Capítulo 20

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POV/ Maria Eduarda

Finalmente sinto seus lábios macios tocarem os meus. É como se eu tivesse esperado uma eternidade pra que isso acontecesse, pra eu finalmente ter a coragem de beija-la...e que beijo! Poderia facilmente dizer que foi o melhor beijo de toda minha vida. Suas mãos em minha cintura dando um ar de posse, me levando a loucura toda vez que me puxava mais pra si. Como vou conseguir não me render pra ela agora?

Ela corta o beijo e por um instante pensei em protestar, mas ela faz uma careta de dor então me preocupo. Ela se afasta mais de mim saindo do nosso esconderijo e se encosta na parede da frente, se curva com a mão na cabeça. Será que ela está sentindo alguma dor na cabeça?

- Lou, você está bem?- pergunto e sua expressão de dor se desfaz, ela levanta lentamente e parece já está se sentindo melhor.

Ela se vira e me olha, por um instante não à reconheço, seu olhar está frio e todo seu corpo está tenso. É como se toda sua doçura tivesse desaparecido e agora só existe uma Louise, fria e destemida.

- Não poderia está melhor.- diz com uma voz firme e meu corpo se arrepia me fazendo lembrar do que aconteceu à minutos atrás.

- Sobre o que aconteceu ant...

- Vamos, eu vou te levar pra casa.- diz me cortando e sai me deixando pra trás.

Ok, acho que ela não quer falar sobre isso. Será que eu deixei ela confusa? Se bem que quando nos beijamos ela parecia ter muita certeza do que estava fazendo. Acho que a única confusa aqui sou eu.

Sigo ela até o estacionamento e entramos em seu carro. Ela nem implicou comigo por causa do cinto...estranho.

Chegamos em frente a minha casa um pouco mais rápido do que o comum e em nenhum momento durante o caminho ela olhou pra mim. Ela está muito estranha, queria poder perguntar se ela ficou assim por causa do nosso beijo e se isso vai estragar nossa amizade que mal começou.

- Você está bem mesmo?- reforço a pergunta esperando uma resposta um pouco mais concreta.

- Sim, tenho certeza.- diz me olhando pela primeira depois que entramos no carro.

Queria acreditar em suas palavras, mas seus olhos que antes estavam tão decididos agora parecem perdidos. Queria poder saber o que se passa em sua mente e ajudá-la a se encontrar novamente, mas a única coisa que faço é abraça-la. Me estico em sua direção e à abraço, ela depois de alguns segundos me envolve de volta me apertando. Não sei quanto tempo durou o abraço, me afasto e a olho, mas ela fixa seu olhar pra frente.

- Me manda mensagem quando chegar.- digo e ela apenas assente com a cabeça.

Saio do carro e ela dá partida saindo com o mesmo. Solto um longo suspiro e entro em casa dando de cara com meus pais que estão sentados no sofá provavelmente à minha espera.

- Filha! Vamos conversar.- papai diz se levantando, vindo até mim e mamãe faz o mesmo.

- Eu não tenho o que conversar, tudo já ficou muito claro pra mim. E tudo bem. Vocês podem ter desistido de procurar por ela, mas eu nunca vou parar de tentar encontrá-la.

- Duda, nós jamais desistiramos da sua irmã...nós só estavamos cansados de sofrer por nunca ter conseguido nenhuma resposta sobre o paradeiro dela.

- Minha irmã pode está por aí mãe, em algum lugar esperando que a gente à busque...imagina o quão decepcionada ela estaria se soubesse que não estamos mais fazendo nada para trazer ela de volta pra casa?

- Nós nem sabemos se ela está vi...

- Não termina essa frase!- o corto.- Eu não acredito que vocês possam ser tão frios ao ponto de perder a esperança de achar uma filha.- digo e limpo as lágrimas em meu rosto.-...como eu disse, vocês fazem o que vocês quiserem...mas quando eu encontrar a minha irmã, eu vou dizer quais foram as suas decisões e tenho certeza que ela não ficara nada contente com isso.

Um Olhar DiferenteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora