Capítulo 4

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Capítulo 4


O garoto loiro olha pro horizonte, ele parece observar algo, fixamente. O olhar persegue uma ave ao longe no mar, pescando. Assim que ela pousa sobre algo ele abre um sorriso e  consegue ouvir um clique. Ele ajeita os cabelos loiros atrás da orelha e crava sua prancha de surf na areia, ouve outros cliques. As garotas que passavam, olhavam sem disfarçar, todas gritando em alto tom "lindo". E vários cliques simultâneos são ouvidos. De todos os lados vem flashes de pessoas o fotografando. O rapaz bonito abaixa um pouco de sua sunga pra mostrar para câmera a marca de bronzeamento, seguido de vários assobios e palmas.

O rapaz está em alguma praia paradisíaca pelo mundo. Seria lá Califórnia? Bahamas? Caribe? Já não se lembrava mais em qual país foi o requisitado pra ser modelo e capa da revista Surf da semana. Ele é bem ocupado, viaja bastante o mundo e conhece os lugares mais incríveis, tem um espírito aventureiro e voraz por adrenalina.

Quando o ensaio fotográfico acabou, ele foi correndo para a van que estava esperando ele. De volta a algum aeroporto Internacional, de volta às longas e duras horas em um avião. Ele descansa enquanto anota os nomes que lhes foi dado. Ele olha pela janela do avião e observa a cidade embaixo ficando cada vez mais distante dando lugar a nuvens. Ele aproveitou sabendo que teria umas semanas longas pela frente.

Chegando ao Brasil, o país que ele mais gosta no mundo, se hospeda em um hotel cinco estrelas em São Paulo, pra no dia seguinte voltar ao Rio de Janeiro. Ele tinha que anotar alguns relatórios de novos Presságios de Morte que ele teria que supervisionar, guiar e cuidar. Ele adorava esse trabalho em partes, e ficava se perguntando como o mundo iria reagir caso descobrissem o seu verdadeiro trabalho, um Superior de PdM, já que ele é bem famoso internacionalmente. Seria um choque.

Atrás de um sorriso simpático, há sempre uma historia sombria. Ele levava a vida como uma bela aventura, a parte chata é que ele tem que sempre deixar por escrito o que os PdM's são quando são despertos. São mais oito novos Presságios que cuidará. Observa os nomes deles escritos em uma planilha em seu celular, tentando imaginar como será a reação deles com isso tudo, é sempre engraçado pra ele a parte do: "Eu tô morto", "sim e não". De volta ao Rio, a sua linda mansão. Entra e se joga no sofá, esticando os pés e atendendo inúmeras ligações.

— Alô? — um PdM liga.

— Pode falar comigo. — diz o Superior.

— Posso comprar um carro com o cartão que eu tenho?

— É óbvio que não, o cartão é ilimitado, mas... Bom, tudo tem  limite — brinca o Superior — para o que você quer um carro?

— É que em vida eu nunca dirigi, ai eu pensei que talvez fosse bom — Ele respira fundo e desliga.

— Esses PdM's estão cada vez mais estranhos — ele resmunga sozinho, jogando o celular pra outro canto do sofá. — Monique! — Ele grita e um mordomo usando smoking aparece.

— Sim senhor? — ele fala em um sotaque francês.

— Liga pra todo mundo, avisa que terá festa aqui hoje, chama os DJ's e organiza tudo.

O mordomo acena com a cabeça e sai. O rapaz se levanta, pede para as empregadas comprarem coisas para a festa.

Já é noite, passou o dia ajudando os novos Presságios, então ele recebe mais uma ligação. Olha o contato e tá salvo como "PdM Daniel"

— Alô, Daniel?


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Presságio de MorteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora