XXIV

186 13 0
                                    

Annie

Uma semana se passou e o fim das provas também, o que foi um alívio para todos nós, o clima na casa estava melhor depois da saída de Diana, pode ser meio presunçoso, mas ele estava mais leve, por assim dizer.

Com a chegada da semana do natal as casas estavam enfeitadas com várias luzes coloridas e uma grande árvore de natal foi instalada bem no meio do hall de entrada, algumas meninas já tinham voltado para suas casas e outras como eu, iriam essa semana, convidei Maite para passar as festas com minha família, mas recusou pois iria passar com a família de seu namorado, fiquei mais aliviada, pois como ela me contou era órfã, desde seus sete anos.

Estava terminando de arrumar minhas malas quando ouço batidas em minha porta. Toc, toc, toc. Quando abri vi um quarterback sorridente na minha porta.

- Boa tarde senhor capitão! – O cumprimentei com um sorriso no rosto, ele se aproximou, agarrou minha cintura e me deu um selinho demorado.

- Boa tarde minha linda. – Falou assim que desgrudou nossas bocas. – Está pronta?

- Sim, só falta fechar as malas. – Ele assentiu e fui fazer o que havia falado, depois de fechado seguimos em direção ao seu carro que estava estacionado em frente e casa da sigma.

Rodamos por cerca de quatro horas, é o tempo que leva de São Francisco até Sausalito.

Em meio ao caminho acabei adormecendo, acordei com um susto, eu estava sonhando que estava chorando horrores e Poncho estava na minha frente, ele tentava tentando me acalmar, mas por alguma razão eu não deixava chegar perto de mim.

- Hey! Annie, o que foi? – Perguntou preocupado.

- Nada, só estava sonhando, foi um sonho muito bizarro. – Disse a ele fazendo uma careta, que por sua vez sorriu.

- O que foi esse sonho? Reza a lenda que se contamos ele não se realiza. – Assenti.

- Eu estava chorando e você tentava me acalmar, mas por alguma razão eu não deixava você chegar perto de mim. – Dei de ombros

- Bom, foi só um sonho, não é mesmo? – Disse ele, que concordei. – Chegamos.

Olhei para o lado e continuava a mesma cidade, desde que me mudei para Stanford, rodamos por mais alguns quilômetros até chegarmos em uma casa com cercas brancas e um jardim na entrada. Sim havia chegado no meu lar, estacionamos o carro na segunda vaga da garagem e descemos.

- Eu não te contei mas meu pai é ... – Antes que eu pudesse falar algo meu pai saiu na porta com um enorme sorriso.

- Enrique Puente. – Ele falou anestesiado. – Como... Como você não me conta uma coisa dessas? – Continuou.

- Ops! Eu esqueci. – Me fingi de desentendida e fui correndo ao encontro de meu pai.

- Daddy! – Exclamei quando me joguei em seus braços.

- Minha princesa. – Disse ele ao me segurar. – Que saudades.

- Nem me fala papai. – Falei assim que coloquei meus pés no chão, olhei para trás e vi Poncho nos encarando, fui a seu encontro e puxei-o até a entrada de casa. – Pai esse é Alfonso Herrera e Poncho esse é meu pai. – Disse e abracei o patriarca da família de lado.

Meu pai por sua vez, lançou um olhar que até eu temeria se não soubesse que ele estava testando o coração do rapaz a nossa frente.

- Então você é o Alfonso Herrera que literalmente cantou para que ela saísse com você? – Eu corei na hora.

- Papai! – Chamei a atenção dele, que sorriu.

- Sim senhor, fui eu. – Disse em meio a um sorriso, parece que era coisa de quarterbacks. – Digamos que quando quer ser orgulhosa ela executa a função com maestria. – Alargou mais o sorriso.

- Nem me fale, ela puxou muito o gênio da mãe dela. – Disse por fim o meu pai.

- Falando nela, onde ela está? – Me intrometi na conversa deles.

- Foi com a Mari, fazer a última ultrassom. – Lembrei-me que minha irmã tinha me contado isso. – Como você sabe o bebê está preste a nascer. – Assenti positivamente. – Venham, está frio, vamos entrar. – Meu pai deu passagem para mim e para Poncho entrarmos em casa a decoração continuava a mesma, a direita a sala de estar, ao meio a escada que dava para o andar de cima, entre a parede da sala de estar e a escada, havia um corredor que dava para a cozinha e a sala de jantar e a direita o banheiro de visitas.

Conversamos por horas, até minha mãe chegar com minha irmã, quando elas chegaram meu cunhado também chegou e fizemos um jantar em família, minha irmã encheu Poncho de perguntas, meu pai e minha mãe contaram coisas constrangedoras sobre minha infância depois de comermos.

Após o jantar, conversamos mais um pouco e cadaum foi para seu quarto, fui para o meu antigo quarto e Poncho para o quarto deminha irmã, pois o de hóspedes estava cheio de caixas da última reforma quemeus pais fizeram na casa, lembro-me que foi uma total anarquia, quando oarquiteto não entregou no prazo, foi um desses motivos que decidi ir mais cedopara faculdade. 

TOUCHDOWNOnde histórias criam vida. Descubra agora