"Os nossos amigos são pessoas que desafiaram a genética só para fazer parte de nossas famílias."
Anônimo
Karin Uzumaki.
Tento mover meu corpo mais a dor me faz querer gritar...
----Shiii. .. --- diz alguém próximo, pois sinto a respiração em meus cabelos.
Além de dolorida estou com a musculatura rígida pelo tempo que devo estar nessa posição. Sinto também que o lado direito está mais quente. Levo um tempo para conseguir abrir meus olhos, a luz penetrante incomoda minha visão fazendo eu virar o rosto para tentar cobrir um pouco de luz dando com a cara em algo macio e sólido que cheirava a flores.
Sem os óculos minha visão está um pouco enbaçada. Consigo erguer a mão e apoiar na parede na qual estou escorada. Com dificuldade ergo minha cabeça para dar de cara com olhos rosados curiosos e levemente intimidantes.
"Haruki..." tento falar mais não sai som algum devido a falta de uso e líquido, pois a garganta está arranhada.
----Nos deu um tremendo susto ruiva.
Minhas sobrancelhas se franze tentando entender suas palavras.
----Não se esforce. ---- diz ele como se lesse meus pensamentos.
E então que meu cérebro é bombardeado pelas lembranças do que havia me acontecido.
Minha saída da aldeia para ir atrás de Orochimaru. Meu encontro fatídico com os quatro nukkeninn da minha antiga Vila e depois a queda. Estava explicado o motivo de tanta dor em meu corpo. Tento me mover novamente deixando a capa que me cobre cair percebendo com o vento frio que me atinge, que estou apenas de top preto e para piorar no colo do ninha de cabelos rosas. A parede sólida que eu havia sentido era seu tórax.
----Deixe me ajuda-la. ---- diz ele me tirando sem esforço algum de cima de suas pernas e me pondo sentada no chão.
Pega a capa e começa a me cobrir com ela.
----Calma... calma... --- diz enquanto meu rosto se contorce de dor em cada movimento.
----Á-Agua... ---- consigo dizer num sussurro com voz rouca.
Ele se afasta me dando uma visão de seus músculos bem definidos. Veste a própria camisa antes de pegar o cantil de água ao lado de uma fogueira. Pela claridade do dia imagino que deve ser umas dez e pouca da manhã. Ainda estamos em algum lugar perto de onde fora meu acidente. As paredes de pedras impediam que o vento nos atingisse com força.
Ele leva o objeto até meus lábios devagar, sinto uma leve dor ao engolir o primeiro gole de água. Logo vem o alívio enquanto bebo com avidez.
----Obrigado. ---- digo.
----Karin?
Volto meus olhos surpresos ao dono daquela voz sentindo um imenso alívio. Como se entendesse a minha necessidade, ele vêm até meu encontro se ajoelhando na minha frente.
----Como está se sentindo? ---- pergunta Itachi com sei jeito calmo e sereno.
----Bem. ---- minto.
----Vou buscar água. ---- diz o rapaz atrás de nós.
Assim que ele some de vista nos encaramos por um tempo. Meu coração parece que vai soltar do peito diante de tanta emoção.
Eu estava viva. E para melhorar meus amigos haviam me salvado. Nunca em nenhum momento alguém havia feito tal coisa por mim. Ou que se quer tivesse se importado.
