Caía no choro pela noite
Ensanguentada pelo acoite
Com medo da vida
E se sentindo perdida
E não havia nada
Nadava no vazio
Perdia a largada
E se afogava no rio
Bem no final
Ainda era o início
De um mundo igual
Com diferente suplício
E fez-se noite o que era dia
Chorava pela manhã
Na madrugada se perdia
Em pensamentos de amanhã
E havia um mundo
Ganhou o tiro
Afogou o grito
Viveu tudo
Não entendeu nada
Pensou demais
Não era mais culpada
Nunca mais
No fim havia o riso
O amor feito no piso
A vida que é poesia
Vazia e cheia de perspectiva.
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Avidez
PoesíaApenas uma vontade sôfrega de escrever. Capa e ilustrações da mesma por Cassy Frost | Niffler Covers
