disso.

Macarena estaciona o meu carro no acostamento da rua para que um rapaz entre nele, ele carregava uma maleta cinza, de perícia.

- Bárbara, esse é o Jeremy, Jeremy essa é a Bárbara. É ela quem vamos ajudar. - O rapaz era moreno com os cabelos ralos e aparentava ter uns vinte e um anos.

- Prazer Bárbara, fico feliz em ajudar. - Ele sorri de forma amistosa.

- Prazer, muito obrigada por nos ajudar. - Coloco a mão no ombro da Macarena enquanto ela imbicava o carro para a minha garagem. - E então ? - Os portões se abrem e ela entra com o carro.

- Jeremy é da perícia daqui do México, meu amigo de infância. Ele vai analisar o carro e ver se conseguimos achar alguma pista sobre o carro do assassino. - Ela estaciona o carro e todos nós descemos. Vamos até a garagem e por nossa sorte o carro ainda estava ali

Azul Oceano - BarbarenaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora