Quarta, 27 de Janeiro
Maya
Eu sempre sonhei em ser mãe e agora vê meu sonho realizado, é maravilhoso. Ontem mesmo depois que meus pais chegaram, eu e a Mel formos para o hospital vê como nós quatro estávamos, graças a Deus, deu tudo bem, as meninas estão bem também, mesmo nascendo prematuras.
- Elas são lindas né. – Diz Mel. Pedimos para ficar num quarto só.
- Sim, duas princesas. Quem diria em, amiga. Casadas e mães.
- Né isso. Mas o que mais me surpreendeu foi tu e o Bruno.
- Tá feliz amiga?
- Tô muito e tu?
- Também. Sabe tava pensando de fazer uma surpresa pro Bruno e pedir ele em casamento. O que tu acha?
- Acho uma boa idéia. E que tal uma renovação de votos duplo?
- Adorei a idéia. – Digo e ouvimos uma batida na porta. – Entra.
- Bom dia mamães lindas. – Diz Valery entrando no quarto com duas sacolinhas. – Um presentinho pra elas. – Diz e entrega um para cada. Abro e vejo uma uma boneca de pano moreninha de vestido rosa.
- Que linda, obrigada Valery. – Diz Mel e mostra uma boneca branquinha com um vestido lilás.
- Adorei. Obrigada amiga.
- De nada. Mas me digam aí, é sério mesmo que os meninos que fizeram o parto de vocês?
- Foi sim. – Digo sorrindo.
- Sério mesmo?
- Sim, porque? – Perguntar Mel.
- Porque quando vocês contaram que estavam grávidas, eles desmaiaram. Pensei que eles ia desmaiar também quando fosse o nascimento. – Diz rindo e nos a acompanhamos.
- Eu também pensei. – Digo rindo. – Mas ainda bem que eles ficaram bem e trouxeram a Tatia e a Angel ao mundo.
- Já temos dois parteiros na família então. – Diz Valery rindo. Escutamos um resmungo e olhamos para a Tatia ao meu lado. – Olhando vocês assim, dá até vontade de ter um.
- Ue, vai arrumar um bofe e ter um. – Diz Mel rindo.
- Aí que tá o problema. Ninguém me quer. – Ouvimos alguém bater na porta.
- Bom dia. – Entra o doutor Henrique.
- Bom dia. – Respondemos as três.
- Como vocês estão?
- Bem. Ainda um pouco anestesiadas de ontem, mas bem.
- Entendo. Bom, vim só dizer que como vocês estão bem e as meninas também, amanhã de manhã vocês tem alta. Agora quero conhecer as duas. Quem nasceu primeiro?
- A Tatia. – Digo e sorrio olhando minha bebê. Ele vai até ela e a olha. Sinto alguém cutucar meu braço. – Ah doutor, quero lhe apresentar uma pessoa, essa é a Valery, nossa melhor amiga. Val, esse é o doutor Henrique, nosso obstetra.
- Prazer. – Diz o doutor sorrindo e eu olho para a Mel.
- Satisfação, porque prazer é só na cama, baby. – Diz Valery também sorrindo.
- Valery. – Exclamo rindo.
- O que? – Pergunta fingindo inocente e alguém bate na porta.
- Entra. – Digo e entra meus pais, os pais da Mel, os pais do Bruno e os pais do Sal.
- Jesus, todo mundo veio. – Diz Mel rindo.
- Valery, aceita tomar um café comigo na lanchonete? – Pergunta doutor Henrique.
- Claro. – Diz e saem. Olho para a Mel ela está rindo da Valery e do Henrique. Nossa família fez a festa no hospital. Disseram que os outros vinham depois para não ficar muito mais cheio o quarto. Tio Santana virou um verdadeiro avô babão da Angel e meu pai e o tio Carlos disputavam quem pegava a Tatia. Foi um dia bem animado. Pela tarde, veio a tropa do barulho: Joca, Helô, Rafa, Liz, Heitor, Gui, Clarinha, Raquel, Bryan, Theo, Bento, Yuri, Duda, Cássio, Larissa e Lara. Até a minha sobrinha que está fez 7 meses ontem, veio nos visitar.
- Olha com ela tá linda. – Digo pego a Clara no colo. – Veio conhecer a prima, meu amor. Pega a Tatia, Liz.
- Tá. – Ela pega a minha filha que estava no colo do Bento e trás para perto da Clara. – Olha a priminha, filha. – Momento super fofo. – Rafa? Bryan? – Ela chama e os dois olham. – Quando vocês forem querer filhos, por favor, tenham meninos, já tem duas meninas até agora. – Diz e rimos.
- Pode deixar cunhada. – Diz Bryan rindo enquanto o Rafa revira os olhos.
