Segunda, 04 de Abril
Melissa
“Estava num jardim com o Sal, estávamos passeando de mãos dadas.
- Amor, preciso conversar com você.
- Pode dizer.
- Sei que estamos juntos a pouco tempo, mas eu não sei mais viver sem olhar para os seus olhos, então queria saber se você quer...”
Acordo de um sonho maravilhoso com um grito.
- O que aconteceu ontem? – Tenho certeza que é a voz da Maya.
- O que foi? O que foi? – Escuto alguém perguntar e logo ouço um barulho de algo caindo. – Aí. – Reclamam.
- Salvatore, vai vestir uma roupa, não quero continuar te vendo pelado. – Sal aqui comigo? – Minha cabeça parece que vai explodir.
- A minha também. – Digo me levantando da cama. E só então percebo que estou sem roupa. Vejo o Sal se levantar pelado.
O que que está acontecendo?
- Alguém pode me explicar o que aconteceu ontem? Porque eu acordei pelada ao lado do Bruno? E porque o Salvatore tá aqui contigo Mel? – Maya pergunta e a olho assustada e depois olho para o Salvatore que também está assustado enquanto se levantava.
- Amiga, eu não sabia nem que era o Salvatore comigo. Falando nisso, como assim tu acordou pelada ao lado do Bruno? – Digo pegando o roupão perto da minha cama.
- Não faço a mínima ideia de como isso aconteceu. A única coisa que eu queria entender é como a gente chegou no hotel? – Diz e tanto eu quanto o Sal a encaramos.
- Bom, eu vou pro quarto. Vou tomar um banho e acordar o Bruno. – Diz Salvatore vestindo calça da noite anterior e pegando o resto da roupa que estavam espalhadas.
- Não é preciso, eu já acordei. – Diz Bruno entrando pelo quarto apenas de bermuda de tecido.
- OK, agora vamos tentar lembrar o que aconteceu ontem? – Fala Maya. Bocejo e quando encosto a mão na boca, sinto algo gelado e olho para ver o que é e só falto ter um ataque com o que vejo: havia uma aliança dourada com uma pequena pedra brilhosa no meio em meu dedo.
- Vamos, mas primeiro eu preciso de um remédio pra dor de cabeça. – Ouço Bruno dizer, mas estou tão assustada que nem presto atenção.
- Amiga, o que foi? Você tá muito calada hoje. – Ouço a Maya dizer, mas continuo na mesma posição: sentada olhando para minha mão esquerda. – Essa não. – Ouço ela dizer em uma voz assustada. – Melissa olha. – Mesmo assustada, acabo me virando e ela aponta para os dedos dos meninos. Eles olham para nos duas sem entender nada. No dedo do Salvatore havia uma aliança identifica a minha e no dedo do Bruno havia uma aliança também só que a dele era trabalha de um jeito que eu nunca havia visto e quando olhei para a mão da Maya a aliança era idêntica.
Não pode o que eu estou pensando?
- Não é possível isso. A GENTE SE CASOU EM LAS VEGAS. – Maya dá um grito imenso. Isso só podia ser brincadeira.
- Não, não, não, não, não. – Digo levantando da cama. – A gente não pode ter se casado em Las Vegas.
- Não só pode, como aconteceu, olhem. – Diz Bruno. Formos até a mesa que fica no quarto e havia um certificado que dizia que eu era a partir de agora a senhora Pepper. Maya sai correndo.
- Eu não tô acreditando nisso. – Diz Sal. – Isso deve ser alguma brincadeira.
- Tem um certidão de casamento aqui, acha mesmo que isso é brincadeira? – Perguntei um pouco chateada, não só pelo fato de agora está casada, mas sim pelo que ele disse.
- Nos temos que investigar isso. – Diz Sal. Vejo a Maya entrar no quarto com uma cara indecifrável.
- Eu e o Bruno também nos casarmos.
- Meu Deus do céu. – Diz Bruno. Acabo por me deixar cair no chão. Bruno e Maya se senta no sofá e o Sal senta na minha cama. Um silêncio incomodante se instala no quarto. Eu não sei dizer, uma parte de mim está querendo acreditar que isso não passa de um sonho ruim, mas a outra parte está feliz porque estou casada com o homem que amo.
- Vamos fazer o seguinte, nós vamos tomar banho e ir nessa tal capela vê se eles dizem alguma coisa. – Diz Bruno. Todos nós concordamos.
- Mel, posso falar contigo um minuto? – Pede Sal. – Por favor. – Acabo concordando.
- Eu vou tomar banho no quarto ao lado, fiquem a vontade. – Diz Maya. Ela foi buscar algumas coisas dela e depois saiu.
- Acho que vou pegar uma roupa pra tomar banho por aqui, tá bom? – Diz e se levanta, apenas aceno. Ele saiu e eu fui pegar uma roupa, acabei optando por um vestido longo listrado de marrom e nude. Quando estava indo para o banheiro, ele entra no quarto. Parei na porta.
- Quer conversar agora ou depois que tomarmos banho? – Perguntei e esperei que ele disse agora, estava muito curiosa.
- Acho que depois é melhor. – Concordei e entrei no o banheiro, fiz minha higiene, me vestir e sequei um pouco meus cabelos e sai do banheiro dando passagem para o Sal entrar, mas antes disso se virou.
- Pode pedir o café da manhã? – Perguntou e acenei. Fui em direção ao telefone e pedir um café da manhã simples: café, leite, pão, queijo, presunto, geleia e algumas frutas. Pouco tempo depois, ele sai do banheiro vestindo uma bermuda jeans escura e uma camisa rosa, com os cabelos bagunça.
- Podemos conversar agora? – Perguntou se sentando na cama da Maya.
- Claro. – Me sentei ao lado dele.
- Olha, não vou mentir que não estou feliz com isso, porque metade de mim está, mesmo eu sabendo que isso é errado. – Começou dizendo aquilo que pensei mais cedo. – Eu nunca escondi de você e nem de ninguém que eu me apaixonei por você desde a primeira vez que eu te vi na casa da Maya. Lembre como se fosse ontem. – Disse e me lembrei também. Era no dia do Bruno, fizemos uma festa surpresa para ele na casa da Maya e quando ele e o Sal entraram, me encante pelo belo moreno que estava ao lado do meu amigo. – Foi raiva a primeira vista. – Disse e começou a rir e eu o acompanhei. – Nunca pensei que alguma mulher tentaria me bater com uma vassoura depois de eu roubar um beijo dela. Foi uma experiência e tanto isso. E acho que isso que mais me chamou atenção. Eu sei que posso tá fazendo errado pedir o que vou pedi, mas eu queria saber se não podemos tentar. Digo não como marido e mulher o que já somos, mas sim como desde o começo. Queria pode te conquistar e quem sabe não podemos ser marido e mulher futuramente. Se não quiser eu vou tentar entender e prometo não te incomodar mais. – Acho que estou sonhando ainda. – Assim que voltarmos pro Brasil, a gente anula o casamento e começamos do começo. – Estremeci. Anular o casamento? Eu não queria anular.
- Não quero que anular o casamento. Sei que nós não nos entendemos bem, mas eu quero tentar, eu gosto de ti Sal, mas não desse jeito que você gosta de mim. – Eu sei que poderia contar que o amo de verdade, mas sei lá, sinto que ainda não é a hora. – Eu sei que você deve tá achando estranho que eu não querer anulação do casamento, mas sei lá, sinto que isso vai dar certo, não sei como, mas sinto. Então sim, eu aceito te dar uma chance, mas não contamos nada sobre o casamento, até termos certeza que isso vai deu certo ok?
- OK. – Respondeu um um sorriso imenso e um brilho lindo nos olhos. É lindo ver isso. – Posso pedir uma coisa? – Perguntou e acenei. – Posso te dar um beijo? – Nem surpresa fiquei, já imaginava isso. Não respondi, me inclinei e o beijei. Um beijo calmo, mas muito bom. Me separei dando um selinho nele.
- Melhor do que imaginei. – Ele disse e não tive como conter o sorriso.
- Vamos tomar café? – Pergunto e me levanto. Hoje com certeza foi o melhor dia da minha vida. Eu amo esse garoto, mas não vou dizer ainda, quero ver se ele é capaz de me conquistar.
- Vamos. Temos que contar pros nossos amigos sobre a gente tentar.
