31º capítulo - De onde surgiu tanta fome, Ainê?

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Pov's Ainê

Tinham se passado duas semanas após Philippe e eu termos ido para a cama, desde então temos nos falado todos os dia, tanto por telefone, como no ct.

Estávamos inseparáveis, nem Jessica conseguiria lidar com a nossa amizade.

Natália me convidou para irmos jantar fora: Eu, ela, Alisson e Philippe.

Óbvio que eu aceitei, estava comendo que nem uma máquina ultimamente, só pensava em comer, comer é bom, comer é vida, comer é tudo, comer é aaaaaa.

— Hoje a gente vai ir no nosso carro e eles no deles. — Natália começou. — Para os quatro vai ser melhor.

— É, realmente. — falei.

Terminamos de nos arrumar e descemos para sala. Natália iria ir dirigindo, ela se ofereceu, e, eu aceitei, até porquê estou com um cansaço excessivo.

Depois de um tempo, chegamos no restaurante, era lindo. "Mas, Ainê, qual o nome do restaurante?" Não faço ideia, nem olhei antes de entrar.

Sentei ao lado de Philippe, de frente para Nat.

— Gente, eu to com maior fome. Pede logo a comida aí, pô! — Exclamei.

— O que vocês querem comer? — Philippe perguntou, pegando o cardápio.

— Fish and Chips? — Natália perguntou.

— Eu apoio. — Alisson disse e todos concordamos.

Como nós estávamos em um restaurante, tinha de tudo, comida, lanches, doces, eu decidi que iria comer tudo o que pudesse.

Não demorou muito para nossa comida chegar, a cara dele estava ótima, pedimos cinco porções. Sim, cinco. Duas para mim e as outras três para eles.

— Ainê, de onde surgiu tanta fome assim?! — Philippe disse em um tom de voz que só eu poderia escutar, me olhando.

— Posso mais comer não? — falo irritada, devolvendo o olhar que ele me lançou.

— Claro que pode, só que você nunca comeu assim, entende? Você comia, mas comia em pequenas quantidades. Tem algo errado.

— Philippe. — comecei. — Eu não sei! — exclamei, irritada. — E que cheiro ruim é esse?

— É pastel, Ainê.

— Cadê o banheiro? Philippe, pelo amor de Deus, cadê o banheiro?

— Ali ó, por? — ele perguntou, preocupado.

— Eu... — me levantei da cadeira, coloquei a mão na boca, entrei no banheiro e coloquei tudo pra fora. Eu só vi a Natália vindo atrás de mim, segurando os meus cabelos.

Fui até a pia, passei uma água no rosto e me virei para Natália.

— Eu preciso escovar os dentes, pega a minha bolsa? — perguntei e ela com toda a sua generosidade, voltou para nossa mesa, pegou minha bolsa, voltou para o banheiro e me entregou a bolsa. — Obrigada! — peguei a minha escova de dentes, escovei-os e depois de uns minutos voltamos para nossa mesa.

— Você tá melhor, Ainê? — Philippe perguntou.

— To. — digo baixo, só para ele escutar. — Só tive um enjoo, nada demais. To melhor, coloquei tudo para fora!

— Que bom, não gosto de te ver mal.

Depois disso, me encolhi nos braços de Philippe, e Natália me olhou desconfiada, ela já tem ideias do que eu possa ter.

Sempre foi ele - PhilnêOnde histórias criam vida. Descubra agora