35 - Angel Summer Pepper

8 0 0
                                        

Terça, 26 de Janeiro de 2016

Salvatore

“Estou num jardim cheio de flores. A Mel está na minha frente.
- Papai. – Diz uma voz de criança. Me vira e vejo uma menininha de uns seis anos. Minha Angel.
- Oi meu amor.
- Olha papai. Uma joaninha.
- Sim. É linda.
O dia que estava ensolarado, de repente fica nublado.
- Papai. – Grita Angel sendo levada por um homem. – Papai.
- Angel. Solta ela. – Digo e corro atrás dela, mas parece que não saio do lugar.
- Angel. Angel...”
- Angel. – Grito e acordo desse pesadelo.
- Calma amor, foi só um pesadelo. – Diz Mel ao meu lado.
- Eu sei amor. Tá tudo bem. Deita pra dormir mais um pouco. – Digo e me levanto.
- Tá. – Diz e volta a dormir enquanto eu rio.

Grávidas.

Entro no banheiro, faço minhas higienes, vou pegar uma roupa e vou para a cozinha. Olho no celular e ainda é 08:17hs. Faço um pouco de café para mim e vou ver um pouco de televisão. Penso no que fazer para o almoço. Vejo um pouco de desenho, coisa que já me acostumei, pois vivo vendo desenho com o Oli. Ouço meu telefone tocar.
- Oi Jessica.
- Oi Sal. Liguei pra saber se tu tá ocupado. Já tô com os convites prontos e ia levar pra ti com o Oli.
- Tô livre sim. Podem vim.
- Tá OK. Vou só tomar café aqui na padaria e já tô indo pra ir. Tchau.
- Toma café aqui. Tchau. – Desligo e vou fazer um pouco mais de café, arrumo a mesa com suco, pão, bolo, uns biscoitos que eu sei que o Oli gosta. Pouco depois ouço a campainha tocar.
- Já vai. – Digo e vou abrir a porta.
- Bom dia.
- Bom dia. E ai filhão. – Pego ele no colo. – Entra. A mesa tá pronta.
- Valeu. To varada de fome. – Diz rindo. Nos sentamos na mesa e conversamos a conversar.
- Aqui os convites, vê se tá todos aí. – Diz e concordo. Vejo e tá faltando um.
- Tá faltando um, o do Joca.
- Já entreguei o dele. Encontrei ele no ônibus que eu peguei e já entrei.
- Ata.
- Bom dia. – Cumprimenta Mel. Dou um beijo nela.
- Bom dia amor.
- Bom dia dona barrigudinha. Te vê assim, me dá uma saudade da minha barriga.
- E porque tu não tem outro? – Pergunta Mel comendo bolo e brincando com o Oli.
- Eu e o Tálio estamos esperando o Oli fazer 1 ano pra tentar ter outro. Não quero que eles tenho uma diferença de idade muito grande.
- Entendo. E quer o que o segundo?
- Pra mim tanto faz um menino ou menina, agora ele quer uma menina, porque na família dele só tem homem.
- Coitado do meu filho tendo que proteger duas irmãzinhas. – Digo rindo. Conversamos sobre o aniversário do Oli e o nascimento da Angel. A Mel convidou ela para almoçar, mas ela não aceito, disse que ia almoçar com o Tálio. Nos despedimos dela e do Oli e eu fui fazer o almoço. Fiz um escondido de carne seca e farofa. Almoçamos tranquilos.
- Tava pensando em ir lá na Maya. – Diz Mel colocando mais farofa para ela.
- E vai assim sentindo dores? Mel, eu sei que vocês são super amigas, mas as duas na reta final da gravidez, pode ser um risco pra vocês.
- Por favor. Eu prometo que depois que vimos, eu não saio pra mais nada, a não ser ir ao médico. – Diz juntando as mãos. Reviro os olhos.
- Tá OK. Vai se arrumar que eu arrumo aqui. – Digo e ela levanta, me dá um beijo e vai para o quarto. Arrumo tudo e a chamo. Saímos de casa e formos para a Maya. No meio do caminho o Bruno me liga perguntando como a Mel está.
- Ela tá sentindo umas dores também, mas tá tudo bem. A gente tá indo pra lá pra Maya.
- Se eu soubesse nem tinha ligado então. Vejo vocês em casa.
- “Em casa”. – Tento imitar ele. – Já tá tão a vontade assim é? – Digo e a Mel começar a rir.
- Vai se fuder, Sal. – Diz ele e eu e a Mel rimos mais ainda. Desligamos e eu sigo o resto do caminho.
- Tu é demais em. – Diz Mel rindo.
- Não fala nada que tu queria dizer também. – Digo rindo também.
- Queria mesmo. – Diz e rimos. Não demora muito, paramos pouco depois de ver o Bruno entrar.
- Mais um pouco chegávamos juntos. – Diz Mel. Toco a campainha e o Bruno toca.
- Fala cara. – Cumprimento ele.
- Entrem. – Diz e nós dá passagem. – Ela tá lá na sala. Já almoçaram?
- Já sim, mas se quiser nos convidar pra comer de novo, aceito. – Diz Mel rindo.
- Quero morar convidar tu e a Maya pra ir num restaurante comigo, eu saio falido de lá. – Diz Bruno rindo. Quando chegamos na sala, vejo a cena que me faz rir muito: Maya de pijama com um balde de pipoca vendo Cinderela.
- Temos que gravar esse momento. – Digo rindo e ela se vira para ver quem é.
- Nossa que honra vocês aqui. – Diz e levanta com um pouco de dificuldade.
- Como tá a segunda barriguda mais linda do planeta? – Digo dando um beijo na cabeça dela.
- Eu tô bem, ainda sentindo essas dorzinhas, mas bem. E tu Mel, passou mais?
- Faço das tuas palavras, as minhas. – Diz rindo. Eles almoçam, depois nos sentamos na sala e começamos a conversar até que ouvirmos a porta abrir e ouvirmos vozes femininas rindo bastante.
- Marjorie? Stella? Dandara? – Diz Maya surpresa. As meninas ainda não tinham aparecido por lá esses dias.
- Oi pessoal. – Dizem as três juntas.
- O que você tão fazendo aqui?
- Eu e a Stella formos lá na escola com as nossas mães e depois decidimos ir lá na Bia, só que a chuva pegou a gente no meio do caminho e só a tua casa fica mais próxima. – Diz Marjorie se sentando ao lado da Mel e passando a mão na barriga dela.
- E eu já tava vindo aqui trazer uma lembrancinha pra Tatia. – Diz Dandara que entrega uma sacola para Maya e vai para algum canto da casa.
- A escola Gabrielle Santos foi a melhor escola que eu já estudei. – Digo sorrindo lembrando dos velhos tempos.
- Perai, vocês disseram que tá chovendo? – Pergunta Mel e a Marjorie concorda.
- E a chuva tá grossa. – Diz Stella sentada ao lado da Maya e passando a mão na barriga dela.
- E pelo que eu tô vendo vai demorar a passar. – Diz Dandara entrando na sala com um copo na mão.
- Pelo jeito vamos ficar mais um tempo aqui. – Diz Mel. Continuamos a conversar até a luz acabar.
- AAAAAH. – Grita Maya e Mel.
- Calma meninas, vamos acender umas velas aqui. – Diz Bruno tentando acalma-las. Logo em seguida uma lanterna é ligada.
- Eu não tô gritando por causa do escuro idiota, tô gritando por causa da pontada que eu sentir. – Diz Maya entre dentes fazendo careta.
- Egua, quem derramou água no sofá? – Pergunto sentindo algo me molhar por baixo.
- Não é água. – Diz Mel baixo e também fazendo careta. – A minha bolsa estourou.
- O QUE? – Grita todos juntos.
- A minha acabou de estourar também. – Diz Maya respirando devagar.
- Meu Deus. OK. – Diz Bruno e passa a mão na cabeça. – Marjorie, vai lá em cima e pega a bolsa da Tatia e da Maya.
- Tá OK. – Diz e sobe.
- Dandara, tu vai dirigindo pra casa do Sal e pega a bolsa da Angel. – Diz e olho para o mim e eu jogo a chave para ela.
- Tá.
- Aqui a bolsa. – Diz Marjorie descendo com a bolsa vermelha da minha filha e a bolsa marrom da Maya.
- O carro não tá pegando. - Diz Dandara entrando em casa.
- Com assim? Ele tava pegando normalmente quando viemos pra cá. – Digo nervoso.
- Alguém tira essa criança de dentro de mim. – Grita Maya.
- Calma. Vamos chamar um táxi então. – Diz e olha para o celular e vejo ele fazer uma cara estranha. – O meu tá sem sinal. – Diz e assim como as meninas, pego meu celular para ver e também estava sem sinal.
- O meu também. – Dizemos todos juntos.
- Bom, só temos uma opção: fazer o parto aqui mesmo. – Diz Dandara.
- OK. Alguém sabe fazer um parto? – Pergunta Bruno nervoso.
- Eu sei. Eu já vi uns documentários como faz um parto. – Diz Stella.
- OK. Então tu tá no comando. – Diz Bruno. 
- Beleza. Primeiro, vocês levam as meninas lá pra cima, bota cada uma em um quarto. Depois você vão jogar um lençol por cima das pernas delas e tirar a calcinha delas e vai ver se já dá pra ver a cabeça das nenéns. – Diz e concordamos. Levamos as meninas com um pouco de dificuldade para cima, levo a Mel para o quarto de hóspedes e o Bruno leva a Maya para o quarto dela. Faço o que ela disse e sim, já dá para ver a cabecinha. Vejo a Marjorie entrando.
- Mar, diz pra Stella que já dá pra ver sim a cabeça.
- Tá. – Diz e sai correndo.
- Não invente de me engravidar novamente, ouviu senhor Salvatore? – Queria rir, mas tenho certeza, que ela me mataria por isso.
- Claro amor.
- Mel, segura na cabeceira da cama e empurra toda vez que sentir uma contração. – Diz Stella e a Mel faz. – E tu, Sal, presta atenção, quando tu vir a cabeca sair toda, tu vai segurar com uma mão e a outra deixa de baixo pra segurar o corpinho dela, entendeu? – Diz e concordo.

