Capítulo 38

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Capítulo Narrado Por Ludmilla.

- Quem é o bebê da mamãe? Quem é? - Pronunciei fazendo uma voz fina.

- Sabe que é ridículo você fazendo isso, né? - Questionou brunna me olhando com descrença. -

Dei um beijo no capô da minha nova BMW, eu havia chamado brunna para me acompanhar até a concessionária, eu queria lhe dá um carro de presente, mas como ela recusou a aceitar, resolvi comprar uma BMW para mim, já estava ali mesmo.

- Está com ciúmes da minha bebê? - Retruquei acariciando meu novo automóvel. Minha mulher rolou os olhos, ela estava tão linda essa manhã, a roupa dela não era de marca, e tão pouco estava de saltos ou com uma maquiagem bem delimitada.

Brunna não precisava de nada disso para ser linda. Trajava uma calça jeans que possuía um rasgo intencional nos joelhos, uma blusa de alcinha preta e por cima um cardigã de franjas branco, nos pés um all star preto, o rosto contava apenas com um rímel nos cílios, seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo onde alguns fios estavam soltos. Simples feat linda.

- Não, eu não vou ficar com ciúmes de um carro. - Declarou toda cheia de si, o barulho dos saltos ecoando sobre o piso devidamente polido anunciaram a chegada da vendedora.

- Tudo certo Ludmilla, vamos assinar os papéis?

Convidou com um sorriso. Maya era a bela funcionária que nos acompanhava na venda, uma mulher negra linda, com seus cachos bem definidos e compridos.

- Com certeza. Amor, você tem certeza que não quer um carro? Aquele seu já está na hora de trocar... - Insistir mais uma vez.

- Não, eu comprei ele com meu dinheiro e tenho muito orgulho.

Sorri para a atendente e fui até minha namorada, fazia dois dias que ela não tinha notícias do seu pai, ele estava passando uns dias na casa de Jerry, e se recusava a falar tanto com a filha, quanto com a esposa e isso a deixava triste.

- Eu sei minha vida, mas é um presente que queria te dá... - Respondi segurando seu rosto nas mãos.

- Eu agradeço Bu, mas não quero... - Suspirei e aproximei meus lábios dos seus deixando um selinho singelo.

- Eu te amo. Vai ficar tudo bem. - Sussurrei colando minha testa na sua.

- Eu te amo e espero que sim. - Disse de volta com um sorriso fraco.

[...]

- Amor come. - Pedi comendo meu macarrão com molho campestre. Depois da concessionária que levou boa parte da nossa manhã, levei ela para almoçar.

- Eu tô sem fome. - Disse olhando seu risoto de frango.

- Mas você não tomou café, só comeu aquele doce horrível... - Brunna passou a língua nos lábios.

- Nossa você falou e deu vontade, será que eles vendem aqui? - Fiz uma careta:

- Não, ainda bem! Você precisa se alimentar direito, depois fica doente e aí o que eu faço?

- Me leva ao médico? - Rebateu rindo com a língua entre os dentes. Rolei os olhos:

- Eu quero te vê bem, passear e passar a noite com você em lugares mais atrativos que um hospital.

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