XVII

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Annie

- Não sabia que seu amigo cantava e tocava. – Disse a Chris quando sentamos em um banquinho, na mesma praça em que estava com Kuno, porém o ar estava mais gélido.

- Ahh! – Exclamou meu amigo. – Então, sabe aquele clichês adolescentes? – Assenti com a cabeça – Ele é puro um. – Rimos ao final. – Mas não é isso o que você queria falar comigo.

- Não era sobre isso. – Suspirei tentando encontrar palavras para falar com meu amigo, sobre o assunto. – Ok... Não vejo outro jeito de te perguntar. – Fiz uma pausa. – O que se passa entre você e Aaron? – Ele me encarou mas logo abaixou a cabeça. – Chris... Por favor fala comigo, sou sua amiga, abre esse coração para mim. – Enquanto falava meu dedo indicador tocou o lado esquerdo do seu peito, ele suspirou pesadamente e olhou para o horizonte.

- Eu estou saindo com ele, mas não é como amigo. – Mais uma pausa longa. – Eu acho que gosto dele com intensidade, sabe? – Concordei. – Eu gosto de estar com ele, estar junto dele e ele beija bem para um caralho. – Arregalei meus olhos.

- Chris, se vocês quiserem se assumir, a hora é agora, eu vejo vocês juntos e isso me deixa feliz, mas precisa partir das duas partes. – Ele concordou comigo. – E eu acho que ele também é caidinho por você. – Falei e dei meu melhor sorriso, Chris me encarou e esboçou um sorriso de canto.

- Annie, você é a melhor amiga que alguém poderia ter, o cara que tiver você como namorada, será o mais sortudo do mundo. – Olhei para ele séria. – Opa! Acho que isso soou muito machista. – Disse com as duas mãos tampando a boca eu ri da situação.

Depois de nossa conversa, eles finalmente se assumiram para todos, mas nem todo mundo aceitava isso, inclusive alguns membros do time que começaram a se afastar de Chris e não faziam passes para ele.

Por conta disso, o time de Stanford de futebol americano, perdeu os três primeiros jogos da liga nacional, mas no jogo contra Harvard, Poncho deu uma dura neles e mais três jogos foram vencidos, contra os times de Yale, Columbia e Princington.

A estação mais gelada do ano dava seus sinais de vida, pois estávamos no fim do outono e isso quer dizer que a época mais mágica estava por vir e assim, o fim das aulas. Com o término delas, viriam as finalizações da primeira rodada dos debates entre as universidades, que nós da US nos saímos muito bem, minha dupla era Alfonso e nos dávamos bem fazendo isso, mas ainda não tinha aceitado seu convite para o café. Então nos encontrávamos na biblioteca para estudarmos os temas para os próximos debates.

Hoje, finalizei uma prova e o professor estava liberando quem já tinha terminado a avaliação, então encontrei Alfonso no corredor com um...

Aquilo era um violão? Sim, aquilo era um violão.

Minha mente respondeu meu pensamento, cheguei mias perto dele e o indaguei:

- O que faz aqui Herrera?

- Eu vou me apresentar para você. – Disse ele e eu arregalei meus olhos.

- Por favor não, eu preciso estudar para o próximo exame. – Droga ele já estava dedilhando algumas notas no violão.

[Música on – Introucing me – Camp Rock 2: The Final Jam]

I'm good at wasting time
I think lyrics need to rhyme
And you're not asking
But I'm trying to grow a mustache – Soltei uma risada nasalada

I eat cheese
But only on pizza, please
And sometimes on a homemade quesadilla
Otherwise it smells like feet to me

And I, I really like it
When the Moon looks like a toenail
And I love it when you say my name

- Poncho, tenho que estudar. – Tentei desviar dele, mas foi em vão

If you wanna know, here it goes, gonna tell you this
Part of me that shows
If we're close gonna let you see
Everything
But remember that you asked for it

I'm trying to do my best to impress
But it's easier to let you
Take a guess at the rest
But you wanna hear what lives in my brain, my heart
Well you asked for it

For your perusing
At times confusing
Slightly amusing
Introducing Me

Do-do do-do-do-do-do
Do-do do-do-do-do-do
La-da-da-da la-da-da-da-da-da-da-da-da

- Poncho... – Falei para ele e nada de me dar espaço.

I never trust a dog to watch my food
And I like to use the word Dude as a noun or an adverb or an adjective
And I, I've never really been into cars
I like really cool guitars and superheroes
And checks with lots of zeros on them
I love the sound of violins and making someone
Smile

If you wanna know, here it goes, gonna tell you this
Part of me that shows
If we're close gonna let you see
Everything
But remember that you asked for it

I'm trying to do my best to impress
But it's easier to let you
Take a guess at the rest
But you wanna hear what lives in my brain, my heart
Well you asked for it

For your perusing
At times confusing
Possibly amusing
Introducing me

Well, you probably know more than you ever wanted to
So be careful when you ask next time

- Poncho eu realmente preciso ir. – Disse, mais uma vez ele se colocou na minha frente cantando, impedindo minha passagem, então deixou mais rápido o ritmo da música.

So, if you wanna know, here it goes, gonna tell you this
Part of me that shows
If we're close gonna let you see
Everything
But remember that you asked for it

I'm trying to do my best to impress
But its easier to let you
Take a guess at the rest
But you wanna hear what lives in my brain, my heart
Well you asked for it

For your perusing
At times confusing
Hopefully amusing
Introducing me

Do-do do-do-do-do-do
Do-do do-do-do-do-do

Introducing me!

Com o final da música várias palmas nos rodearam, não tinha percebido que havia tantas pessoas nos vendo.

- E então ... – Disse Poncho. – O que acha de tomar um café comigo?

- Ok, eu aceito. – Como se fosse ensaiado todos ao nosso redor comemoraram, como se eu tivesse aceitado namorar com ele.

- Ótimo, amanhã às quatro te pego na fraternidade. – Disse por fim e eu concordei com um sorriso enorme no rosto.

O resto do dia passou um tanto conturbado, várias pessoas me cumprimentavam, mas eu nem os conhecia, aquilo me incomodou um pouco mas eu correspondia os alunos.

Chegando na casa, logo uma Dulce e uma Maite espantadas vieram ao meu encontro.

- Como assim o Poncho cantou para você? – Perguntou Dulce subindo as escadas me puxando pela mão e Maite me empurrando pelas costas.

- Você vai contar tim tim, por tim tim para nós. – Minha amiga de cabelos negros me intimou, entrando no meu quarto logo após de mim e Dulce.

- Vai conta tudo. – Então assim o fiz.

- Foi por causa disso que ele fez aquilo mais cedo. – Dei de ombros indo para a janela.

Com o jantar já na mesa, não se falava de outra coisa a não ser da música que Alfonso cantou para mim e definitivamente eu percebi que estou perdidamente apaixonada por ele, sentia olhares de fúria vindo de Diana, se ela me odiava antes, agora ela quer me ver morta.

Mas não dei muita bola para isso, ninguém iria estragar aquela energia boa que estava emanando de meu corpo. 

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