Tempos depois...

- Mano, isso dói pra cassete. – Grita Mel.
- Vamos lá amor. Só mais um pouco.
- Cala a boca. – Grita e eu fico quieto, pois estou com muito medo dela nesse momento. Ela respira fundo e faz mais força. Ouço um choro alto ao longe e sei que minha sobrinha chegou ao mundo. Fico feliz pelos meus melhores amigos. E meu pensamentos são interrompidos pelo som mais linda da minha vida: o choro da minha filha. Então tudo para ao meu redor quando eu boto os olhos no meu pinginho de gente. Choro como nunca imaginei chorar.
- Nasceu. – Digo baixo e sorrio. Nem percebi que a Stella cortou o cordão que liga elas. Trago essa coisinha até meu peito e ainda sorrindo e chorando pela emoção eu converso com minha pequena.
- Oi meu amor. – Digo e ela vai parando de chorar aos poucos. – Papai te ama muito tá filha. – Digo e levanto ainda com esse serzinho no meu colo e vou para o lado da Mel e entrego para a mesma.
- Oi princesa da mamãe. – Diz Mel sorrindo para a nossa filha. Toco a mãozinha dela e ela segura meu dedo. – Ela é a coisa mais linda.
- Parece com você. – Digo olhando a miniatura da minha mulher. Ficarmos em silêncio vendo a bebê se amamentar. – Eu não acredito que eu fiz uma coisinha tão linda dessa.
- Salvatore. – Diz Mel e começa a rir.
- Que foi? – Pergunto rindo. – Te amo. – Digo e dou um beijo na cabeça dela.

Loucura em Las VegasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora