Capítulo 28

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Capítulo 28


Agora tudo fazia sentido.

Mais cedo, os presságios não tinham como saber onde Daniel estava quando foi ao hospital buscar Karen. Sem contar que ele havia sumido por um tempo. Carlos tinha chamado os Presságios e esperou que eles fizessem o trabalho por eles. 

Daniel olhou as horas e eram 23h03, eram menos de uma hora para o dia terminar e isso lhe aconteceu, então guardou o celular enquanto Carlos abria lentamente a porta da Van. A olhar para o rosto de Carlos, ele não estava muito feliz, mas mandou os três descerem com um glock na mão. 

— Porquê? — Daniel pergunta indignado.

Carlos não responde, só aponta para que eles andem em direção a mata. E assim fazem. Ali era um bom lugar para se cometer um assassinato, longe de tudo e no meio do mato. Daniel fechou os olhos e tentou imaginar todas as possibilidades.

Não fazia tanto sentido Carlos ser do lado de Max sendo que no dia anterior ele tinha o explicado como tudo funcionava, os Criadores, Criados, Superiores e Presságios de Morte. Ele teve algumas oportunidade de matar ele. Não fazia sentido. Até certo ponto.

Ele olha para Carlos que não esboçava muito sentimento, por mais que seus olhos mostravam tristeza. Apenas mandava entrar na mata. Daniel pensou e pensou sem parar no que poderia ter acontecido. 

Talvez ele não tenha mentido. Daniel pensa. Max talvez tenha feito alguma proposta para ele depois, talvez ele tivesse mesmo voltado para ajudar, mas alguma coisa o fez mudar de ideia, e com certeza era obra de Max.

— Então é isso, nos matará aqui? — Daniel pergunta novamente. 

E como esperado Carlos não diz nada. 

— Os presságios, hoje mais cedo, foi você, não é? — Ele insiste.

Carlos olha para o relógio, e depois de caminhar alguns minutos na trilha os manda parar. 

— Eu sei que você não vai me perdoar nunca por isso, mas eu fiz uma escolha — Carlos comenta. 

— Eu sei que você está confuso — Daniel fala. — Você não quer fazer isso, eu sei que não. 

Tiago e Angellina deixa apenas Daniel falar, pois apenas ele conhecia Carlos e talvez pudesse ser persuasivo. 

— O que o Max te ofereceu? — Ele pergunta — Eu não entendo muito bem, mas vocês são basicamente da mesma espécie, sei que ele não pode te dar muita coisa.

Carlos da mesma maneira, não responde Daniel. Apenas levanta a glock e aponta para Angellina. Mas logo em seguida ele se coloca na frente. Ele se sente culpado, foi ele que chamou Carlos ali e poderia ter pensado nessa probabilidade. 

Ele foi um dos melhores amigos de Daniel, mesmo que não passassem tanto tempo juntos, passaram ótimos momentos, não conseguia compreender o por que ele faria isso. 

— Saia da frente, Daniel. — Carlos ordena.

Daniel faz que não com a cabeça. Tiago fica repreensivo. 

— Pelo menos me diz, por que? Você é o Carlos que eu conheci, mas se corrompeu, pelo o que?

O momento de tensão não passava, Daniel tentava ganhar tempo. 


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*Cinco dias antes*


Carlos sabia de seu propósito ali, do trato que tinha feito com o Criador, mesmo sendo o único de seus amigos que pôde voltar. Ele tinha ganho até uma casa nova, em bonsucesso. Ele sabia que devia apenas esperar, não podia interromper Daniel, e nem aparecer ainda. Apenas alguns dias depois. Mas em um dia qualquer, alguém bateu a sua porta.

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