Meus dias ao lado do Kaito tem sido incríveis, divertidos e prazerosos em todos os sentidos da palavra.
Após aquele dia, continuei indo a loja da Tioraka e fazendo Cosplay pra atrair clientes; era algo que realmente me divertia.
Kaito morria de ciúmes dos garotos que me encaravam, e eu das garotas que o encaravam, mas logo nos demos conta que gostávamos demais um do outro pra nos importamos com coisas sem sentido.
Ganhamos a confiança um do outro; porém, oque mais me preocupa, é o fato de que amanhã irei embora.___ Muito bem; hoje teremos uma programação muito especial. Espero que esteja preparada ___ dizia Kaito em frente à porta do meu quarto.
Estava frio e a neve caia; então decidi usar uma calça com botas de cano longo e uma blusa branca com casaco de frio em um tom escuro de verde junto de um gorro na cor branca.
Ao abrir a porta; Kaito me olhou de cima a baixo e sorrio alegre.
Eu não estava produzida ou diferente do normal, e Kaito também não; mas o brilho em nossos olhos, esse brilho é especial, ele representa a paixão e felicidade que sentimos; essa aura que nos rodeia, é única e é ela que torna esse momento diferente dos outros, ela é nossa vestimenta especial, pra ocasião especial.Após sair; sequer chegamos ao elevador quando lembrei que havia esquecido o celular. Lian sem dúvidas ligaria e eu queria falar com ele; desejar um feliz Natal.
Pedi ao Kaito que seguisse enquanto eu voltava para pegar o telefone.
Voltei ao meu quarto e procurei o mesmo até o encontrar ao lado abajur em cima da escrivaninha.
Saí às pressas, porém, ao passar em frente ao quarto do Kaito, vi que a porta do mesmo estava aberta. Antes de fecha-la, vi uma foto um tanto amassada sobre a cama; algo nela me chamou atenção, me fazendo aproximar para olha-la. Ao fazê-lo, vi que era ...___ Uma foto minha!? Por que o Kaito teria uma foto minha? E onde ele a consegui? ___ não fazia sentido; mas ali estava, uma foto minha, e era do meu aniversário de dezoito a alguns meses atrás.
Fiquei intrigada, mas não deixei que o medo, apreensão ou qualquer coisas desse género me abalasse; sem dúvidas deve haver alguma explicação lógica.
"Quando voltarmos vou lhe perguntar sobre isso".
Respirei fundo; deixei a foto em cima da cama novamente e saí.*****
___ Isso é lindo, Kaito ___ de frente para tudo aquilo, isso fui tudo que pude dizer.
Kaito me levou para ver as decorações em torno do parque que ,segundo ele, são feitas todos os anos porém sempre em designers diferentes; algo realmente incrível.
Ele me mostrou cada canto, cada detalhe e junto de cada passo, um lindo sorriso.
"Não quero te deixar, não quero te deixar, não quero te deixar".
De repente meu celular tocou; era o Lian.___ feliz Natal, Leny ___ gritou assim que o atendia por video chamda.
___ Feliz Natal pra você também, Cabeça de vento ___ respondi o fazendo gargalhar.
___ Falei com a Karen ainda pouco e ela já estava fazendo as malas; disse que teria um dia cheio e por isso estava adiantando as coisas. Mal posso esperar pra quebrar seus ossos com o abraço mais apertado que você já recebeu na vida ___ dizia sorrindo enquanto Kaito se mantinha pouco afastado de mim com o olhar distante e claramente ciumento ___ Já arrumou as suas coisas? ___ pra ser cinsera eu estava evitando pensar nisso; principalmente hoje. Amanhã eu irei embora e talvez nunca mais volte a ver o Kaito.
Relacionamentos a distância não dão certo,eu sei disso; Kaito não pode ir e eu não posso ficar.
Não quero me afastar dele, mas ...
"Eu simplesmente não sei oque fazer".___ Não. Eu ainda não fiz, mas vou começar assim que voltar ___ tentei forçar um sorriso, mas Lian me conhece, não conseguiria enganá-lo mesmo que tentasse.
___ Leny, eu te amo; você sabe disso. Quero que você seja feliz e sei que esse cara aí do seu lado te faz muito feliz, mas a sua vida está aqui; seu futuro está aqui. Ano que vem nós iremos pra faculdade; e o título de melhores economistas do mundo será nosso, como combinamos ___ disse com seriedade, mas terminou sorrindo.
"Ele tem razão, minha vida está em Nova York; ainda tenho muito oque fazer lá e principalmente, meu pai, eu preciso falar com meu pai".Assim que desliguei meu celular, o do Kaito tocou.
Ele parecia indeciso sobre atender de fato o telefone, oque me fez imaginar se não seria sua mãe; por fim, ele atendeu, e pude ver o puro terror em seu rosto.*****
Assim que chegamos ao hospital em que sua mãe estava; Kaito correu até o balcão de atendimento e após poucas palavras trocadas com a atendente, ele pronunciou um nome incrivelmente familiar; "Kikoara Susuna".
Foi tudo que consegui entender na conversa dos dois.
Após isso, Kaito voltou a correr, porém em direção ao corredor onde ficam as salas dos pacientes.
Ao chegar em frente ao quarto, n° 23, ele parou e então me olhou; parecia estar bastante duvidoso, mas com oque?___ Fique aqui ___ pediu me olhando fixamente. Eu concordei e ele entrou na sala.
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De Repente Japão
RomanceSelenya sempre foi uma garota carinhosa e extrovertida. Mas ainda pequena, ela foi abandonada pela mãe sendo criada apenas pelo pai. Seu maior desejo sempre foi encontrar sua mãe e descobrir o real motivo de ela tê-los deixado. Após anos, ela desco...