Ela é a minha casa

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Feliz natal, meus amores. Desejo tudo de bom, amo vocês <3 

Me perdoem qualquer erro, não revisei. 

Boa leitura

Beijos, Anna

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Bárbara López


Eu não sabia o que pensar. Ela estava ali. A Mariana estava ali, viva e bem na minha frente. Como que era possível ?

- Como... ? Como que... ? - Mariana sorri e caminha na minha direção. Ao chegar na minha frente, ela me abraça e me aperta em seus braços. Como eu senti falta disto. - Como que você está viva ? Eu enterrei você... - Falei colocando meu nariz nos seus cabelos e sentindo o cheiro deles. Era igual de anos atrás. 

- Bom... É uma longa, uma muito longa conversa. Não é lugar e nem hora para a termos. - Ela diz se separando de mim. - Chame a Macarena e a Lucy, precisamos estar as quatro. - Franzo o cenho e nego com a cabeça. 

- Tá zuando com a minha cara, não está ? - Mariana sorri com os lábios. - Nós duas vamos conversar. - Digo gesticulando entre o espaço que tinha dos nossos corpos. - Nós duas. Depois, chamamos elas. E como você sabe da Macarena ? 

- É... - Mariana se vira e começa a andar. - Precisamos muito conversar. 

Nós fomos com o meu carro para a casa que eu passei o final de semana com a Macarena. Mariana tentou me deixar a par sobre algumas coisas mas, a minha mente não estava ali. Eu só conseguia focar no fato de que, a minha irmã, estava viva. 

Não demoramos muito para chegar na casa. Entramos e trancamos tudo. Mariana fez questão de fechar as cortinas e averiguar todas as janelas da casa. Ela parecia outra pessoa, mas ainda parecia a minha irmã. 

- Bom. - Ela diz se sentando no sofá da segunda sala. - Senta, que temos muito o que conversar, maninha. - Me sentei no sofá na sua frente e respirei fundo, sem nem fazer ideia do que eu iria ouvir. 

- Primeiro, como que você está viva ? 

- Essa eu não tenho muito uma resposta. - Mariana diz pegando um copo com água e o tomando. - Eu me lembro daquela manhã. De nós nos arrumando para sair, de entrarmos no carro e também me lembro de ouvir você gritar para o Jullian parar de correr. - Engulo a saliva com dificuldade. As lembranças daquele dia voltaram açoitando tudo em minha mente. - Depois, é só preto. Um borrão. 

- Como assim ? 

- Depois que eu ouvi você gritar, a única coisa que me lembro é dos barulhos. Dos carros batento um no outro e os trancos que eu sentia o meu corpo dar pelo carro. Eu lembro que falei umas coisas para você mas, não lembro o que eu disse. Eu sentia tanta dor na barriga, mesmo sem saber o que tinha de fato acontecido. E então, do preto, tudo virou branco. Como se eu estivesse no fim, só que era tudo branco. Então, o papai e a mamãe vieram falar comigo. 

- Que ? 

- Eles vieram conversar comigo. Eu perguntei se eu tinha morrido e eles disseram " Sim, mas ainda não é a sua hora de partir. " E quando eu abri os olhos, eu estava nua, em uma maca no necrotério. Eu dei um baita susto no legista. - Sorrio e a olho. 

- Eu não acredito que está aqui. Eu arrastei o seu corpo para fora do carro. Você estava morta. 

- Eu não sei como que eu estou viva, sinceramente. Só sei que eu estou. O legista, Gary. Ele me ajudou desde aquele dia. 

Azul Oceano - BarbarenaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora