Capítulo 14
Jota apagou o cigarro na parede e sorriu para Max que tinha tomado um susto.
— Vai ficar calado agora? — Jota começa ir na direção dele.
Max enfim abre a boca pra falar.
— Sabe, Jota. Inútil mesmo.
— Ah, é mesmo?
— Sim, pô. Toda essa merda aí com o seu Preságio que tá quebrado sou eu que to resolvendo enquanto parece que você tá chupando dedo. — Max fala com uma voz de raiva. — Eu "acordo" pra virar PdM e tenho que fazer essa merda, encenar que é um ator? Por favor!
Jota ri.
— Ah, foi uma boa ideia, Max — Jota fala.
— Além de ter que ficar com aquela chata da Angellina, ter que voltar a sua mansão as pressas por causa do Daniel? Cara eu fui nocauteado por uma garota. Uma garota!
— É verdade — Ele diz com um sorriso de canto de rosto olhando para baixo como se tivesse imaginando a situação — Até que ela é bonitinha.
Max dá uns passos para frente pra ir em direção a Jota.
— Você não é nada além de um rosto bonitinho, por que resolver, você não resolve nada. — Continua Max a menos de um metro de distância de Jota.
— Talvez eu seja só azarado, estou há mais de duzentos anos nisso cara — Jota fala.
E então Max empurra Jota com as duas mãos. Ele realmente se sentia um azarado, já não bastava Daniel e Karen o confrontando, agora Max? Talvez tenha sido uma péssima ideia ter pego alguém que morreu em um hospital psiquiátrico pra ser seu PdM.
— Parem! — Grita Major. — Vocês dois parem. Se quiserem resolver isso, que façam bem longe daqui e depois de resolver esse assunto.
— Sim senhor, Major! — Max fala. — Eu cuido disso, já que serei um Superior.
— O quê? — Pergunta Jota.
— É isso aí, Jota — Max fala com deboche na voz — Eu serei um Superior, e melhor que você.
Jota revira os olhos. Então Max passa por jota colidindo o ombro com o dele indo em direção a sala em que estava Angellina e Carla.
A sala não era tão grande e tinha um banheiro. Quando Max chegou lá, viu através do vidro da porta metálica que Angellina tinha sentado de novo em sua cadeira, só que do lado de Carla com a cabeça encostada no ombro dela. Mesmo que até Max conseguiria achar essa cena fofa, ele a mataria só para provar também que será um bom Superior quando tudo voltar ao "normal".
Ele abre a porta, e anda lentamente em direção a elas com mais uma garrafa d'água. Angellina está calma, olhando pra ele, mas Carla o olha com mais ódio. Mas ela tem um sorriso malicioso. Então Angellina levanta rápido e o empurra, o que deixa Max surpreso. Ele quase cai mas se equilibra, então Carla se levanta, desamarrada, aproveita que está ainda tentando se pôr firme de pé e o empurra. Quando ele cai ela pega o garfo e finca no peito dele com toda força e ele grita xingando ela. As duas saem pela porta que ele entrou, e Max observa que elas usaram a ponta do garfo pra tirar Carla, um trabalho que requer precisão e paciência. Max começa a lacrimejar com o peito sagrando e as nádegas doendo por que tinha caído.
Elas correm por corredores estreitos, com poucas portas. Encontram uma escada de metal e sobem. A visão é a de um navio cargueiro que estão. Com vários contêineres de cor azul e laranja. O navio está atracado em um lugar que Angellina ela consegue reconhecer, um porto na Baía de Guanabara em Niterói. Está um pouco escuro, tirando pelos holofotes. Correram pra um tipo de abrigo que havia lá, com uma descida. Andaram por mais alguns corredores e encontraram uma sala de jantar, com várias mesas, alguns pratos sujos em cima delas e um celular.
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Presságio de Morte
RomanceDaniel morreu nos anos 90 em um acidente com seus amigos. Porém, havia alguma coisa estranha, quando se viu com seus amigos, em um plano talvez espiritual no qual não conseguia compreender direito, percebeu que cada um deles estavam acompanhados por...
