Capitulo 12
Rio Grande do Sul, 06/03/2019
Karen é a primeira a acordar, observa Daniel dormindo por cima do braço direito. Ela levanta e boceja enquanto se estica. Eles tinham levado algumas coisas, como uma garrafa térmica de café e comida para aquela manhã. Daniel acorda um tempo depois de ter sentido o cheiro do café, ele se levanta olhando para Karen, que não percebeu que ele tinha acordado. Ela tinha colocado algo pra tocar em seus fones e estava dançando bem agitada com os olhos fechados. Seus cabelos negros estavam bem bagunçados mas ainda lindos balançando no ar. Daniel se junta a ela, pega um lado do fone e ela estava escutando uma de suas muitas bandas de rock favoritas. A música era agitada, por isso ela dançava, então ele fez o mesmo, por mais que pareciam ser uns pulos desengonçados. Ela finalmente para e se senta ofegante, ele ri da situação e senta ao lado dela.
— Cansou é? — indaga Daniel.
— Um — ela engole em seco — pouco. Só bastante ansiosa.
Ele concorda com a cabeça.
— Está na hora? — pergunta ele se levantando.
— Quase, tome café e vamos.
Então ele se serve café com alguns pães doces. Estava quase surtando de loucura pelo que iam fazer, mas tentava não demonstrar o medo que sentia. Ele achava errado, mas ele não queria morrer, e se sentia mal por que Karen já teve que passar por isso. Depois que ele soube como ela tinha morrido, ele se sentiu péssimo e nem acreditava que ela ainda confiava em alguém. Daniel se sentiu especial e se apaixonou por ela, mesmo que fossem só alguns dias.
Daniel desmontou a barraca e guardou algumas coisas em sua mochila que ele pôs perto da moto que estava próxima do mato. Eles estavam em um lugar que ninguém os encontrariam, no máximo alguns moradores de rua, mas nenhum passou por ali. Os explosivos já estavam na fábrica, o detonador já estava pronto, só faltava o Superior. Karen chega e percebe que Daniel já tinha arrumado tudo, ele parecia estar tremendo e então ela tentou acalmá-lo. Ela olha em volta, pega o celular e respira fundo, ligando para o seu superior. Ela o chama, fingindo desespero para que ele vá até aquela fábrica, depois de muito tempo, do Superior desconfiado, ele aceita ir até lá. Ele não estava ciente que o local era uma fabrica que não funcionava há anos, até chegar lá. Ela fala que está dentro da fábrica, então de longe eles percebem que o Superior entra.
— Ok, espera mais um pouco — Daniel fala, olhando para o detonador na mão dela — ...ele ir mais pro meio, sei lá.
Ela faz que sim com a cabeça. Então depois de uns vinte segundos, Daniel dá um olhar e acena com a cabeça querendo dizer "agora" e então ela aperta o detonador com raiva e bem nervosa fechando os olhos. Mas não acontece nada. Ela abre os olhos e então aperta de novo, de novo e de novo varias vezes, mas não acontece nada.
— Que merda aconteceu?— pergunta Daniel frustrado.
— Não sei, não funciona. — responde ela se sentando.
Daniel olha para a fábrica e percebe o que tinha que fazer.
— Eu vou lá. — Ele fala olhando para fábrica.
— Você está maluco? Se detonar você morre também e não vai ter adiantado de nada.
— Ou talvez adiante. Se for o meu destino, assim tem de ser. Você não se lembra da sua vida?
— Sim, eu lembro Daniel.— Ela diz bem triste
— Então, eu vou lembrar de você — ele diz — se eu morrer e você não for, pelo que você disse, provavelmente eu me torne um pressagio de morte. — Ele para e abraça ela, que fica incrédula — E você me procura com suas habilidades de hacker, sua esperteza, e então ficaremos juntos de novo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Presságio de Morte
RomanceDaniel morreu nos anos 90 em um acidente com seus amigos. Porém, havia alguma coisa estranha, quando se viu com seus amigos, em um plano talvez espiritual no qual não conseguia compreender direito, percebeu que cada um deles estavam acompanhados por...
