Capítulo 16

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POV/ Maria Eduarda

- Nã-não, a gente só estava conversando.- Louise diz agora em uma distância considerável e tudo o que eu queria era abrir um buraco e enfiar minha cabeça dentro. O que acabou de acontecer!!?? Eu e a Louise quase nos beijamos!!? E a iniciativa foi dela! Ok. Eu preciso me acalmar e tentar não transparecer minha euforia.

- Maria Eduarda, como é bom te vê aqui. Vejo que você e a Lou ficaram amigas.- diz e vem em minha direção me dando um aperto de mão.

- Posso dizer que sim?- pergunto ainda desnorteada olhando pra Lou e ela sorri.

- Porque não?- diz e não consigo esconder meu sorriso por mais confusa que eu ainda esteja.

- É muito bom saber disso então. E como está seus pais?- pergunta e eu prendo o maxilar com força.

- É..Pai, o senhor ia dizendo que precisava de algo?

- Ah, sim! Eu queria conversar com você sobre ontem. A Sam me disse que você se lembrou da April...

- É, só do nome dela.- agora ela está com a cara fechada, parece não gostar muito desse assunto.

- Tudo bem, como você está com visita então podemos adiar essa conversa pra mais tarde. Ok?

- Ok.- responde seca, olhando pra baixo.

- Agora eu preciso voltar para a empresa e talvez não poderei voltar pro almoço, mas eu falei com sua mãe e ela disse que vem.- ele diz pra Lou e ela revira os olhos.- A noite conversamos.- ele termina de falar e vai até ela lhe dando um beijo em sua testa o que eu achei muito fofo.

- Tudo bem.

- Duda.- ele se vira pra mim.- Novamente foi muito bom revê-la aqui. Espero que venha mais vezes.

- Pode deixar Sr.Peterson, também foi muito bom revê-lo.- digo e ele sorri, se vai e nos deixando a sós novamente.

O silêncio é constrangedor, apenas nos encaramos esperando que uma das duas diga algo. Queria muito perguntar o que tinha rolado antes de seu pai chegar e o que mais iria acontecer se se o mesmo não tivesse chegado.

- Então...Onde está a Sam?- pergunto quebrando o silêncio.

- Na faculdade imagino...Pensando bem, eu ainda não à vi hoje, e não é de seu costume sair tão cedo.- ela diz pensativa.

Derrepente ela vai até uma porta que tinha ali na cozinha que dava acesso ao fundo da mansão.

- Marcos!!- ela grita.- Marcos!!- grita novamente e agora eu posso ver. o mesmo homem que nos trouxe pra sua casa uma vez, imagino ser o motorista.

- Sim senhorita?- ele pergunta assim que chega.

- Você viu que horas a Sam saiu hoje? Talvez ouviu o barulho do carro.

- A Srt. Samantha saiu hoje bem cedo, e foi eu quem a levei.

- Estranho, a Sam nunca sai tão cedo pra faculdade e sempre vai com o carro dela.

- Na verdade...ela pediu pra que eu à deixasse na casa de uma amiga antes e que de lá ia pra faculdade. Falando nisso tenho até que ir buscá-la daqui a uma hora.

- Hm...Obrigada Marcos, mas pode deixar que eu e a Duda vamos buscar a Sam.

- Como quiser senhorita.- ele responde acenando com a cabeça e sai.

- Estranho...Porquê a Sam saiu hoje tão cedo e ainda foi pra casa de uma amiga?

- Talvez tenha sido porquê tinha que terminar algum trabalho.- digo.

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