15 - Como Vai Ser Agora?

29 1 0
                                        

Terça, 05 de Maio

Melissa

Hoje é o em que voltamos para o Brasil. Não sei bem como vai ser de hoje em diante. Me casar estava sim nos meus planos, mas só depois dos meus 24 anos. Queria ter dinheiro para fazer a festa dos meus sonhos, com vestido, véu e grinalda, madrinhas, daminhas e pajens, tudo o que eu tenho direito. Nunca imaginei casar aos 21 anos e ainda em Las Vegas.
Acordo com o alarme do meu celular e sento um corpo em baixo de mim. Abro os olhos e vejo que dormir com o Sal, de novo.
- O que tanto tu pensa? – Pergunta Sal com a voz rouca de quem acabou de acordar.
- Em tudo que aconteceu ontem. – Digo me levantando. – É difícil de acreditar nisso.
- Eu imagino, pra mim também parece que loucura isso. -Diz se levantando. Ouvirmos um barulho e nos viramos para ver Maya acordando.
- Bom dia. – Diz Maya se espreguiçando.
- Bom dia. – Dizemos juntos.
- Que horas tem? – Pergunta e Sal vai ver.
- São 10:30hs, ainda temos 02:30hs pra nós organizar pra voltar pra Belém.
- Acho melhor acordar o Bruno. – Digo olhando para o meu amigo que começou a roncar. Maya começa a balançar Bruno.
- Acordar Bela Adormecida. – Diz Maya.
- Só mais 5 minutinhos, mãe. – Diz Bruno e se vira para o lado derrubando a Maya no chão.
- Aí. – Reclama Maya ainda no chão enquanto eu e Sal rimos. – Pois tu vai ver só seu Bruno. – Se levanta e vai até o banheiro, logo depois volta com a vasilha pequena com água.
- Não acredito que tu vai jogar água na cara dele. – Diz Sal rindo um pouco.
- Não vou. – Diz tranquilamente.
- E o que tu vai fazer então? – Pergunto indo me sentar perto do Sal.
- Vocês já vão saber. – Diz molhando a cama um pouco e depois de leve molhando a calça do Bruno.

Eu não acredito que ela vai fazer isso.

