Capítulo 20, O ódio de Maxwell Maximus. Fim da parte II

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Capítulo 20, o ódio de Maxwell Maximus. 


Fim da parte II


Quando era menor, aos exatos seis anos de idade, o jovem Maxwell adorava brincar com seus bonecos de ação e aviões que colecionava, era alucinógeno para ele, simulava sempre acidentes no aviários no qual o avião caía em uma ilha perdida, que era a sua cama, e os bonecos eram sobreviventes. Muitas vezes ele roubava as bonecas colecionáveis e caras de sua mãe, que por parte batia nele. Muitas vezes ele só ignorava, era perfeito o mundo dele que havia apenas uma ilha. 

Ele tinha uma vida comum, uma infância comum. Mas tudo mudou em uma madrugada de domingo.

Seu pai e seu tio tinham chego em casa tarde, com cheiro de álcool pela casa inteira assim que entrou. Maxwell decidiu descer as escadas de seu quarto e ir para sala, onde seu pai e tio batiam em sua mãe. Isso torturou Maxwell por dentro e com seu instinto de filho, entrou na frente do seu pai que nem ao menos hesitou em espancar o próprio filho.

E então aí nasceu o ódio de Max.

No dia seguinte ele pegou o telefone de casa escondido e ligou para a polícia, para uma criança de seis anos de idade era considerado muito esperto, e tinha gravado o número da polícia em alguns comerciais de prevenção de abuso doméstico. Foi isso que Maxwell pensou.

 — Alô — Inocentemente Maxwell fala. 

— Alô? Polícia do estado da Bahia, em que posso ajudá-lo? — Uma voz masculina qualquer diz,

— Meu pai e hmm meu tio, estavam batendo na minha mamãe — ele fala, um pouco desajeitado e nervoso. 

E assim que termina de falar, a mãe dele intervém. 

— O que você tá fazendo? — Ela pergunta. 

— Falando com a polícia, mamãe.

E então que ela ouve, mesmo com muitos hematomas espalhados pelo corpo e o olho roxo, ela pega o telefone abruptamente e o desliga. 

— Você está maluco? — Ela grita. — Vai já para o seu quarto. 

Ele não entendia. O pai e o tio a machucam e ela fica parada apanhando calada?

E então o ódio de Max floresceu.

Aos oito anos, Max um pouco mais crescido, já não era mais uma criança tão alegre. Faziam meses que não tocavam em seus brinquedos e seguia uma rotina completamente linear. Escola, casa, cama. Eram assim os seus dias, todos os dias. Já estava acostumado ouvir sua mãe chorar todos os dias no escuro para que ninguém pudesse ver. Ele não entendia o por que ela aceitava isso, não era justo, nada era justo. As notícias na TV, sempre eram a mesma coisa. Feminicídio, isso fez com que Maxwell ficasse prestando mais a atenção em seus pais.

Sua mãe, estava cada vez pior, tinha quebrado o braço e já estava quasse cega do olho esquerdo. E todas as vezes que ele tentou intervir ele apanhava tanto quanto sua mãe.

Em uma noite qualquer, Maxwell tentando se distrair com seus brinquedos que já estavam empoeirados, seu tio entra em seu quarto. Não sabia o que ele fazia ali, era tarde da noite, mas o seu tio pareceu não se importar, pois entrou e trancou a porta.

E então o ódio de Max transcendeu.

Alguns anos se passam, agora Maxwell em sua pré adolescência, tinha um plano. Um plano no qual ele já tinha dito pra si por muitos anos que não iria se arrepender, e ele não ia. Ele nunca mais veria a mãe sofrer novamente, ele nunca mais teria que olhar de novo para o seu tio. Para ele, após isso, a vida dele já não valia mais de nada. 

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