Enquanto isso no quarto 71...
Bruno
- Eu beije a Mel. – Sal diz assim que saio do banho. Ele está deitado com uma bermuda vermelha e uma camiseta preta.
- Tu o que? – Digo incrédulo. Eu sei que meu amigo ama a Mel, mas estou surpreso por essa notícia.
- Eu beijei a Mel enquanto ela tava dormindo.
- Uau. Bom, e ela sabe?
- Claro que não né. Se ela soubesse eu não tava aqui falando contigo. – Fala com um pouco de deboche. – Vou tomar banho e comprar o presente da Maya.
- Vou contigo. Tenho certeza que ela e a Mel estão dormindo.
- Tá beleza. – Ele pega a toalha e uma roupa na mochila. Decido me vestir com uma bermuda azul, uma camisa branca e um sapatênis preto. Depois de uns 10 minutos o Sal sai com uma bermuda rosa e camisa preta.
- Huuum, ela tá de rosa. – Imito uma voz de viado.
- Vai te fuder Bruno. – Ele diz rindo e vai calçar um sapatênis azul marinho com branco. Pegamos nossas carteiras e a chave do quarto. Saímos em direção as lojas existentes aqui. Andamos por mais ou menos 2 horas até que finalmente ele achou o presente perfeito: uma caixinha de música com um casal dançando.
Delicado como a Maya? Só que não né.
Mas tenho certeza que ela vai adorar. Estava olhando algumas coisinhas quando vi ele olhando algo.
- O que foi cara? – Cheguei perto dele e vi ele olhando um casal de sapinhos noivos. – Tá olhando os sapinhos porque?
- Queria poder dar pra Mel.
- E porque tu não compra e guarda? Quem sabe um dia tu não dar a ela, né.
- Verdade. Nunca pode se perder a esperança.
- Assim que se fala.
- Boy?(Moço)? – Ele chama o rapaz noite balcão. – I’ll take the frogs.(Eu vou levar os sapinhos.) – E assim ele levou os sapinhos para a Mel.
- Quando vocês se casarem, tu dá pra ela. Ela vai amar.
- Pelo menos um de nós ainda tem esperanças de me ver casando com a mulher que eu amo. E falando em mulher que amo. – Já sei onde ele quer chegar. – E quando o senhor vai se declarar pra Maya, a mulher da sua vida?
- Depois do aniversário dela. Eu já tinha falando isso.
- Então vou ter que esperar até o aniversário da sua musa pra poder sair com a minha musa? É isso mesmo que eu entendi?
- Isso mesmo. – Digo com um sorriso no rosto e me preparando para caso ele queira me matar.
- Eu só não vou te matar porque preciso de ti pra sair com a Mel. Apenas por isso não te mato. Dois dias é apenas isso o que tenho que esperar. Tomara que eu consiga. – Disse suspirando.
- Você vai conseguir, esperou por três anos. – Digo rindo e ele me olha com cara feia.
- Prometo, que depois que eu ficar com a Mel, eu te mato. – Disse e eu ri.
Voltamos para o hotel era umas 19hs, pensamos em ir no quarto das das meninas chamar elas para jantar, mas paramos assim que a virmos no restaurante. Já estávamos indo até elas quando meu celular tocou.
- Vai indo na frente, Sal, daqui a pouco eu vou. – Ele concordou com a cabeça e fui atender meu celular. No visor já dava para ver que era a alegria da minha vida.
- Oi mãe.
- Oi filho.
- Isso são horas da senhora está acordada? São... – Verifiquei no relógio e eram 19:19hs, ou seja, eram 23:19hs no Brasil. – São quase meia noite senhora.
- Eu sei seu chato, mas você não me ligou para dizer como estão as coisas aí. Tive que ligar.
- Desculpa mãe, a gente chegou cansado, tentamos até assistir um filme, mas ninguém aguentou muito tempo. Ia ligar hoje, mas a senhora sabe como o Sal vive com a cabeça na lua, esqueceu de comprar o presente da Maya, então formos comprar hoje.
- No dia que o Sal tiver filho, espero que ele não esqueça o pobrezinho em algum lugar. – Minha mãe diz rindo. Tenho que concordar com ela. – Mas então me diga, o que ele comprou e como vão as coisas?
- Ele comprou uma caixinha de música com um casal de balé.
- A Maya vai amar.
- Sim. E as coisas estão boas. Chegamos agorinha das compras e estávamos indo jantar com as meninas.
- Que bom filho. Vai comer então, amanhã a gente conversa. Beijos. Te amo.
- Te amo também mãe. Tchau. – E assim desliguei. Segui em direção a mesa. – Boa noite belas moças.
- Boa noite. – Dizem as duas juntas.
- Nossa, vocês podiam ser moças educada e dizer “Boa noite belo cavalheiro” ou “Boa noite belo rapaz”.
- Bruno? – Maya me chama.
- Hum?
- Vai a merda. – Ela diz e todos riem enquanto eu apenas reviro os olhos.
- Você é um amor.
- E você é um chato.
- E vocês fazem um casal perfeito. – Diz Mel. Começo a rir para fingir que isso é loucura dela.
- Não vejo a hora de ver vocês se casando. – Diz Sal fingindo suspira. Acabo por revirar os olhos para os meus amigos loucos.
- Ainda não pedimos, vamos? – Perguntou Maya mudando o foco do assunto.
- Vamos. – Falei chamando o garçom. Acabamos por pedir o mesmo prato: espaguete de frango.
- Tava pensando, achei um legar que tem uma coisa que tanto a Maya quanto a gente podemos fazer. – Falei enquanto esperávamos o jantar.
- Que seria? – Perguntou Mel sorrindo. Bem ela já sabe do que eu estou falando.
- Bungee Jumping na Stratosphere Las Vegas. – Falei e todos ficaram me olhando como se eu fosse louco até Maya sorrir e me abraçar.
- Eu amei. Ótima ideia. Vamos amanhã fazer, porque domingo quero passar o dia descansando para a noite maravilhosa. E também tenho certeza que a minha família e a família de vocês vão fazer questão de me ligar.
- Verdade. Principalmente a tia Olga, ela te ama desde que você foi brincar com o Bruno pela primeira vez. – Diz Sal. E isso eu tenho que concordar.
- Então estamos combinados, amanhã é dia de Bungee Jumping. Quero só ver, tu Mel.
- Eu vou mesmo. A medrosa é a Maya.
- Ei, eu não sou nada, tá ok? – Falou fingindo zangada. – Rimos da cara que ela fez e logo jantamos. Desça vez decidirmos não ficar com as meninas, estávamos cansado das compras. Tomamos um banho e cairmos na cama.
Amanhã vai ser um longo dia.
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Loucura em Las Vegas
ChickLitUm lugar onde tudo é possível, vários copos de bebidas e uma única pergunta: "O que aconteceu ontem?" Já imaginou sair solteiro e voltar casado e sem lembrar de nada do que aconteceu? Pois isso é o que acontece com os amigos Maya, Bruno, Melissa e S...
