XXXI

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Poncho

Quando ela saiu da casa, tentei segui-la mas fui interrompido por Chris, ele segurou meu braço e falou:

- Cara, é melhor não, ela está de cabeça quente, tente falar com ela amanhã, ela vai estar melhor. – Assenti. – Vem vamos entrar. – Segui-o até dentro da casa.

A festa continuava como se nada tivesse acontecido, os garotos do time vieram falar comigo, mas eu realmente temi, quando Dulce Maria, Maite e Zoraida vieram em peso falar comigo.

- O que você fez Alfonso? – Perguntou-me Dulce, ela estava fulminando. – Não precisa me dizer, você é um cachorro sem vergonha da pior espécie. Ela te amava cara, como você isso? – Me deu um tapa no rosto fazendo minha cabeça virar para o lado.

- Dul! – Zoraida e Maite a seguraram, pois eu vi que iria apanhar ali mesmo, mas eu merecia deveria ter contado para ela. Desde o início quando deixei de apostar.

- Poncho, o que você fez não foi nem um pouco legal. – Disse Maite. – Só espero que você arque e sofra com as consequências. – Nunca tinha visto tão brava quanto ela estava agora.

As três saíram de perto de mim, provavelmente foram atrás de Anahí, andei em direção às escadas encontro Michael conversando com seus colegas de time, tentei passar despercebido, mas a voz de Levy ecoou em meus ouvidos.

- Ora, ora, se não é o nosso apostador. – Falou zombeteiro, senti meu sangue ferver, quando dei por mim já estava no chão embolado com ele, olho para o lado e vejo que o meu time e o seu time estavam todos brigando.

Fomos separados por algumas pessoas que estava lá, ninguém deu queixa sobre o ocorrido, pois os dois times seriam perdendo.

- Isso não vai ficar assim Alfonso Herrera! – Gritou Levy, colocando a mão no nariz que sangrava. – Você vai se arrepender de ter me batido.

- Nossa que medinha. – Fingi estar tremendo. – Nos vemos no campo sábado que vem. – Dei as costas e subi para meu quarto, tirei minha roupa e deixei a água quente escorrer pelo corpo, um bolo se formou em minha garganta e deixei rolar as lágrimas, dei socos na parede, tentando aliviar a dor no meu peito e cada vez mais lágrimas surgiam e escorriam pelo meu rosto.

Desliguei o chuveiro, vesti uma cueca qualquer deitei-me, mais lágrimas surgiram em meus olhos, lembrando de vários momentos legais que passamos juntos. Droga nunca tinha sentido aquilo, eu que sempre dava um é na bunda das pessoas e não ao contrário, o que estava acontecendo comigo? E foi com as lágrimas em meu rosto que me entreguei ao sono.

Três dias se passaram e neles eu tentei de todo jeito falar com Anahí, mas ela não queria me escutar a universidade inteira já sabia do ocorrido, e não se falavam de outra coisa, certa vez uma menina que não sei o nome se aproximou de mim e falou:

- Oi Poncho. – Ela estava vestindo uma roupa de frio, mas era sensual. – Soube do que aconteceu com você. – Foi se aproximando ainda mais, estávamos na biblioteca sabia que Anahí passaria ali em algum momento, quase colando nossos corpos. – Sinto muito com o que aconteceu, mas sabe... – Fez uma pausa e se aproximou ainda mais. – Se quiser eu posso te ajudar a esquecer ela. – Foi quando olhei para frente e vi ela me encarando, vi que seus olhos tinham lágrimas, pois a distância da porta de entrada e da primeira estante de livros não era grande, ela se virou e saiu a passos largos.

Droga. – Pensei.

- Anahí! – A chamei, ela parou e virou para mim, com os olhos cheio de lágrimas. – Por favor me escuta, eu...

- Alfonso, eu não tenho que escutar suas desculpas. – Falou em um tom firme que nunca ouvi ela falar com ninguém nem mesmo com Diana. – Você é um imbecil, sabia? Não deu uma semana e já está com outras. – Virou novamente para a saída e seguiu o caminho.

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