- Maya, tu não vai fazer o que eu tô pensando né? – Pergunto já sabendo da resposta.
- Vou. – Diz indo no banheiro devolver a vasilha.
- O que ela vai fazer? – Sal pergunta no meu ouvido.
- Tu já vai ver. – Digo e logo a Maya volta do banheiro e fica ao lado da cama dela. Se prepara um pouco e logo olha para nos dois e da um sorriso enorme.
- BRUNO SEU FILHO DA MÃE, TU FEZ XIXI NA MINHA CAMA. – Grita altão e Bruno acorda atordoado. Estamos nos segurando com muita força para não rir.
- O que? O que? O que?
- Seu filho da mãe, tu fez xixi na minha cama. – Diz batendo com o travesseiro nele.
- Ãn? Como assim? – Pergunta é olha para a cama. – Eu... Eu... Eu não faço isso desde de criança. Desculpa Maya, eu juro que não sei como isso aconteceu. – Diz entrando em desespero e nesse momento a gente não aguente e começa a rir. – Do que vocês tão rindo?
- De ti. – Digo ainda rindo.
- Isso aí é água, não xixi. – Diz Maya rindo também.
- Ah vão se catar. – Diz Bruno com raiva e vai para o banheiro enquanto ainda rimos. – Salvatore pega uma roupa pra mim, agora.
- Ah, porque eu? – Pergunta Sal se levantando.
- Porque tu também participou. Agora a vai logo pegar minha roupa. – Diz ainda com raiva. Sal sai e eu e a Maya continuamos a rir.
- Essa com certeza foi a brincadeira mais louca que tu já fez. – Digo a ela parando de rir.
- Obrigada. Obrigada. – Diz cumprimentando como se tivesse acabado de se apresentar. – Mas mudando um pouco de assunto. Porque tu não disse pro Sal que tu gosta dele? Amor recíproco é a melhor coisa que existe.
- Eu não sei Maya. Eu só não consegui. Senti que não era o momento. O Sal tá num momento difícil com a vaca da Jessica e o pequeno Oliver e agora ainda tem essa história de casamento, é muita coisa se eu me declarasse.
- Bom, se fosse eu contava, mas como a decisão é tua, vou te apoiar nela. – Diz segurando em minhas mãos para logo em seguida me abraçar.
- Eu ainda bato no Bruno... Opa, atrapalhei alguma coisa? – Pergunta Sal entrando no quarto.
- Não. Eu que tô nervosa por voltar pra casa. – Diz Maya indo até a sua mala ver uma roupa.
- Calma amiga. São só três meses. Depois você é uma mulher solteira de novo. – Digo a ela e me sento na cama.
- Eu sei, é só... – Ela dá uma pausa e suspira. – Eu não queria ter que esconder um segredo da mamãe. Sempre conto tudo pra ela. – Volta para cama com uma roupa e a toalha.
- Eu sei amiga, mas o que tu prefere: esconder que se casou acidentalmente com o Bruno ou ouvir ela falar que ele é o melhor genro que já teve?
- Acho que um segredinho não faz mal a ninguém. – Diz fazendo careta.
- Cadê a minha roupa, Sal? – Grita Bruno do banheiro. O mesmo se levanta e entrega a roupa e a toalha do amigo. Continuamos a conversar sobre várias coisas até o Bruno sair com uma calça jeans e uma camisa azul com uma caveira nela e os cabelos bagunçados.
- Eu sou a próxima. – Diz Maya correndo para o banheiro. Depois de uma hora estamos todos indo para o restaurante tomar café, eu com uma saia jeans e uma camisa de rosa com renda branca no ombro, a Maya com um vestido colado no busto e solto na cintura nas cores vermelho e preto, e o Sal com uma bermuda marrom e camisa cinza. Acabamos por tomar somente o café, pois logo iríamos almoçar para depois voltar para a nossa casa. Decidimos andar um pouco e formos numa praça.
- E como fica a história da paternidade, Sal? – Pergunta Maya.
- Eu vou fazer o teste às 09:30hs. Nós vamos chegar 02hs, vamos dormir quase 03hs, acho que dá tempo de dormir um pouco.
- Mas já tá rápido? – Pergunta Bruno.
- Sim, não quero demorar muito pra fazer. E eu queria que tu fosse comigo, Mel. – Diz e pega minhas mãos.
- Eu? – Pergunto surpresa.
- Sim, mas só se tu quiser, é claro. Eu só imaginei que tu pudesse me apoiar.
- É claro que eu vou. – Digo indo segurando na mão dele.
- Meu Deus do céu. – Olhamos para a dona da voz, Maya, e a mesma está tampando a boca olhando o celular. – Olha o que achei. – Diz e vira o celular, nele tem uma foto dela, do Bruno e do Elvis.
- Onde tu achou isso? – Pergunto já procurando meu celular. Vejo que os meninas também estão procurando os deles.
- Tava atrás de alguma foto nossa na balada e achei isso.
- Eu também tenho. – Diz Sal e mostrar para nós, a mesma foto só que conosco.
- Apaga essa foto. Ninguém pode ver isso. – Digo me levantando e indo terminar de arrumar a mala.
- Eu vou deixar a nossa, ninguém mexe no meu celular. – Diz Sal. – Se caso vocês quiserem guardar essa, me envia que eu guardo.
- Eu posso ter essa foto, Maya? – Pergunta Bruno.
- Pode, vou mandar pro Sal, ok?
- Uhum.
- Se caso descobrirem, eu te mato, Salvatore Pepper. – Digo largando a mala já pronta e indo me sentar ao lado dele, que me abraça pela cintura.
- Calma que ninguém vai saber, se caso as pessoas souberem que nos casamos, será comemorando com a gente na nossa festa.
- Uou. – Diz Maya e Bruno e depois começam a rir.
- Acho que tu já tá sonhando muito. – Digo rindo.
- Quem sonha um dia realiza.
- Bom, acho melhor a gente ir almoçar. Nosso vôo sai daqui 45 minutos. – Diz Maya olhando o celular.
- Vamos. – Diz Sal me soltando e levantando da cana assim como os outros. Descemos e comemos um almoço não muito pesado, pois pegaríamos um vôo de oito horas. Depois que acabamos, pegamos nossa malas e seguimos para o aeroporto, pois já era 12:45hs.

Flight 107 to Pará immediate departure

- É o nosso. – Digo me levantando.
- Já avisei a mamãe que estamos no vôo e ela vai avisar o resto do povo. – Diz Maya.
- Espero ficar no mesmo quarto de sempre lá em casa. – Diz Sal.
- Porque? – Bruno perguntar.
- Porque no guarda roupa tem um fundo falso que dá pra mim esconder as coisas até voltar para o meu apartamento. – Diz e entramos todos no avião, formos igual na ida: eu e Sal, Bruno e Maya.
- Vamos ver um filme? – Pergunta Sal.
- Claro. – Digo e assistimos vários filmes durante a viagem.

Loucura em Las VegasHistórias para pegar e não largar. Descubra agora