XXVIII

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Annie

Acordei, passei a mão pela minha cama e senti o cheiro dele, logo me recordei do que acontecera aqui nessa cama aqui nesse quarto, cobri meu rosto ao relembrar do que ocorreu.

Vesti uma roupa mais quente e desci para a cozinha, deduzi que ele estaria lá, se não estivesse, eu faria um café da manhã bem gostoso para nós dois. Chegando no local vejo um Poncho todo desastrado mexendo nos armários, me encostei no batente da porta, cruzei o braço na altura do peito e o observei achando graça.

- Você parece uma barata tonta sabia? – Falei rindo, anunciando minha presença, ele estava bem perdido andando de um lado para outro na cozinha e ele não percebeu que estava ali.

- Bom dia amor. – Disse ele, me dando um selinho demorado.

- Você me chamou do que? – Olhei atônita para ele, meu coração dava cambalhotas de alegria.

- De amor. Não gostou? – Falou desapontado.

- Claro que gostei, na verdade amei. – Vi seus olhos verdes brilharem. – Vem, vou te ajudar com o café. – Preparamos a refeição arrumamos a mesa e sentamos, não deu cinco minutos e a campainha tocou. – Pode deixar eu atendo. – Falei levantando do banco.

Atendi a porta e vi que era Cordélia, cedo do dia. Ela me olhou de cima abaixo e lançou um sorriso malicioso.

- Você transou. – Não precisava dizer nada, ela já me conhecia só de olhar. Senti minhas bochechas corarem e eu concordei com a cabeça. – Sua safadinha! – Exclamou ela, dei passagem e fomos direto para a cozinha. – Oba1 Café da manhã! – Falou com um belo sorriso.

- Você já não comeu em sua casa? – Questionei-a, em tom de brincadeira.

- Já, mas sabe que não recuso uma boca livre. – Deu uma piscadela para mim, neguei com a cabeça sorrindo.

- Então... – Falou Cordélia. – O que o casal de pombinhos fez ontem à noite sozinhos? – Eu queria enfiar a cabeça dela no prato de torradas dela, sim Poncho fez torradas com geleia de morango, pela primeira vez na vida o vi ficar com vergonha. – Ahh qual é, eu sei que vocês transaram, olha a cara de bobos apaixonados. – Queria que um cratera se abrisse de baixo de meus pés e me engolisse, na fila do filtro das palavras, minha amiga passou longe.

- Sim, nós tranamos. – Falei. – E foi melhor noite da minha vida. Satisfeita? – De canto de olho vi Poncho abrir um enorme sorriso, sei que ele também acha o mesmo. Com o passar das horas, meus pais voltaram do hospital, então eu, Poncho e Cordélia fomos fazer uma visita.

Depois de alguns dias cá estou eu na Universidade novamente, não vou dizer que eu e Poncho transamos esses dias, nós conseguimos dar uma rapidinha, deu na minha cabeça que queria tranzar no hospital, pois assisti um episódio de Friends em que a Monica e o Chandeler, queriam ter um filho e resolveram tentar no hospital, mas fomos interrompidos por uma enfermeira, saímos de lá e nos escondemos no armário do zelador, e lá demos nossa rapidinha básica de todos os dias. Acho que ele me viciou nessa questão.

- Vai, conta como foi passar as festas na presença do capitão? – Me perguntou Maite. Ela, Dul e Zora estavam em meu quarto, foram até lá quando cheguei de vigem.

- Aii meninas foi muito bom. – Falei com um tom de malícia nos lábios.

- Safada vocês transaram! – Constatou Zoraida. – Conta tudo! – Então contei para elas tudo o que aconteceu nesses últimos dias, elas vibraram a cada detalhe e elas por sua vez me contaram o que fizeram nessas semanas de férias de fim inverno.

- Meninas, acho que está na hora de irmos dormir. – Se pronunciou Dulce Maria. – Amanhã começa tudo de novo. – Assentimos e cada uma foi para seu quarto.

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