XXXII

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Annie

Depois do jogo, resolvi voltar para casa, estava cansada e com um pouco de dor de cabeça.

- Meninas, eu vou indo. Tudo bem? – Falei para elas.

- Não vai ver eles erguerem a taça? – Dulce perguntou-me, neguei com a cabeça.

- Está tudo bem? – Indagou-me Zora, assenti positivamente.

- Qualquer coisa nos liga tudo bem? – Completou Maite.

- Ok, nos vemos em casa. – Falei por fim, tinha muita gente descendo para o campo e eu era a única subindo era a gênia aqui, com muito custo cheguei no último andar, ando olhando para baixo, alguém para na minha frente, logo reconheço a voz.

- Any? – Ergo meu olhar e vejo um Michael todo suado. – Posso falar com você um instante? – Assenti e nos afastamos um pouco da muvuca de pessoas. – Eu só quero te pedir desculpas pelo que causei nessa última sema. – Arqueei as sobrancelhas e ele continuou: - Sério estou muito arrependido. Me perdoa?

- Claro! – Esbocei um sorriso largo para ela. – Nossa amizade é o que mais importa não é mesmo? – Perguntei e ele concordou um sorriso no rosto.

- Amigos novamente? – Questionou, eu apenas sorri para ele, assim que ele chegou pertinho de mim para me abraçar dei um chute nos países baixos dele, que foi ao chão se contorcendo.

- Poxa Anahí! Isso dói. – Falou se contorcendo. – Isso não vai ficar assim! Vou contar para todos o que você fez.

- Ótimo, conta... Pode contar mesmo, que jogo no ventilador todas as burradas que você já fez. – Lancei lhe um sorriso irônico. – Tenho certeza que a tia Mery, vai adorar saber de tudo. – Sem dar espaço para ele falar, saí de perto e de relance vi ele se levantar.

- Isso não vai ficar assim! – Sem olhar para trás levantei minha mão direita e mostrei o dedo do meio para ele, segui meu caminho, sem me importar mais com nada.

A noite chegou e a casa da frente estava uma bagunça, bem não uma bagunça como festa que eles adoravam fazer, era uma bagunça boa. Escutei algumas batidas na porta, levantei da cama e fui atender.

- Que roupas são essas? – Falou-me Mai apontando para mim.

- Annn pijama? – Dei de ombros voltando para dentro do quarto.

- Não vai na comemoração da casa da frente? Os meninos pediram pizza. – Neguei com a cabeça.

- Não estou com clima para comemorações. – Falei já sentada na cama e encarando minha amiga que nessa altura do campeonato já estava em minha frente. – Mas façam bom proveito e se divirtam. – Falei por fim, sabendo que não estava legal ela me deu um abraço e um beijo no topo de minha cabeça e saiu do recinto, assim que escutei elas saindo da casa fui até a varanda e fiquei contemplando as estrelas, claro que estava com um pijama bem quente, São Francisco sabe ser fria quando quer.

- Hey! O que faz aí fora? – Reconheci aquela voz de imediato olhei para frente e vi que era Alfonso.

- Nada, só contemplando as estrelas e você? Não deveria estar com seus amigos? – Perguntei a ele.

- Não estou cansado de mais. – Assenti. – Obrigada pelo conselho de mais cedo. – Sorriu para mim, céus como estava com saudades daquele sorriso.

- Não foi nada, qualquer um faria isso. – Dei de ombros.

- Ok, vou fingir que concordo com você. – Eu sorri. – Mas obrigado mesmo assim.

- Não a de que Capitão Herrera. – Suspirei olhando para o céu. – Bom, acho que vou entrar está meio frio. – Ele assentiu, mas antes de eu entrar ele me chamou:

TOUCHDOWNOnde histórias criam vida. Descubra agora