- Eu posso dizer pra vocês é difícil a adoção pra casais homoafetivos, mas se um dia vocês realmente quiserem ter filhos, não desistam. – Diz Bento abraçando a filha. – Hoje eu não vejo a minha vida sem a Duda. Até conversarmos com ela se ela queria um irmãozinho ou uma irmãzinha, né filha? – Pergunta e ela concorda com a cabeça.
- E você quer um irmão, Duda? – Pergunta Helô sorrindo.
- Quero. – Diz Duda. Ela já está mais solta no grupo.
- E por isso nos entramos na lista de adoção de novo. – Diz Yuri.
- Meu Deus, haja criança no grupo, só falta o Joca e a Raquel, a Helô e o Theo e o Bryan e o Rafa. – Diz Heitor rindo.
- Aqui ainda vai demorar um pouco. – Diz Helô nos fazendo rir.
- E aqui só quando voltar de viagem. – Diz Joca.
- E aqui ainda é cedo de mais pro meu gosto. – Diz Rafa rindo.
- Gente, alguém viu o Sal e o Bruno? – Pergunta Mel.
- Eles disseram que vem a noite, pra não ficar muita bagunça. – Diz Joca.
- Ata. – Ficamos conversando por um bom tempo até o horário de visitas acabar. Ficamos só eu e a Mel com as meninas. Quando deu umas 19hs, uma enfermeira veio com o nosso jantar, até que não estava tão ruim. Pouco depois, os meninos chegaram para ficar com a gente.
- Oi sumidos. – Digo rindo e os três me acompanham.
- Oi. Ficou tudo bem por aqui? – Pergunta Sal pegando a Angel do colo da Mel.
- Bom, tirando o fato do pessoal quase nos deixar loucas, a Valery dando em cima do doutor Henrique, a Duda ficando presa no banheiro, o Heitor querendo que o resto da turma tenha mais filhos, nossos pais brigando pelas meninas, ficou tudo bem. – Diz Mel rindo e os dois começam a rir com os olhos arregalados.
- Espera aí, acho que me perdi. – Diz Bruno rindo. – Conta isso direito. – Contamos com detalhes tudo o que aconteceu hoje e eles riram bastante.
- Pobre doutor Henrique. – Diz Sal rindo.
- Quero só ver se o doutor amarrar a Valery. Vou rir muito. – Diz Mel rindo também.
- Vamos fazer uma festa pra comemorar que a Valery tá namorando. – Digo rindo.
- Ela vai querer te matar. – Diz Bruno rindo. Dermos de mamar as pequenas enquanto eles se ajeitavam nas poltronas reclináveis. Mal posso esperar para amanhã chegar e ir para casa. Poder deixar de sentir esse cheiro, vai ser maravilhoso.
- Agora que vai começar a brincadeira. – Sussurra Bruno para mim.
- Preparado pra trocar fralda, papai? – Sussurro de volta.
- Super preparando. – Sussurra sorrindo enquanto olha para o berço onde a Tatia dorme. – Vamos dormir. Amanhã é dia de alegria. – Diz e me dá um beijo na testa. – Boa noite amor.
- Boa noite amor. – Sussurro de volta.
Dia seguinte...
- Arrumaram tudo? – Perguntou Bruno pela segunda vez. Acabamos de receber alta. O Sal está lá fora ligando para todos e o Bruno está aqui dentro gastando a nossa paciência com ele.
- Sim, Bruno, pegamos tudo. – Digo a ele.
- Tudo pronto? Todo mundo já tá esperando por vocês. – Diz Sal entrando no quarto para pegar a cadeirinha da Angel.
- Vamos. Não vejo a a hora de ir pra casa tomar um banho e comer uma comida que tenha sal. – Diz Mel rindo. Eu e o Bruno formos no carro dele para a minha casa e o Sal com a Mel foram para a casa deles.
- Bruno? – O chamo e ele responde. – Tava pensando em sair da casa da mamãe.
- Sério? – Pergunta surpreso.
- Sim. Tipo eu sou adulta, sou mãe, oficialmente sou uma mulher casada, então pensei em comprar ou alugar uma casa pra morar depois que sair da quarentena.
- Entendi. Bom, posso ver isso pra ti se quiser.
- Eu quero e quero saber também se tu não quer morar comigo?
- Sério? – Pergunta surpreso e me olha rápido.
- Sério. Aceita?
- Mas é claro que eu quero. – Diz parando o carro no sinal vermelho e me beija. – Agora nossa família vai tá perfeita.
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Loucura em Las Vegas
ChickLitUm lugar onde tudo é possível, vários copos de bebidas e uma única pergunta: "O que aconteceu ontem?" Já imaginou sair solteiro e voltar casado e sem lembrar de nada do que aconteceu? Pois isso é o que acontece com os amigos Maya, Bruno, Melissa e S...
