Capítulo Catorze

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OI, OI!

Confira se já leu os capítulos 12 e 13, okay?

VALENTINE'S ULTRAPASSOU 11K DE LEITURAS EU TO SURTANDO AAAAAA obrigada

Certo, eu nunca aviso mas dessa vez será preciso: preparem o coração de vocês.

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Louis W. Tomlinson

O bater de asas frequente é uma das coisas que mais gosto de casa. E por casa, quero dizer o Reino de Erotes, o único lugar ao qual pertenci por muitos séculos.

O som característico dos cupidos voando de um lado para o outro é extremamente reconfortante e me parte o coração pensar que em breve serei afastado dele para sempre. Se eu pudesse voltar no tempo e me repreender, para que não fosse tão negligente, não sei se o faria. Pois, por mais que me doa ser afastado do único mundo que conheci como lar, me doeria infinitamente mais não ter tido o tempo que tive com Harry Styles.

O arrogante advogado me presenteou com muito mais do que jamais imaginei, sua amizade é uma das coisas que me lembrarei enquanto eu viver. Então, despedir-me dele doeu de forma imensurável e eu sentiria saudades a cada segundo — e, assim que eu perdesse minha imortalidade, cada segundo valeria ouro.

Meu peito doía, também, ao me lembrar de que em breve eu estaria sozinho no mundo, fadado a me adaptar a uma vida diferente, e talvez eu nunca o faria completamente, pois é impossível substituir minha família. Não sei exatamente quais regras se aplicam a Cupidos banidos, além de não poder retornar à Erotes, então não faço ideia se poderei manter contato com meus familiares.

Com a minha sorte, a resposta para isso provavelmente é não.

Minha mãe apertava minha mão com força, mas eu não questionava ou reclamava, pois eu não me encontrava menos aflito. Meu pai e meus irmãos nos cercavam, nervosos, e vez ou outra algum Cupido curioso passava nos olhando — muitos desses desviavam seus caminhos com esse único propósito.

Eu me sentia em um velório com todas aquelas atenções sobre mim, sob todos aqueles olhares piedosos e rostos desanimados. Não sabia se me sentia um amigo do falecido ou o próprio defunto.

Apesar de ter me preparado para essa situação, desde que percebi que não tinha muita escolha, não me encontrava pronto, não estava nem mesmo perto disso e aqueles olhares de pena não me ajudavam.

Nicholas era o único que me encarava com um sorriso sereno, ele estava em pé do outro lado do corredor. Ele não demonstrou reação nenhuma ao ser chamado quase 24h antes do horário previsto para o prazo acabar. Inclusive, parecia já estar esperando por isso. Aparentemente, o único surpreso com a minha decisão fui eu.

Após o curto e breve beijo que troquei com Harry — que não passou de um encostar rápido de lábios frios por causa do sorvete — eu percebi certas coisas às quais deveria ter percebido antes. E, com todas essas coisas, um plano finalmente surgiu. Plano esse que estava longe de ser o ideal, não chegava nem mesmo a ser bom, mas era uma esperança que eu não tinha antes.

O Conselho me enviou em uma missão fracassada, então fracassei e após conhecer todos os detalhes optaria por desistir, de todo modo. Eu não entendo os motivos, não tenho nem provas de que eles podem ter sido corrompidos (na verdade, nem sei se estão), mas abri meus olhos para muitas coisas. Muitas mesmo. A primeira delas é que não somos tão diferentes dos humanos.

Eles tem um tempo de vida mais curto, mas quando se trata de egoísmo somos exatamente iguais. Eu sou a prova disso. Brinquei com os sentimentos das pessoas, desrespeitei meus pares no processo e os ensinamentos de meus tutores: então, não, eu não sou melhor que nenhum dos humanos.

Valentine's Day [Larry Stylinson]Onde histórias criam vida. Descubra agora