- Temos que contar? - Perguntei me sentando na cadeira.
- Sim, eles são nossos melhores amigos, tem o direito de saber. – Tinha que admitir que ele tinha razão, eles ia adorar saber, e tenho certeza que a Maya ficaria chateada se eu não contasse.
- Tem razão. – Tomamos nosso café e logo seguirmos para o quarto que os nossos amigos estavam. Batemos e logo o Bruno abre com um sorrisão, ele estava com uma bermuda preta e uma camisa roxa, os cabelos bagunçados.
- Já tomaram café? – Perguntei entrando no quarto.
- Já sim. – Diz minha amiga saindo do banheiro. Ela estava linda com uma legging preta e uma camisa, os cabelos preso em um rabo de cavalo. Reparei que no seu pescoço havia o coração que o Bruno mandou fazer. Pelo jeito ele já se declarou para ela.
- Cordão novo, que lindo. – Falei e fui em sua direção.
- Bruno me deu de presente.
- Temos muito o que investigar, temos uma balada e uma capela pra ver, vamos? – Perguntou Bruno.
- Primeiro tenho uma coisa a dizer. – Disse e fui para o lado do Sal. – Eu dei uma chance pro Sal.
- Traduzindo, vocês tão ficando? – Perguntou Maya.
- Sim. – Eu e Sal juntos.
- Isso é maravilhoso. – Disse ela vindo na nossa direção e nos abraçando.
- Parabéns casal. – Disse Bruno apertando a mão do amigo e me abraçando.
- Valeu gente. Agora vamos descer. – Disse e sairmos do quarto. Pregamos o elevador e tinha um casal se agarrando, assim que eles nos viram começaram a se arrumar.
- Hi!(Oi!) – Disse os dois juntos.
- Hi! – Dizermos. Foi meio difícil segurar o riso, mas conseguimos até o segundo andar quando o casal saiu nele.
- Nunca pensei que tivesse que passar por isso. – Diz Sal rindo.
- O mais engraçado que ele saiu com a boca toda vermelha ainda. – Diz Bruno rindo.
- Vocês são demais em. – Digo rindo.
- Parem de tirar sarro do casal. – Diz Maya se acalmando. Não demorou muito e descemos no Hall do hotel.
- Vamos perguntar pra recepcionista. – Diz Bruno e todos nós concordamos. – Good morning.(Bom dia.)
- Good morning how can I help?(Bom dia, em que posso ajudar?) – Nos cumprimenta com um sorriso.
- My friends and I don’t remember anything about last night, can you tell me how we got here?(Eu e meus amigos não lembramos de nada do que aconteceu ontem a noite, sabe me dizer como chegamos aqui?)
- You guys got incredibly drunk, we thought we'd help you, but we gave up when we saw you already in the elevator. Caique, I was carrying my bags and I was asking what your floor was and you said it was the seventh and went up. He said you wrapped up your room cards, but you got in.(Vocês chegaram incrivelmente bêbados, pensamos em ajudar vocês, mas desistimos quando vimos vocês já no elevador. Caique, estava levando as malas e pergunto qual era o andar de vocês e vocês disseram que era o sétimo e subiram. Ele contou que vocês se enrolaram com os cartões do quarto, mas conseguiram entrar.) – Respondeu a recepcionista calmamente.
- But was that all? Haven't heard or seen anything strange in us?(Mas foi só isso? Não ouviu ou viu algo estranho na gente?)
- I remember your friend screaming that they were married and alone.( Lembro do seu amigo gritando que tinham se casado e só.)
- Thank.(Obrigado.) – Agradece e olha para nos três. – Pelo visto voltamos a estaca zero. – Diz um pouco cabisbaixo. Pego meu celular e olho a hora, são 12:48hs.
- Vai dar 13hs, acho melhor almoçarmos. – Digo e guardo meu celular. Todos concordam e vamos para o restaurante.
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Loucura em Las Vegas
ChickLitUm lugar onde tudo é possível, vários copos de bebidas e uma única pergunta: "O que aconteceu ontem?" Já imaginou sair solteiro e voltar casado e sem lembrar de nada do que aconteceu? Pois isso é o que acontece com os amigos Maya, Bruno, Melissa e S...
