"Amor de Peso" é um romance envolvente ambientado na calorosa cidade de Manaus, no Amazonas. A história acompanha as lutas e os triunfos de Yuri, um jovem desajeitado e inseguro que se muda com a família para Manaus. Gay e constantemente alvo de jul...
Vou ter uma conversa muito séria com o Diogo, mas espero que tudo fique bem. Já a minha história com o Zedu, bem, isso é um capítulo à parte. A Alicia tomou para si a missão de cuidar dele, ou seja, o Yuri não tem espaço.
***
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Minhas mãos tremiam, mas eu não sabia se era por causa do frio ou do peso da conversa que acabara de ter com Diogo. Sempre prezei pela honestidade, e por isso, mesmo sem nunca ter assumido um compromisso sério com ele, senti que precisava ser sincero.
— Eu não quero mais, Diogo. Não é justo com você. Eu preciso ficar sozinho.
Diogo me encarou por alguns segundos antes de soltar uma risada amarga.
— Sozinho? Você acha que eu não sei, Yuri? É o Zedu.
Desviei o olhar, sentindo um aperto no peito. Sim, havia outro. Havia Zedu. Mas não era simples assim.
— Não tem ninguém, Diogo — respondi, tentando soar firme. — Eu só quero focar em mim.
Diogo respirou fundo, os olhos brilhando com algo entre raiva e decepção.
— Seja lá quem for, espero que valha a pena.
***
Ok. Depois de quase morrer em uma floresta e decepcionar alguém que eu gostava muito, decidi fazer uma lista de prioridades. A primeira coisa era fazer uma dieta, afinal, precisava emagrecer para ter mais controle sobre o meu peso. Em segundo lugar, melhorar minhas habilidades de primeiros socorros. Em terceiro, beijar a boca do Zedu que, mesmo com o pé enfaixado, continuava lindo demais.
A gente aproveitava cada minuto a sós para fazer aquilo de que todo jovem gay gosta. A partir daquele momento, passei a perceber alguns detalhes sobre o José Eduardo, como, por exemplo, a respiração ofegante dele entre os beijos ou o gosto de balinha de menta que ele deixava na minha boca.
Durante os beijos, o Zedu gostava de acariciar minhas bochechas; ele adorava quando elas ficavam vermelhas. Confesso que nem todos os nossos encontros eram românticos — a maioria acontecia em alguma sala vazia ou no banheiro —, mas, para mim, era sempre prazeroso.
— Já sumimos por tempo demais. — Falei, quase empurrando o Zedu, mas o segurei ao lembrar do seu pé machucado. — Desculpa.
— Tudo bem. Eu sei que é perigoso. — Zedu concordou antes de se afastar e olhar no espelho.
— Zedu, eu só não quero ser apenas mais uma transa para você.
— E quem disse isso? — Ele perguntou, tocando na minha bochecha direita.
— Ninguém, Zedu, mas olha a nossa situação. Temos que esperar ninguém estar por perto para curtir. — Tentei ponderar meu tom, mas o banheiro fazia muito eco.