Capítulo 5

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Capítulo 5

Jota conduzia Daniel pelas longas escadas espirais que tinha em um dos cantos da mansão, que era tão grande quanto um shopping, ele se perderia lá com facilidade. Jota parecia estressado, ou ansioso. Talvez os dois. Ele percebeu que Jota estava andando rápido demais.

Passaram por bastantes cômodos, vários quartos e muitas pessoas, tinham no mínimo quatrocentas pessoas espalhadas pela mansão e pelo lado de fora. Era incrível como podia haver uma casa desse tamanho. Eles passaram por uma mesa gigante em um corredor espaçoso que tinham quadros abstratos. No fim do corredor havia um elevador no qual Jota entrou e chamou Daniel, ele entrou mesmo com uma sensação estranha. Ele clicou em um dos botões e começaram a subir, quando chegou e o elevador abriu, eles entraram em um tipo de escritório com um bar no lado direito, muitos livros no esquerdo e uma tela de vidro gigante que dava pra ver as pessoas lá em baixo, ele diria que ali seria o quinto andar. Jota entrou e logo pegou um dos notebooks e pós em cima da mesa do bar e começou a clicar e digitar. Jota percebeu o desconforto de Daniel, então ele pegou um uísque e colocou em um copo e ofereceu a Daniel que recusou.

— Afinal, oque você quer? — Daniel perguntou de tanta ansiedade.

— Eu precisava ver você pessoalmente — começou o Jota. — Você é diferente, Daniel. — Ele bebe um gole do whisky.

— Como assim?

Jota deu um sorriso que ele jurava ver um pouco de entusiasmo.

— Eu não deveria, mas vou falar — O superior dá uma breve pausa na fala e enche mais o copo — Vocês, Presságios, seguem um tipo de lógica que nunca foi quebrada antes.

— Que tipo de lógica?

— O falso livre arbítrio... Vejamos, vocês seguem instintos manipulados que acham que são decisões próprias, mas não são.

Daniel se senta em uma cadeira de madeira.

— E... Porque você tá me falando isso?

— Por que de alguma forma você não segue o "script", o "instinto".

— Tá me dizendo que eu tenho o verdadeiro Livre arbítrio?

— Não é só isso, Daniel.

— O quê?

— Você tá mudando as coisas, os rumos... Como o efeito borboleta. E você pode desencadear um efeito dominó em massa. E eu percebi isso no momento em que você me perguntou se poderia trazer mais pessoas e eu concordei, não era pra isso acontecer.

— E o que eu fiz pra isso?

— Exatamente! Eu não sei. — Daniel viu uma chance de não deixar Angellina morrer.

— E Não, Daniel, nada que você faça salvará ela.

— Está lendo a minha mente, é?

— Quase isso, seu rosto esperançoso entregou. Saiba que é o destino dela, acontece.

— Mas ela...

— Ela é uma garota bela, jovem e cheia de vida? Sim! Mas as coisas acontecem Daniel, pessoas morrem o tempo inteiro, na velhice ou na infância.

— E como você lida com isso?

— Eu sou imortal.

— Mas... Como? Você tem sei lá, vinte anos?

— Superiores não são humanos, não temos um prazo ou estamos predestinados a morrer. Somos basicamente quem "organiza" as mortes — Jota fez aspas com os dedos.

Presságio de MorteOnde histórias criam vida. Descubra agora