O meu domingo foi agitado. Bocejo um pouco, estou exausto. São quase duas da manhã e estou morrendo de fome. Esqueci de passar em alguma lanchonete e pedir algo. Sorte que o Delivery da esquina me salva. Aqui estou na frente do apartamento depois de cobrir um evento de cinema importante e tocar no Sung. O restaurante do Justin Parede. Atè que não esta ruim cobrir as fèrias do pianista. Ganhei quatrocentas pratas, bom.Está frio e eu entro na recepção do prédio. Observo o quadro de avisos, o qual eu apelidei " quadro de reclamações da Sophia." Vejo uma pequena propaganda de faxinas. O meu casulo está precisando de uma limpeza, contratar alguém è algo que me ajudaria. Minhas finanças esse mês não estão no vermelho. Eu deveria limpar, mas sem paciência.
Puxo o número do telefone e vejo o nome da faxineira: Elizabeth Bennet.
Seria aquela Lizzie?Aquela vizinha pertubada?
Descubro que sim pela a sua localização. Hm, curioso o seu nome ser Elizabeth Bennet, justamente a protagonista de Orgulho e preconceito. Que coincidência, o meu pai iria adorar conhece-la.
Eu preciso de alguém para limpar. Divago comigo mesmo sobre chamá-la para limpar. O que ela faz da vida?Nunca perguntei, acredito porque não me interessa.
O meu entregador aparece com a minha comida, hoje è indiana. Curry e mais curry.
Recebo uma mensagem da minha irmã e uma foto.
Ela está em Santorini, uma ilha grega.
" Lembro da nossas fèrias quando você tinha quinze."
Eu também recordo.
"Queria que estivesse aqui Oliver. Estaríamos nos divertindo."
No momento não é possível. Um dia.
" Não te entendo mesmo. Pegue a sua herança, volte a advogar (você è bom nisso) vai viver. Você jà està há tanto tempo vivendo nessa sua vida que não o leva a nada."
Estou bem Angelique. Este mes nao estou no vermelho. Comemore.
" Ingressos para balada são caros Oli. Aliás, nao esta tarde ai?Deixa-me adivinhar. Veio da balada."
Trabalho, estou morto, mais tarde falarei com você.
"Te amo."
Também te amo maninha e não caia nas conversas do gregos.
"Ah. Eles são maravilhosos."Apenas sorri.
☼♫
Duas da tarde e o Scooby me acordou — abençoado seja o gato.
— Merece um atum Scooby. Não sei se tenho alguma lata no armário.
Abro e vejo que não tenho e nem salmão. Anos se passaram e eu não adaptei parte dos meus gostos sofisticados ao meu estilo de vida atual. — Estarei te devendo amigo.
Ele mia.
— Carne enlatada? — ele não protesta e eu espero que ela não tenha uma infecção alimentar. Lizzie me mataria.
Por falar na esquizofrênica.
Pego o numero dela ou seria melhor ir na casa dela e perguntar sobre os serviços.
— O que me diz Scooby? — ele está comendo satisfeito. Digito o número dela e chama.
Abro a geladeira e noto que tenho que fazer compras.
"Alô !"
— Elizabeth Bennet? — ela confirma. — Vi o seu número e que estava disponível para faxinas.
Eu juro que ouvi um gritinho.
"Sim, estou."
Faxinaria um apartamento pequeno, um quarto, open space e banheiro. Quanto cobraria?"Cobro por horas. Quinze dólares a hora."
Olho o meu apartamento, acredito que nao passa de umas três horas para organizá-lo — ou menos.
— Ok. Você poderia vir ao meu apartamento?"Aonde você mora? endereço e nome."
— 4th Avenue, prédio Paradise ville.
"Eu moro nesse prédio. — pelo o seu tom de voz, ela está surpresa. "Qual o seu nome?"
Hunt. Oliver Hunt. 62,a.
Juro que menos de alguns segundos eu escuto batidas na minha porta.
Scooby está miando no lado de fora. Acho que ele sabe do perigo que está por vir. Respiro fundo e abro a porta.
— Faxineira express.
— Vai para o inferno. — ela diz falando ao telefone. — Quer tirar com a minha cara?
— Não precisa falar no telefone Elizabeth, eu estou na sua frente. Então o Lizzie è de Elizabeth, quem diria.— digo e juro que não uso o deboche. — E não, eu preciso de alguém para arrumar o meu apartamento.
— Logo eu.
— Vi o seu aviso. Poderia ser de qualquer um.
— Diz que è brincadeira.
Eu escancaro a minha porta. — Olhe o meu reino. — mostro o meu apartamento. — Preciso de alguém, mas se nao quiser, eu procuro outra pessoa de bom coração.
— O que o Scooby está comendo? — ela corre em direção ao gato.
— Carne. — que não esteja vencida.
— Filè mignon! Puta merda, você dá filè mignon ao gato?
Coço meus olhos e olho para a lata. Estou tão pasmo quanto ela, que bosta. O gato está comendo a minha última refeição decente.
— Ele gosta. — estou inconsolável.
— Por isso ele nao quer comer mais ração. Agora o entendo.
Solto um risinho de lado.
— A faxina Lizzie, foco na faxina.
Ela olha o meu apartamento e pelo o julgamento de seu olhar, o meu apartamento è um chiqueiro.
— Como você consegue trazer mulheres para essa pocilga?
Eu adoraria dizer: bebadas, madrugada e nessa hora elas não se importam com nada. No entanto, uso a cautela, Lizzie è feminista.
— Meu sotaque britânico.
Ela revira os olhos.
— Irresistível para algumas. — tusso cortando o assunto. — Aceita faxinar?Te pago o que pediu. — enfio minhas mãos nos bolsos e aguardo sua resposta.
— Preciso do dinheiro.
— Quase como fazer pacto com o diabo, não è?
Ela olha para o Scooby que terminou a sua belíssima refeição. Estou tão triste quanto Lizzie pelo o filè comido.
— Se esse gato não comer mais ração, te cobrarei o filè mignon. Eu não posso sustentar um gato com gostos refinados.
— Prometo dar apenas salsicha nacionais.
Lizzie me encara cètica.
— Sabe que gatos não comem isso.
— Pode faxinar amanhã pelas dez? — troquei de assunto antes que vire uma guerra nacional.
— Amanhã posso, porém tenho sempre espaço disponível pela manhã apenas na sexta.
— Ok.
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Out from under(Completo)
RomancePara Oliver Hunt, ser solteiro é uma questão de necessidade. Marcado por uma decepção amorosa encontra em Los Angeles uma forma de recomeçar. Embora faça jus a fama de canalha, nunca prometeu as mulheres com que se relaciona algo além de uma noite...