42 - Acharam?(Bônus)

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Dois meses depois...

Sábado, 16 de Abril

Heloisa Martinez

Faz dois meses já que as minhas sobrinhas desapareceram e eu não sei o que é pior: não ter nenhuma notícia ou ver as meninas morrendo aos poucos. Nenhuma delas comem direito. Fazemos de tudo para elas terem forças, mas é difícil. Meu irmão já não sabe mais o que fazer. Dói ver os dois chorando e não poder fazer nada. Os policiais continuam investigando o que aconteceu e onde elas possam está, mas até agora nada. Não tivemos uma ligação pedindo recompensa por elas. Estamos no silêncio.
- O almoço tá pronto. Fiz uma sopa pra ela. - Digo mamãe vindo até a sala onde eu e o Bruno estamos sentados tentando ver um pouco de televisão.
- Obrigado mãe, mas acho difícil ela comer alguma coisa. - Diz Bruno desanimado. Ele levanta e vai sobe para o quarto onde ele e a Maya estão. Bruno e ela ainda estão na casa da mãe dela, mas as vezes eles vem aqui. Com muito esforço, mas vem. Não demora muito, ele desce com uma Maya desolada.
- Oi minha querida, vamos comer pelo menos um pouco? Você não pode ficar assim, você não vai querer que sua filha te veja assim não é? - Minha mãe diz e ela concorda indo se sentar na mesa e comer um pouco, o que é uma vitória.

WhatsApp On

Meu enjôo❤: Preciso falar contigo, pode me encontrar na praça?
Helô: Claro, mas é algo sério?
Meu enjôo❤: Um pouco, vem logo
Meu enjôo❤: Te amo
Helô: Te amo

WhatsApp Off

Vou até minha mãe e aviso que vou sair. Estou com medo do que ele pode me falar. Algo me diz que não é nada bom. Pego meu lindo Chevrolet Classic Cinza e vou até a praça, chegando lá, encontro Theo sentado num banco de cabeça baixa e as não juntas. Saio do carro e vou até ele.
- Theo? - Ele então levanta a cabeça e me olha triste. - Que foi Theo?
- Se senta. O que eu vou dizer agora, pode te abalar. - Diz e me sendo agoniada. - Hoje quando tava indo pra tua casa, ouvi a Melany no celular falando com alguém sobre uma venda valiosa, eu sei que é feio ouvir conversa dos outros, mas algo me dizia pra ouvir até o final essa conversa. - Suspira e passa a mão nos cabelos. - Ela falava com uma tal de Violeta sobre conseguir muito dinheiro com duas coisinhas insuportáveis. Até aí tudo bem, ela poderia tá ajudando alguma amiga, mas o que ela falou a seguir que me deixou agoniado. Ela disse que não via a hora do Bruno se separar logo da Maya, já que a filha nunca mais voltaria. Eu queria entrar e saber se ela tá ficando louca, mas eu fiquei mais assustado ainda com o que eu ouvi depois. - Suspira fundo e me olha com os olhos marejados. - Ela disse que sequestrar as duas meninas e vende-las pro exterior foi a melhor coisa da vida dela. - Diz e eu tampo a boca surpresa. - Foi a Melany que sequestrou as bebês, Helô. - Diz e abaixa a cabeça chorando.
- Eu não tô acreditando nisso. - Digo em um sussurro.
- Nem eu pude acreditar que a minha irmã fez tudo isso. Olha se quiser terminar comigo, eu te entendo perfeitamente. - Diz e olho para ele confusa.
- E porque eu terminaria contigo? Quem erro foi a tua irmã. Você não tem culpa de ter ela como irmã. Theo, eu te amo e não vai ser uma idiota que vai me fazer deixar de te amar.
- Eu te amo muito e não sabe o peso que tirou da minha costa falando assim. Fiquei com medo de você querer terminar comigo por causa dela. Mas fico feliz de que isso não interfira na gente. - Diz e me beija.
- O que vamos fazer agora? - Pergunto assim que paramos o beijo.
- Eu não faço a mínima idéia.
- Ela não pode ter feito isso sozinha. Essa tal de Violeta deve ter ajudado.
- Com certeza. - Ele fala e suspira, mas de repente se lembra de algo. - Helô, eu conheço um amigo que sabe como raquear um celular. Posso pedir pra ele fazer isso no número dela e vê o que ela esconde.
- Você não acha isso arriscado?
- Estamos falando das nossas sobrinhas, acha mesmo que eu não vou me arriscar por elas?
- Eu já disse que te amo?
- Já, mas eu amo ouvir. - Diz e me beija de novo. Ficamos mais um tempo conversando e eu volto para casa como se nada tivesse acontecido. Não posso dar falsa esperança ainda.

