Família

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Eu nem sei se ainda tem gente que lê essa fanfic, eu peço minhas sinceras desculpas pela demora. Obrigada por quem ainda está aqui. 

Espero que gostem. 

Boa leitura

Beijos, Anna

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Bárbara López


- Eu irei te explicar tudo, eu prometo. Você só tem que me ouvir. - Macarena diz enquanto sai do carro. Eu já tinha aberto a porta da casa e adentrado residência dentro. 

- Eu vou te ouvir. - Escuto ela trancar a porta, vou até a adega e pego o meu melhor uísque. - Mas não sei se vou lembrar. 

- Pare de ser infantil. - Ela diz pegando a garrafa da minha mão e a guardando no lugar novamente. 

- Eu preciso de um uísque. 

- Você precisa sentar e me escutar. - Macarena se aproxima de mim com um ar intimidador, um ar muito parecido com o dia que ela bateu no pai da Haley. Era um ódio misturado com decepção. - Você realmente acha que eu sou uma pessoa completamente desconhecida, não acha? - Vejo ela rir fraco. - Caralho, Bárbara. Eu sou a sua esposa. 

- Eu sei. - Falei me sentando na sua frente, levei minhas mãos até a cabeça e as afundei nos fios de meu cabelo. - Me desculpa. Eu deveria ter feito isso antes. Só não sabia como começar essa conversa. - Ela desvia o olhar e ri de forma sarcástica. Eu a decepcionei... e muito. 

- O que você quer saber? 

- O motivo do Ernez aparecer na porta da nossa casa na noite de natal. A única coisa que eu  quero saber. - Macarena se ajeitou na cadeira e respirou fundo. 

- No dia que eu fui estuprada, saí correndo para o meu pai assim que consegui sair daquela sala. Quando cheguei na ala UTI, havia uma menininha, pequena. Chorava e estava abraçada num ursinho de pelúcia. Eu fui até ela, fiquei com medo que tivesse acontecido o mesmo que aconteceu comigo, com ela. Ela era muito pequena, devia ter 6 ou 7 anos. 

Eu escutava tudo atentamente, e não sabia aonde aquilo iria parar. 

- Perguntei se ela não sabia onde a mãe dela estava e ela disse que não, só falou que a irmãzinha tinha acabado de nascer e que ela tinha se perdido dos pais dela. Então eu a levei até o berçário, a mãe dela conversava com um homem que parecia ser um segurança, mas não do hospital, e o pai estava no telefone. Assim quando ela os viu, saiu correndo. 

Macarena para pra respirar e continua. 

- Os pais dela vieram me agradecer depois, mas eu estava chorando. Eu vi toda aquela cena dos pais preocupados e a mãe dela, com todo aquele carinho e então me lembrei o que tinha acontecido comigo, que também poderia ter acontecido com aquela menina. Eu comecei a chorar, e eles ficaram preocupados comigo. Me perguntaram o que havia acontecido, e eu contei. Senti que podia contar. - Ela para de falar e olha pela janela, olhando as ondas do mar que batiam contra a areia da praia. 

- O que eles fizeram? - Perguntei curiosa. 

- O pai da garota ligou para alguém. Cinco minutos depois, a luz do hospital caiu e ficou fora do ar por 30 segundos, depois que foi ligada de novo, ecoaram os gritos de um homem pelos corredores do prédio. Eles deixaram o homem que me estuprou paraplégico. Colocaram a Ivana na minha escola, para que eu ficasse de olho nela dentro das paredes da escola. Esse era o "pagamento" pra eu ter pessoas me vigiando nas ruas. - Ivana... eu me lembro dela. Bem no começo da minha amizade com a Macarena, ela estava conversando com alguém no telefone, uma mulher chamada Ivana. Lembro que fiquei com ciúmes e achei até que essa mulher era a namorada de Macarena. 

Azul Oceano - BarbarenaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora