Não pode com a poesia

21 3 4
                                        

Caía no choro pela noite
Ensanguentada pelo acoite
Com medo da vida
E se sentindo perdida

E não havia nada
Nadava no vazio
Perdia a largada
E se afogava no rio

Bem no final
Ainda era o início
De um mundo igual
Com diferente suplício

E fez-se noite o que era dia
Chorava pela manhã
Na madrugada se perdia
Em pensamentos de amanhã

E havia um mundo
Ganhou o tiro
Afogou o grito
Viveu tudo

Não entendeu nada
Pensou demais
Não era mais culpada
Nunca mais

No fim havia o riso
O amor feito no piso
A vida que é poesia
Vazia e cheia de perspectiva.


AvidezOnde histórias criam vida. Descubra agora