Dois dias depois...

Segunda, 18 de Abril

Meu celular toca em cima da cama. Saio do banho e pego vendo "Meu enjôo❤" brilhando na tela.
- Oi amor.
- Conseguir o endereço onde as meninas estão. - Diz animado no telefone. Paraliso.

Minhas meninas.

- Tu tá brincando, Theo?
- Não amor, falando sério. Agora a pouco, a tal Violeta pediu o endereço de onde as meninas estavam e a Melany passou, já mandei pro teu celular e pro celular do meu amigo, pra deixar salvo.
- Finalmente minhas meninas vão voltar pra casa.
- Nossa, eu fui deixado de fora. - Diz fazendo drama.
- Nossas meninas.
- Agora sim. Bom, como vamos fazer?
- Eu tive uma idéia, mas vou precisar de umas ajudinhas. Me encontra na casa da Liz. Tchau. Te amo.
- Tchau. Te amo também. - Desligamos e eu já sei quem eu chamo. Pego meu celular e mando uma mensagem para os meus ajudantes. Me arrumo e aviso que vou sair.

Minuto depois...

Estaciono na frente da casa da Liz. Espero que todos já estejam aí.

Mas quem são "todos"?

Já vão saber. Saio do carro e bato na porta. Quem me recebe é o Heitor.
- Oi Helô, entra.
- Obrigado. Eles já estão todos aí?
- Já sim, mas estamos todos curiosos do que se trata.
- Vamos que eu vou dizer. - Digo, vou entrando e logo vejo eles sentados: Rafa, Bryan, Liz, Valery, Cássio, Tálio, Janaína, Dandara, Marjorie, Stella, Yuri e Bento. - Obrigado a todos estarem aqui. Cadê o Theo?
- Tô aqui amor. Fui beber água.
- Ata. Então nós temos que contar uma coisa pra vocês. - Suspiro antes de começar a contar. Contamos toda a história e também contamos quem são as cúmplices da Melany.
- Eu não posso acreditar que a Gigi foi capaz disso. Me desculpa, Rafa e Liz, eu coloquei uma cobra dentro da casa de vocês. - Diz Valery com os olhos marejados.
- Que isso, Valery. Você não tem culpa de nada. - Diz Liz a ela.
- E o que vamos fazer? - Pergunta Cássio.
- Eu tive uma idéia. Theo, Heitor, Tálio e Cássio vão para o endereço que ela deu até a Violeta. Eu, Bryan, Yuri, e Janaína vamos para a delegacia dizer que talvez conseguimos um possível endereço para o esconderijo das meninas. Rafa, Dandara, Marjorie e Stella, vocês vão ficar espalhados pelas casas para distrair o pessoal para não sentir nossa falta e por favor tentem não falar nada.
- Então vamos. - Diz Tálio e se levanta.
- Eu sei que o que vou dizer, vai parecer maluco, mas depois vocês vão agradecer. - Diz Theo meio tímido. - Eu tenho armas no meu carro que eu peguei emprestado de um amigo. Minha irmã é doida, não sei do que ela é capaz e armados, temos como nos defender. - No começo todos se espantam, mas concordam. Nos despedimos deles e nos dividimos. Eu e o meu grupo vamos em direção a delegacia e depois de muita luta conseguimos convencer ele a ir no endereço e que também iríamos junto. Tudo estava dando certo.

Deus, cuida bem das nossas meninas e dos nossos amigos.

Loucura em Las VegasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora